Prólogo
ELLA CLARK
Tenho 20 anos e nessa idade, pra mim não à coisa melhor do que curtir a vida das maneiras mais divertidas possíveis, ou seja em festas e boates, mas é claro que isso não faz de mim uma sustentada pelos pais, até por que eles estão a milhas de distância de mim, à oito meses atrás deixei a Califórnia para vir morar em Nova Jersey, vivo em boas condições, tenho meu próprio apartamento e trabalho em uma das maiores indústrias petrolíferas do mundo, como secretária do dono Lyan Foster. O trabalho perfeito, meu chefe é um doce de pessoa, pelo menos comigo, ele me disse que segunda-feira tem uma surpresa pra mim, nem preciso dizer o quanto estou ansiosa, né? E também o quanto odeio surpresas.
Hoje, em especial, aconteceu a maior falta de vergonha na cara que você irá ver, a rainha das piranhas, vulgo, Natalie Owen, me chamou para uma festa que ela vai dar, sendo que: desde que cheguei nesse belo lugar, não consigo ter paz com aquela possuída do lado.
Comecei a me arrumar para a festa, mesmo que ainda seja "cedo", poucos sabem como fica uma pessoa depois de fazer uma maratona de séries.
Uma coisa boa de morar sozinha, é poder chegar a hora que quiser sem dar satisfações de onde estava pra ninguém, muito menos para namorados possessivos como o que tive há um ano, era como se não tivesse mais minha vida para mim, ele tinha um ciúme de dar medo, mesmo se exterminassem todos os homens da terra ele ainda teria ciúmes de mim com uma mulher.
Um dia ele saiu no soco com meu amigo por que nós nos abraçamos, nesse dia eu vi tudo vermelho de tanto ódio dele, brigamos - ok, brigamos muito, inclusive ele foi para o hospital com uma facada na barriga - e eu fui embora, e não me arrependo de nada. E quer saber, pela experiência com Luke eu estou fugindo de relacionamentos como o demônio foge da cruz, estou sempre priorizando minha liberdade. Mas não é por isso que vivo na seca, né, sempre tenho umas ficadas em boates, nada sério de alguns nem sei o nome, mas meu lema é NADA ALÉM DE UMA NOITE, por que eu vou ficar saindo com um só homem se posso pegar a cidade inteira? - ok, talvez um pouco menos.
Quando termino de me arrumar, me olho no espelho e estou pronta para abalar as estruturas (Vestido preto colado ao corpo do b***o ao quadril, ele vai até no meio das cochas, completamente rendado nas costas, salto agulha preto). Pego uma bolça e deixo apenas o celular e o dinheiro nela. Saio do meu apartamento trancando a porta e indo em direção aos elevadores, que aleluia uma vez na vida se mantem vazios.
Vou para o térreo do prédio, pego o controle do alarme do carro e destravo o alarme, abro a porta e vou tirando o carro da vaga. Dirijo calmamente pelo trânsito que me deixava na velocidade de 60km por hora, segundo o Google mapas estarei no covil da cobra as 19:47 mais ou menos.
Cheguei e por incrível que pareça está cheia, é pelo menos vou me divertir um pouco. Entro na casa e até que é grande, fico pensando se é tão rica por que não faz uma plástica? Entro no salão de festas e meu pai do céu tem um Deus grego nessa festa, subiu até um calor agora. "Chama o bombeiro" que a coisa está quente. Se hoje eu não ter esse homem na minha cama eu me suicido. Me direciono ao coquetel de bebidas da festa onde o deus grego está em pé conversando com o garçom, vou chegando cada vez mais perto, quando alguém (Natalie) me empurra e eu acabo caindo nos braços do símbolo da beleza humana. Ele é todo musculoso com os cabelos castanhos com luzes e musculoso, os olhos verdes água e musculoso, barba rala e é lindo, eu já disse que ele é musculoso? Acho que não, então ele é musculoso e eu consigo sentir isso por que ele está com os braços atravessados na minha cintura e eu olhando fixamente para ele acabo me esquecendo de piscar:
– Perdeu alguma coisa em mim? – Murmura soltando minha cintura. Mas o que tem de bonito tem de arrogante e m*l educado. Mas eu não desistir de ter uma noite com ele, por que vamos combinar que eu não preciso de um cavalheiro para t*****r por uma noite, né?
ADAM MCLOUD
Tenho 25 anos e me considero jovem demais para conduzir a indústria de petróleo da família Foster, como meu pai sempre desejou que fosse, mas não é isso que eu quero, viver a vida atrás de uma mesa cheia de papéis. Já minha mãe é outra coisa, ela quer que eu me case para parar de ser irresponsável, então, fico pensando qual é pior, assumir a Mcloudou me casar. Deus me livre das duas opções, também por que eu tinha que ser filho único?
Agora vamos a minha personalidade que meus pais sempre estão tentando mudar. Eu sou do tipo de homem que já pegou quase a Nova Jersey inteira, pra que só uma enquanto pode ter todas? Mas tem uma regra, nada de se apegar, se apaixonar, como eu sempre digo NADA ALÉM DE UMA NOITE.
Hoje Natalie Owen me mandou um convite para uma festa que ela dará em sua casa, como hoje não tenho nada pra fazer já confirmei presença, pelo menos uma gatinha há de haver lá, né? Minha mãe vive reclamando desse meu jeito "galinha" de ser, e está sempre me falando de casamento, casar para que? Para ser infeliz para o resto da vida? Para em caso de divórcio eu perder metade do meu patrimônio com uma v***a de beira de estrada que vai inventar direitos legais até onde não tem? Que vai parar de tomar a pílula anticoncepcional de propósito para ter um filho meu? Casar não é pra mim nem nunca vai ser. Ter que dividir minha vida com outra pessoa, só de pensar me dá ânsia de vomito, minha vida eu só compartilho comigo e comigo e deixe me ver comigo. Claro que tenho meus amigos, inclusive meu melhor amigo Ryan, mas minha vida vai ser para sempre minha, com ele eu até desabafo e peço sua opinião, mas odeio pessoas que se intrometem na minha vida sem minha autorização e já vem dando opiniões absurdas, querendo mudar minha personalidade, meu modo de ser, como eu vivo minha vida. Já me apareceu parente de décimo grau querendo meter o bedelho nas minhas decisões, se eu vou atravessar a rua tem gente querendo me dizer que eu devo atravessar daquela forma. Já mandei uma tia de quarto grau ir se f***r por que estava me apresentando um mar de garotas que sorriam feito uma hiena para mim, uma mais oferecida que a outra, acho que levei todas para a cama, depois minha tia queria que eu escolhesse uma das garotas para eu me casar, quase cai duro no chão, casar? Só pode estar maluca ou os sinais da velhice estão começando a aparecer, ela só podia estar delirando quando falou isso, mandei-a ir se f***r e sia de casa passei uma semana na casa de Adam para pensar na vida. Só o que me faltava sair da minha casa por uma tia que eu m*l sabia da existência. Mas agora já são 18:03 e pontualidade é um dos meus pontos fortes (pelo menos quando eu quero), por isso vou me arrumar para a festa de Natalie. Termino de me arrumar, e vou para a garagem da minha casa, e é por esse lugar aqui que todos que vem me chamam de megalomaníaco, viciado em compras e sem ter como esconder se apaixonam pela minha coleção de sete carros, um Maserati - Quattroporte GTS, um Porsche - 911 Turbo S Cabriole, uma Ferrari - F458 Spider, Ferrari - FF, Ferrari - F12 Berllineta, Ferrari - F599 GTB Fiorano e o meu preferido Audi - R8 Quattro R-tronic, que é o que eu vou usar agora, destravo o alarme e abro a porta do carro e logo em seguida à fecho. Começo a dirigir em direção a casa de Natalie e em questão de mais ou menos meia hora, entro na casa e realmente é linda, daí é que eu penso, se Natalie é tão rica por que não faz uma plástica?
Entro no salão de festas e a música está bem alta. m*l coloco os pés na casa e Natalie já vem em minha direção, (por que mulher feia é tão oferecida?), ela me cumprimenta e já vou tratando de acabar com o assunto com a desculpa de que vou pegar um drink no coquetel da festa, o que realmente faço, ando em direção ao coquetel e peço um drink e fico jogando conversa fora com o garçom, quando o símbolo da beleza feminina entra na festa, percebo que seu olhar também chega à mim e um sorriso malicioso aparece em seus lábios, ela vem andando até mim em uma exuberância incrível, seus cabelos loiros voam com a ventilação da festa, quando ela está próxima de mim Natalie a empurra fazendo a mesma cair em cima de mim, atravesso os meus braços em sua cintura para segurá-la e fico a observando só que diferente dela eu ainda piscava:
– Perdeu alguma coisa em mim? – Acabo deixando escapar essa arrogância, Deus como vou levá-la para a cama desse jeito? Eu e minha boca grande, nisso que dar não filtrar minhas palavras e sair falando o que penso. Solto meus braços de sua cintura.