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2640 Words
Parece que eu só ando pra trás, amor. Cada parte de mim diz: siga em frente. Eu fiquei esperançoso de novo, oh, não... de novo não. Feels Like We Only Go Backwards | Tame Impala Minha respiração falhou novamente nos pulmões, minha visão ficou embaçada dentro daquela cena. Eu queria poder enxerga-la com clareza, mas não consegui, devido toda a emoção desgovernada dentro do meu peito. Me levantei, confuso pra c*****o. Passando a mão nervoso pelos fios do meu cabelo, ainda tentando respirar normal. Eu tinha falado merda, muita merda para ela, e eu percebi isso um segundo depois que eu já tinha despejado as palavras. Caralho! Ela se levantou angustiada, com os olhos afogados em lágrimas, sua boca queria me dizer algo, mas ela pareceu entender que não era o momento ou talvez seu coração tivesse pesado demais para isso. Se ela não tivesse ressurgido depois de tanto tempo, ascendendo todos os sentimentos bons e ao mesmo tempo tão avassaladores que estavam adormecidos dentro de mim... Talvez eu estivesse bem, bem dentro da ilusão que eu tinha criado que havia superado. Eu a amava, disso nunca tive dúvidas, o sentimento só tinha ficado oculto no meu coração, o tempo que ela ficou distante dos meus olhos. Mas ela estava lá. O amor estava lá. Apertei os meus olhos com a ponta dos dedos. Eu não queria chorar, eu não conseguia chorar. Um nó estava preso na garganta e eu não consegui dizer nada, mesmo tendo a certeza do que eu sinto. Preciso concertar essa merda e precisa ser agora! Sai do quarto, cego. Procurando pela sua presença na casa até me deparar com a sombra do seu corpo amuado no escuro da cozinha, ao lado da geladeira e de costas pra mim. Minha mente decide me mostrar um gatilho, com todas as memórias dos poucos dias que passamos juntos e as nossas cenas ali, a Samantha alegre e sorridente contrastava drasticamente com a Samantha chorando, fungando, escondendo o rosto e a magoa com as mãos no rosto. E a culpa é minha. Puxei todo o ar ao meu redor pros pulmões criando coragem. — Samantha? — A chamei, torcendo que ela ainda quisesse olhar na minha cara. Eu não podia ser mais um escroto com única garota que amei, a vida dela já tinha gente assim o suficiente. — Olha pra mim... Por favor. — Tentei falar ameno, em vão, ela continuava de costas mostrando seus ombros subirem e descerem numa respiração aflita. Me sinto péssimo, péssimo por não ter o poder de controlar essa ansiedade maldita, e pior, agir como um filha da p**a e botar a culpa toda nisso. — Sam, por favor. Olha pra mim, me deixa concertar isso. — Pousei uma mão nas suas costas e percebi ela estremecer com o toque, mas depois a sua postura rígida ir se desfazendo. Aproximei meu corpo do seu, agora levando a outra mão também até seu ombro, sentindo mais de perto o seu aroma adocicado, quando coloquei o seu cabelo de lado me dando passagem para falar mais próximo do seu ouvido — Me perdoe, por isso. Me perdoe por ter descontado minhas merdas em você. Eu sei que não tem culpa e eu sou um babaca por ter feito isso. — Você tem razão. — Disse em um fio de voz desconfigurada, entregando que ainda chorava — Tento ser ridiculamente perfeita para todos e... Acabo sendo a projeção falhada de uma garota patética, idiota... — Samantha, não! Não é isso! Consegue entender que eu sou um escroto por ter te dito tanta merda, tanta merda para unica garota que eu am... — Parei rapidamente, antes que eu me virasse ao avesso mostrando o que eu deveria ainda esconder, não sei se ela sente o mesmo. — Pra única garota que se importa de verdade comigo? Além da Abby, você é a única pessoa que ainda tenta melhorar meu animo nesses dias tão nublados, nem sequer a Lise ou minha mãe que faz anos que não me procura, tem esse trabalho. Eu não deveria ter falado essas coisas e isso por que você é simplesmente... incrível, incrível Samantha! E eu não mereço te ter e você não merece lidar com os meus problemas. Todas as palavras saíram rápidas demais e ela se virou para me encarar fundo dentro dos olhos. Passamos alguns segundos sentindo apenas a nossa conexão se restabelecer novamente, até ela passar os braços em volta do meu tronco. O seu abraço me relaxar e o meu estômago girar 360 graus dentro de mim. Depositei um beijo na sua testa que estava enterrada no meu peito e calafrios bons percorreram a minha espinha, quando sinto os batimentos do seu coração tocarem juntos com os meus. — Dorme comigo? — Perguntei com a voz saindo rouca, devido a ansiedade e o nervosismo pela pergunta ousada no meio daquilo tudo, ansiando pelo "não". Ela levantou suas íris cor de mel que rodeavam a sua pupila grande preta e lá no fundo tinha um toque de tristeza. Eu odiava a ver assim. Só queria dormir sentindo seu calor por perto, ter a sua paz me invadindo na tentativa de acalmar a minha mente barulhenta. — Não to falando de ... — Comecei me atrapalhando com as palavras. — De sexo, Sam... Talvez as palavras tenham saído erradas novamente. Eu só quero... — Tudo bem, eu durmo com você. — Me cortou sorrindo fraco. Assenti com a cabeça e segurei nas suas mãos, levando até meus lábios, depositando um beijo como forma de dizer obrigado. Fui até o banheiro, lavei o rosto com a água fria, escovei os dentes para tirar o bafo de cigarro e quando voltei pro quarto, ela já estava deitada na cama, de costas pra mim, afirmo que está (com toda razão) chateada. Droga. Eu avisei pra ela que quando estou desse jeito, eu não consigo raciocinar direito. Acabo machucando as pessoas, por que eu estou machucado por dentro, é como uma ferida aberta que doí, que sangra, só que por dentro. Por horas dói no coração e por outras dói na cabeça. Me sentei ao seu lado, deslizei meus dedos pelos fios macios dourados dos seus cabelos, ela estava de olhos fechados, mas eu sei que ainda não dormia. Deitei, me aconchegando, passando um braço por volta da sua cintura. — Me desculpa. — Sussurrei no seu ouvido. — Não precisa se desculpar Will... — Ela se contorceu, depois virou de frente pra mim. Mordi os lábios, com a nossa proximidade. — Eu só estou confuso por dentro. — Eu sei disso. — Disse deslizando a ponta dos seus dedos pela minha bochecha. Seu toque me acalmava pra c*****o, sua pele tinha uma textura e sensação única. Respirei fundo e sorri, senti que estava tudo voltando a ficar bem. — Nada muda o que eu sinto por você. — Sussurrou contra meu rosto, depois depositou um beijo na ponta do meu nariz. A dúvida me corroeu, para saber o que seria esse sentimento que não mudaria, se ainda era como amigo ou se ia além disso. Então antes que ela pudesse se afastar totalmente da minha face eu a beijei, querendo de descobrir, mesmo sabendo que a descoberta poderia me estraçalhar depois. Ela correspondeu o beijo, amorosa, quente, perfeita. — O que você sente por mim, Sam? — Perguntei incomodado ainda, quebrando o beijo. Seu olhar confuso ascendeu mais ainda a insegurança dentro do meu peito. — Eu preciso mesmo saber, por que a dúvida me corroeu por todos esses anos. — Reforcei inquieto. — O que eu sinto por você é algo que nunca senti por nenhuma outra pessoa. — Afirmou firme e eu me perdi na cor de mel dos seus olhos, o alucinante, avassalador e poderoso mel dos seus olhos — Algo tão bom, que nunca ninguém foi capaz de despertar dentro de mim. Balancei a cabeça afirmando que tinha entendi, mas na verdade só estou tentando processar aquilo tudo e me perguntar se estou sonhando acordado ou se dormindo. — Você vai estar aqui quando eu acordar? — Ela voltou a falar perguntando, lembrando que hoje mais cedo eu tinha saído sorrateiramente antes que ela abrisse os olhos. Tinha sido uma tentativa fracassada de não me render mais ainda aos seu encantos, mas aqui estou eu, totalmente em suas mãos. — Eu vou estar aqui quando acordar, prometo! — Depositei um beijo nos seus lábios e então fechei o olhos, tentando fixar a paz na mente e no coração. •••• Consegui dormir ao seu lado, o meu sono era leve, porém aliviante por que geralmente em épocas de crises eu nem sequer pregava o olho. Por sorte eu consegui me acalmar. Antes eu estava inquieto pra c*****o, sonhando coisas malucas e a maioria desses sonhos aparecia o olhar doentio de Jack, meus pais e até Sam retomando o namoro com o maldito do Luca. Pesadelos, fodidos pesadelos. Me acordei todas as vezes que ela se mexeu. Lembro que nos dias anteriores a gente tinha evitado dormir de conchinha. Hoje foi inevitável. Eu precisava sentir seu cheiro inebriante de perto, precisava sentir seu toque, precisava da sua respiração próximo da minha, apenas queria senti-la. Era como um remédio, mesmo eu sabendo que de fato eu precisava de remédios de verdade. Agora de olhos abertos, estou com o corpo de virado na cama em direção dela, a olhando dormir também virada pra mim. Sua mão está em baixo da sua bochecha, seus lábios carnudos estão quase abertos e os seus cílios fechados são pesados, indicando que dorme bem. Não consigo me conter e escorrego meu dedo pela linha lateral do seu rosto, Sam se mexe, mas não parece desconfortável, então continuo acariciando o ossinho da suas têmporas. Um pequeno sorriso se desenha na sua boca. — Dormiu bem? — Ela me pergunta, ainda de olhos fechados curvando vagarosamente um sorriso. Eu poderia dizer que quase não dormi, mas não quero preocupa-la ainda mais. Mesmo sem ter dormido o suficiente eu estou bem e isso que importa. — Uhum... Bom dia, linda. — Sorriu também. Ela abre o olho e me olha curiosa, como se analisasse cada traço do meu rosto. Eu acho estranho a maneira que ela fica analítica quando eu a trato bem, parece não ser nada a acostumada com isso e estar sempre desconfiada. Sei que sou grosso a maior parte do tempo, mas nunca deixei de lado esse meu jeito de faze-la se sentir especial. E faço isso sem nada em troca, somente por que é uma obrigação tratar bem e por que ela precisa se lembrar de não aceitar menos que isso. — Estou com preguiça de levantar. — Diz baixinho, enquanto estica seu corpo na cama. — Podemos ficar aqui o dia todo, se quiser. — Eu quero. — Eu também. — E como quero, não queria levantar e enfrentar o mundo lá fora. — Mas tenho que trabalhar de tarde e preciso ir na faculdade, buscar mais informações de emprego... Hm... — Ela morde os lábios, como se tivesse expectativa em algo. — Estou procurando um estágio, no ramo áudio visual da moda. — Isso é maravilhoso, sei que vai conseguir se sair muito bem. Eu sabia muito bem da sua paixão por isso, sua dedicação em tudo que faz e mesmo que não consiga ver, ela vai ser a melhor em tudo que se propor a fazer, principalmente quando se trata disso. Ela só precisa acreditar. Parece que as palavras que eu soltei a invadem de uma forma muito boa, ela pula em cima de mim e me dá um beijo. Amoroso. Meu estomago revira dentro do corpo, eu ainda não sei como agir, quando Sam está assim, de bem comigo. Ela está sentada em cima de mim e seu corpo inclinado com as nossas bocas coladas, seu lábios parecem ser moldados especialmente pros meus. Deslizo minhas mãos pelas suas costas, até afincar meus dedos na carna macia dos seus quadris. Estou mais duro do que deveria está, para quem acabou de acordar. — Se sente melhor? — Ela parou o beijo e me encarou preocupada. — Tão bem que quero fazer am... Q-quero... — Me embaralhei com as palavras e quase externei o que mais tento esconder. Eu não queria dizer a ela que queria apenas f********o, por que não era só isso. Ela rir da minha falta de jeito, de uma forma adorável. — Shh... Cala a boca. — Ela bota um dedo na minha boca, pra me silenciar e eu a agradeço por isso. — Eu também quero! Suas palavras me atiçaram, puxei sua blusa para cima e então percebi que ela estava sem nada por baixo, apenas com uma calcinha minuscula preta. p***a, como não percebi isso ontem a noite? Eu devia realmente está totalmente fora de mim. Eu nunca vou deixar de achar a Samantha tão sexy. Em um gesto rápido, a coloquei por baixo do meu corpo, ficando por cima. Nossas respirações ficaram próximas, desci meus lábios em beijos por todo seu rosto e pescoço, enquanto com uma mão escorreguei meus dedos pela pele quente da sua barriga até suas coxas. A cada centímetro que eu percorria com os dedos, sua pele se ouriçava em carocinhos de arrepios, até que cheguei no meio das suas pernas. Ela soltou um pequeno gemido, quando deslizei devagar as pontas sob o tecido da sua calcinha, arrastei o tecido para o lado e vi que já estava excitada, apenas com o meu toque na sua pele. — Continua... Não pare. — Pediu baixinho, entre os dentes, enquanto apertava os olhos. Massageei seus lábios íntimos, encontrando o ponto exato do prazer, pressionei o meu dedo por cima e depois continuei com movimentos de círculos, bem leve na região. Seu corpo fez um arco, por cima da cama enquanto ela tentava gemer o mais baixo possível, quase não conseguiu. Quando percebi que estava quase lá apenas comigo dedilhando sua b****a quente e lubrificada, peguei o preservativo na gaveta, abri com os dentes e coloquei em mim o mais rápido possível. Abri suas pernas com os meus joelhos e me posicionei na sua entrada, a fitei novamente, seus olhos tinham uma emoção diferente hoje pela manhã, quando encontraram com os meus, um brilho incomum, porém mais lindo do que nunca, sua pupila estava dilatada e a respiração ofegante. Então me impulsionei, entrando cada vez mais, e mais fundo. Enterrei minha cabeça entre seu pescoço e o tecido macio do travesseiro, e continuei com as estocadas. Soltei fortes lufadas, tentando não fazer barulho. O quarto parecia um universo só nosso e apenas o som das nossas respirações e as batidas descompassadas do coração dentro do vibravam no ambiente. Aumento o movimento das estocadas e pressiono a minha testa contra a dela, amarrando nosso olhar. — Está perto? — Pergunto, não me aguentando mais e ela assenti que sim com a cabeça. Sinto a ejaculação sair quando a musculatura dela me aperta mais forte. Gozamos juntos, mais uma vez. A maneira como ela me olhava era única pra mim. Nossa conexão criou uma vertente mais profunda ainda, sinto que não só ela está diferente, como eu também, de uma forma anormal e estranhamente boa. Relaxo meu corpo em cima do dela que também está mole, minha boca encontra a dela, dou leves beijinhos, enquanto ela acaricia os cabelos da minha nuca. Poderia passar o dia todo dessa forma. Nossa conexão criou uma vertente mais profunda ainda, sinto que não só ela está diferente, como eu também, de uma forma única e estranhamente boa. Meu povo, to pensando em manter a rotina de 2 capítulos por semana e de vez em quando aparecer de surpresa. O que acham?? Gente o que vocês acharam dessa "reconciliação"?kkk É f**a quando a gente renega os próprios sentimentos, né?
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