Florela: Lá no fundo, eu já sentia… o rei uma hora ia perceber que a rainha tava no jogo fazia tempo só não imaginei que fosse tão cedo. Sorri de canto ao ver ele ali, limpando peça como quem pede licença sem dizer nada. Naquele momento, ele não era o chefe era meu aprendiz. Eu pedia ferramenta, ele se atrapalhava todo pegava a errada, olhava pras bancadas como se fosse a primeira vez. Mas trazia. E eu pegava da mão dele como se nada demais por dentro? eu ria. Todo mundo na oficina olhava em silêncio. Não era medo era respeito era tipo "é... essa menina tá jogando mais que todo mundo." E ali, entre graxa, ferramenta e aquele calor do dia, eu percebi que o jogo tinha virado e eu tava ganhando. A hora do rango chegou com aquele cheiro bom de feijão refogado que atravessa rua inteir

