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2290 Words
Fale comigo suavemente. Há algo nos seus olhos. Não abaixe sua cabeça na tristeza e por favor, não chore. Sei como você se sente por dentro. Já passei por isso antes. Algo está mudando dentro de você. Don't cry. | Guns N'Roses — Sam? Ouvir "Sam" da boca dele era um tanto quanto incomum. Ele sempre me chamava de Samantha, como se aquilo fosse uma barreira empatando que sejamos próximos novamente. — Hm? — Respondi abafado ainda com o rosto enterrado no travesseiro. — Tudo bem? — Perguntou delicado. O que é mais uma coisa incomum entre a gente. — O que quer? Virou a p***a de um Stalker? — Eu questionei sarcástica, desencostando um pouco a cara da fronha, deixando apenas um olho a mostra o fitando parado ao lado da cama, curioso. — Bem...— Pigarreou. — Contando com o fato que esse é meu quarto e eu preciso dele, não, não estou te seguindo. — Ele semicerrou os olhos pra mim e eu afundei a cara novamente, me escondendo como um rato se esconde em sua toca. — Tá chorando? — Perguntou e eu senti pela sua voz que não estava acreditando no que estava vendo. Odiava chorar na frente de alguém, então peguei a coberta e coloquei por cima da cabeça. — Não! — Murmurei. — Faça o que veio fazer aqui e vá embora! — Pedi quase ordenando — Então deixa eu ver, olha pra mim. — Ele se sentou não dando ouvidos pro meu mandato, enquanto escorregou seus dedos pelos fios dos meus cabelos. Droga, não esperava por essa. Seu toque me deu leves arrepios que desceram pelas minhas costas, mas nada que tirasse minha total atenção do problema que eu tinha que enfrentar. — Não quero olhar pra sua cara feia! — Respondi seca como uma tentativa de me esquivar da sua presença. — Eu também não quero olhar pra sua. É mais feia ainda quando está chorando. — Ele riu e depois voltou a falar — Anda Sam... Olha pra mim. Sua voz era tranquila, o que me trouxe um pouco de aconchego. Sabendo que ele era insistente de mais e não teria jeito, me deitei de frente. Apontando os dois indicadores pro meu rosto e esboçando um sorriso totalmente fraco e falso. — Satisfeito? Ele estreitou os olhos ainda mais curioso, arqueando uma sobrancelha. — Só te vi chorar umas duas vezes na vida, — ele levou o dedo até o queixo, como se resgatasse uma memória — Três com essa. E das outras vezes envolvia o Luca. Acredito que agora também. — Me contorci na cama, incomodada. — Me diga, estou errado? — Está. — Dei de ombros, desviando meus olhos das suas íris douradas que pareciam mais um raio x. — Você mente m*l pra c*****o. — Soltou um ar de riso e depois perguntou em um tom amigável. — O que aquele play boy fez? É claro que não se convenceu com a minha mentira quase perfeita. Pelo visto ainda sabe misteriosamente quando eu não estou falando a verdade. — Você não vai querer saber. — Comprimi os lábios, torcendo mentalmente que ele não quisesse mesmo. — Quero sim, vem cá! — Me chamou, batendo as mãos nas suas coxas, para que eu deitasse com a cabeça. Igual a malditos 7 anos atrás. Prendi a respiração e tenho certeza que meus olhos arregalaram mais que o normal. — Tem certeza que quer me ouvir reclamar do meu namorado? — Questionei bem duvidosa. Ouvir a dor de cotovelo um do outro era comum entre a gente, mas, quando eu decidi escolher Luca para ser meu namorado oficial, deixou de ser como num passe de mágica. Ele deu de ombros, então deitei. Não pude deixar de notar que a temperatura da sua pele era quente, pra não falar gostosa. — Quebrei a aposta, Carter. — Disse rapidamente — Falei com o Luca. Esperei um sermão por ter colocado a nossa disputa a ruína, trapaceando, porém sua resposta foi totalmente diferente do que eu aguardava. — Disso eu já sei. — Ele falou e eu franzi a testa. Pra ele não ter se importado, só pode ter furado a aposta também. Quando eu me recuperar, com certeza vou me esforçar pra descobrir. — Como? — Continue, Samantha. — Ele pediu ríspido fugindo da minha pergunta e agora sim, sinto que estou falando com o Will real. — Ele postou uma foto com uma garota, que desconfio da amizade entre deles. — Amoleci a postura tensa que eu estava, finalmente começando a botar pra fora tudo que estava me incomodando. — Hm... Samantha Becker... Sofrendo por conta de chifres. — Disse pausadamente, depois limpou a garganta — Não parece ser um problema que te faça chorar. Sorri. Lembrei o porquê que o Willian Carter sempre foi meu melhor amigo. Ele me conhecia muito bem, conhecia tão bem que saberia que eu não iria chorar por uma idiotice dessas. Eu simplesmente sutaria e mandaria todos irem se f***r. Pelo menos era assim que eu costumava agir, anos atrás, muita coisa mudou de uns tempos pra cá e eu nem me reconheço mais. Mas Will sim. — Ele disse que vai tirar o restante da grana da minha família se eu não voltar pra New Jersey. Meu pai tinha pedido ajuda financeira dele alguns anos atrás e o Luca quer toda a grana de volta. Ele pai está na merda Will, não tem como pagar esse empréstimo, que bem... No caso tinha sido dado na época. — Eu desabafei de uma vez, soltando o ar pesado. Senti o Will se mover enrijecendo o tronco, notoriamente desconfortável. — Luca está te manipulando. — Ele falou baixo, depois de alguns segundos calado. — Eu sei. — Disse enquanto senti seus dedos paparem de mexer nos meus fios. — E o que vai fazer? — Vou comprar minha passagem amanhã de manhã cedo. — Ele parou de me tocar nesse instante. Fiquei por algum segundos deitada ainda nas suas coxas, mas o silêncio se tornou ensurdecedor, então levantei. Sentada ao seu lado, vi de perto seus olhos dourados indecifráveis. Não consegui sustentar o meu olhar junto com o seu , então suspirei um "então..." com o intuito de finalizar a conversa e ele sair me deixando sozinha com as lagrimas. Mas Will sempre faz tudo ao contrário do que prevejo. — Você precisa ligar pra ele. — Falou quebrando o silêncio, catando o meu telefone do chão e me entregando nas mãos. — Eu? — Perguntei espantada. — Por que eu faria isso? — Não era hora de quebrar o meu orgulho. — Samantha... — Me chamou desviando o olhar de mim e sorrindo pro nada, um sorriso sábio. — Eu acho que você não consegue enxergar isso, mas você é confiante o suficiente pra não deixar homem nenhum te dizer o que tem que fazer. Você é uma mulher destemida que pode enfrentar qualquer coisa que te ameace. Eu te afirmo isso por que te conheço, não é possível que depois de tanto tempo você tenha mudado e se tornado uma pessoa frágil. Me recuso a acreditar nessa hipótese. Então você vai ligar e vai dizer que não precisa da grana dele e que não vai voltar pra lá, por que eu sei também — Ele fez uma pausa breve, balançando a cabeça seguro do que dizia — que não é isso que você quer. Sua fala martelou na minha cabeça como uma grande pancada, não estava preparada psicologicamente para lembrar de algumas qualidades minhas que ficaram ofuscadas por tanto tempo. Eu realmente não queria voltar, eu queria ficar aqui e seguir com o meu plano de me formar e ser independente. Só que quando metia minha família no meio, tudo se tornava ainda mais complicado. — Mas eu vou voltar pra lá. — Eu afirmei, não sentindo tanta firmeza na minha fala. — Não, não vai não. — Disse balançando a cabeça. — Vou sim! — Afirmei mais uma vez. — Não, Samantha. — Ele falou entre dentes, mordendo os lábios depois. Minha visão desceu pros mesmos, pude notar que sua boca era arroxeada e perceber cada detalhe das rachaduras ressecadas. Impensadamente mordi os meus também. A minha memória me pregou uma peça, pude sentir o gosto dele em mim, contudo eu sabia que era uma fodida ilusão. Criando forças, naquele momento extasiante, eu perguntei: — Por que eu não devo voltar, Will? — Por que não vou deixar você escapar por malditos 7 anos novamente. — Ele sussurrou com o rosto próximo demais. Minha temperatura subiu um grau com seu corpo me atraindo para cada vez mais perto, minha boca entreabriu ao mesmo tempo que eu ainda encarava os seus lábios. Estavam cada vez mais próximos dos meus, mas ainda sim, sem me tocar, até que nossas respirações se misturaram. Me odiei por querer o agarrar ali mesmo, passando uma sombra de lembrança que o Luca ainda é meu namorado e se eu o beijasse seria um traição. Peguei essa lembrança e a arremessei fora da minha cabeça, como uma bolinha de papel até um cesto de lixo. Então levei minhas mãos até as laterais do seu rosto e em menos de 1 segundo, antes que eu me arrependesse, eu o beijei. Droga. Com os nossos lábios encostados sem movimento nenhum, eu vi que não houve correspondência da parte dele, me descolei dos mesmos. Paralisei com a respiração forte, tive a certeza que fiz uma grande merda. Não deveria ter o beijado. Antes que eu enfiasse a cara dentro de um buraco, Will me agarrou novamente e me beijou e foi nessa bora que eu me arrependi de não ter o feito antes. O beijo do Will conseguiu ser ainda melhor do que era antes. Sem aparelhos arranhando e sem dentes se chocando. Completo! Sua lingua quente explorou minha boca, seu gosto era sim o mesmo que a minha mente tinha me lembrado, molhado na medida certa e com uma leve pitada de menta misturado com o sabor da nicotina. Nessa hora percebi que ele também havia quebrado a posta e fumado mais cedo. Suas mãos desceram até minha cintura onde fincou os dedos forte, até descer mais um pouco apalpando um lugar duvidoso, entre a minha b***a e a lateral da barriga, me causando arrepios deliciosos, depois me deitou sobre a cama e colocou o seu peso contra o meu, isso tudo sem quebrar o beijo. Que se f**a apostas sobre quem vai dormir aonde. Por mim ele pode dormir até em cima de mim, se quiser, quanto mais na mesma cama. Ele mordeu meus lábios inferiores, depois soltando em uma leve puxada mostrando um sorriso perverso com uma sobrancelha arqueada, falou: — p***a Sam... — Eu entendi que essa frase dele estava mais pra um "finalmente Sam". Sorri de volta, com a mesma perversidade. Agarrei o novamente em outro beijo, entrelaçando meus dedos nos cabelos da sua nuca, enquanto nossas cabeças se movimentavam de acordo com o ritmo do beijo. Passou muito tempo e sinceramente? Não to afim de conversar, quero retomar de onde paramos. Escorreguei minhas mãos pelo seu tronco, arrancando a camisa do Guns'n'Rose que ele usava, deixando a mostra suas tatuagens. Me soltei dos seus lábios e desci para seu pescoço, olhando de soslaio todos aqueles desenhos tatuados enquanto dava beijinhos na sua clavícula. Pude notar seus olhos fechados como se aproveitasse cada arrepio intensamente, sentindo o prazer na pele. Ele arrancou minha blusa depois, me deixando apenas de sutiã e shorts. O seu toque era pesado e selvagem, algo totalmente diferente do que eu estava acostumada e aquilo parecia ser tudo que eu precisava no momento. O fogo subiu, deixando o ar crepitante. Com uma mão ele apertou meu seio direito e com a outra ele deslizou os dedos por dentro do sutiã puxando meu biquinho, senti o impacto diretamente na minha i********e me molhando toda. Arfei dentro da sua boca ao mesmo tempo que ele remexia os quadris simulando o ato. Abri o botão da bermuda dele e passei a mão por cima do tecido da sua cueca preta, p**a merda, o tamanho, estremeci na base quando percebi que era maior do que a ultima vez que senti. Ele me viu piscar mais de dez vezes em um segundo e riu malicioso. — Assustou? — Perguntou com a boca pairando sob a minha em um tom convencido, porém tão quente que me derreti completamente. — Diferente. — Engoli a seco. — O tempo te fez bem, Carter. — Dei de ombros, mostrando que não tinha me abalado tanto, só um pouco, muito, talvez. — Você também não está nada m*l, Becker. — Ele disse enquanto deslizava a língua pela linha do meu queixo, descendo até os meus s***s. — Não foi isso que você disse ontem quando me viu. — Ironizei quase em um gemido, lembrando da sua fala "sua cara feia continua a mesma". Era difícil conversar quando se tem ele por cima de mim, dessa maneira. — Não ia perder a chance de te irritar. Sua mãos encontraram o fecho de a******a nas minhas costas e antes que ele pudesse abrir de vez o sutiã, o toque estridente e insistente do meu celular tocando em cima do colchão nos trouxe a realidade, tentei sustentar o nosso amasso, mas foi impossível quando li: Luca, na tela. Esse até agora foi um dos meus capítulos preferidos de escrever, primeiro por que amo essa música do Guns que se encaixou perfeitamente ♥️ e segundo pq o Will empodera nossa garota. As vezes só precisamos que alguém nos ajude a limpar a visão pra enxergamos o nosso valor. Concordam? Fogo no parquinho meu povoooo. O corno ta puto! Kkkk
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