Florela: Comecei devagar, entre um gole e outro do suco. — Hoje vi uma das cozinheiras com atitude estranha de novo... a mesma que cês tavam investigando antes achei que já tinham tirado ela do jogo. Ele me ouviu em silêncio, aquele silêncio que pesa, que pensa depois falou com calma, mas os olhos entregavam o turbilhão por dentro. —Caneta: Também vi coisa hoje. Gente se movimentando onde não devia, muito falatório no pé do morro e tem nome novo na roda. Ficamos assim... jogando xadrez e trocando farpas disfarçadas de informações. Aos poucos, a brincadeira virou tática. — Esse aqui é o Tom, né? falei, mexendo um peça. — Sempre indo pelos lados, nunca de frente. Ele riu. —Caneta: E essa torre aqui? É o Jeca vem reto, derruba tudo. — E o bispo? —Caneta: Alguém que finge ir rezar

