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2628 Words
Você é uma i****a de qualquer maneira. Você me faz querer morrer, bem quando eu acordo. Eu tenho medo que alguém possa ter tomado meu lugar. Afraid. | THE NBHD Depois de ter ligado cinco vezes e o maldito do Luca ter rejeitado todas as ligações, desisti. O Will me olhava com uma cara de deboche e eu quase lancei o celular na sua cabeça. — O quê? — Perguntei grossa vendo que ele não parava de me encarar. — Não acredito que ainda namora aquele playboy. — Ele disse soltando uma risada nasalar. — Já te disse que você é um i****a? Se não, tenho o prazer de dizer isso umas cem vezes se for necessário. Ele riu. — E ele continua te controlando? — Perguntou em um tom amargo. Suspirei fundo, tentando esquecer um pouco daquela mágoa até a a Abby quebrar o clima. — Então o Will vai dormir fora e a Sam na cama hoje, okay? Todo mundo feliz a partir de agora. — Ela estalou os dedos, como se fosse tão fácil assim. — Nada disso, eu ia dormir fora, desisti. — Ele deu de ombros. — E agora? — A minha amiga perguntou, se contorcendo, provavelmente com a culpa de ter feito dois furacões ficarem juntos no mesmo ambiente. — Já sei! — Falei andando em círculos, empolgada com a minha ideia torta. — Vamos fazer uma aposta! Eu sempre fui boa em aposta, e melhor ainda quando era eu que propunha por que eu sempre soube ver o lado fraco das pessoas. Antigamente o lado fraco do Will era as mulheres, ainda deve ser, mas se ele for mesmo um fumante assíduo já sei onde pegar no seu pé a partir de hoje. E conhecendo bem o marrento que convivi metade da minha vida, sei que ele não n**a apostas. — Apostas... — Ele suspirou cerrando os olhos. — Manda! — Não vai desistir em? Se você topar dorme na sala durante o tempo que vou dizer e se ganhar te deixo com a cama e fico definitivamente dormindo no sofá. — Boa! Não vou perder. — Ele falou se gabando. Coitado, tão burro que não percebeu que eu vou ganhar. Ah!!! Não comigo, querido! — Ótimo! — Eu disse cruzando os braços com postura de vencedora. — Uma semana sem cigarro, 7 dias contando de hoje, valendo! — Que??? — Ele perguntou se levantando em um pulo. — Nem fodendo Becker, inventa outra. — Ele falou fazendo negativo com o dedo, franzindo a testa de raiva. — Mas você topou, não tem como voltar atrás. — Soltei uma risadinha irritante. — Trato é trato. Abby sorriu, apoiando o queixo com as duas mãos, apreciando aquela cena que não via a tanto tempo. — Você jogou baixo dessa vez! Agora também vai ter que fazer o que eu vou te dizer. — Ele falou, alisando alguns fios de cabelo da sua barba. — Eu sempre ganho! — Sorri. — Uma semana sem falar com esse playboy. — Ele falou confiscando o celular da minha mão antes que eu pudesse agarrar com força o objeto. Levantou alto, impossibilitando que eu pegasse. — Nem morta Carter! Me devolve isso. — Pra que raios ele queria que eu passasse uma semana sem falar com o Luca? Eu vou mata-lo. — Seu golpe foi sujo. — Não tanto quanto o seu, lindinha. — Lindinha é o meu saco! Me da essa merda. — Rosnei, me agarrando forte no seu tronco tentando pegar o celular que estava acima da sua cabeça. Me perdi no meio do caminho da minha escalada, quando encontrei com os seus olhos, percebendo então o seu cheiro de perfume novamente com um leve toque da nicotina agora, p***a, me desmanchou inteira. Ele me analisou alguns segundos extasiado, como se tentasse ler alguma coisa na minha cara, depois engoliu seco, como se estivesse desconfortável com meu toque. — Willian! Devolve pra ela. — Abby finalmente se meteu, como se fosse a mãe de duas crianças birrentas — E Sam, você começou, então, aguenta. — Mas não posso ficar sem celular, preciso falar com a minha mãe. — Eu disse batendo o pé no chão. É realmente pareço uma criança birrenta. Me recompus. — Então me deixe checar seu celular todos os dias, assim eu vejo o rastro de mensagens, ligações e etc. Não se esqueça que sou ótimo nisso. — Ele falou em um tom presunçoso. Me lembrando um dos seus talentos, o único que não envolvia esgotar a minha paciência. — Não vale! Não posso passar o dia colada em você, vendo se fumou ou não. — E graças a Deus por isso, você é chata pra c****e. – Ele cuspiu as palavras fazendo um careta. — Parem! Meu Deus, estou mega a arrependida. — Minha amiga falou nos separando. — Você merece! — Eu e Will falamos em uma só voz. Depois de uma tentativa falha de segurar a risada, eu me dei por vencida com a condição de cheira-lo todos os dias. Virei um cão farejador, mas por uma boa causa. Só Deus sabe o que eu poderia fazer durante a madrugada com aquele homem perto de mim. Ainda mais não tendo terminado de fato com o Luca, não vou t*****r tão cedo pois não sou o tipo que trai. Sei que nosso sexo não era essas coisas todas, mas pelo menos aliviava a necessidade. Uma bela merda, eu sei. Também não sei se sou tão expert em não desejar o Will o tempo todo. Por que o problema tinha que ser todo tatuado em uma versão melhorada do meu melhor amigo? ••• Me acordei cedo no outro dia, chegando na sala, vi que de fato o Will não tinha dormido lá. Não que eu me importasse com a boa noite de sono dele, só estava checando. — Bom dia! — Disse pra Abby vendo que ela tinha cozinhado pra mim, panquecas. — Só por que vacilei com você e e eu sei que você gosta. — Ela me de um beijo e se sentou na bancada da cozinha americana do pequeno apartamento junto a mim. — Ele não dormiu em casa? — Perguntei sem olhar pra Abby, ela sendo minha melhor amiga perceberia o meu grau de interesse. — Pelo visto, não. — Respondeu sem nem se importar enquanto tomava o café na xícara e folheava o jornal. Foi só ela fechar a boca e ele atravessou a porta. — Bom dia! — Disse pegando a garrafa de café, derramando o restante do líquido que ainda tinha todo dentro de uma xícara enorme. — Ei! Eu ainda não tomei. — Falei. — Vai ficar sem tomar, eu beberia umas duas garrafas dessas, é o máximo que consigo chegar perto da nicotina. — Ele respondeu nervoso devido à aposta. Lindo! Soltei um "ha ha ha", mais do que sincero. Quase completei com um "bem feito". Quem mandou ser i****a? — Onde dormiu? — Abby perguntou pra ele. — Que eu saiba, você é a minha irmã e não mãe. — Vamos com calma, que você só é i****a com a Sam, comigo você é legal. — Minha amiga disse, levando o dedo até a boca, como se estivesse pensando. — Você estava com a Lise? Quem diabos era Lise? Hum. Uma conversa interessante em plena 7h da manhã. Arqueei uma sobrancelha e escutei atentamente. — Fui comprar uns sanduíches pra ela. — Ele respondeu terminando de virar a xícara de café. — Comprar sanduíches pra Lise, hum? Significa que transaram, te conheço. Por isso ta com esse sorrisinho no canto da boca né? — Abby falou balançando a cabeça negativamente. — Garota esperta! – Ele disse com um olhar galanteador, assanhando o cabelo da irmã e depois saindo novamente. Suspirei fundo, droga. — Por que essa cara de que roubaram um doce de uma criança? — Abby me perguntou, vendo um biquinho se forma na minha boca enquanto eu olhava paralisada a tela do celular. Talvez por que tenham tomando um doce meu? — Estou na seca. Evite falar de sexo perto de mim, por favor. — Nossa! Me esqueço totalmente que você e o Will quase... Bem, já faz tanto tempo e você nem deve lembrar. — Com certeza eu me lembro. — Mas e o Luca? Era tão r**m assim? Falando em Luca e ainda olhando pro celular, nada de ligações dele. Que merda estaria fazendo que não tinha me retornado desde da meia noite e meia quando eu liguei várias vezes? — r**m? — Perguntei tentando afastar os pensamentos dele por cima de mim na hora H. — É, é horrível. — f**a. Você precisa conhecer os amigos do Will. — Ela disse com um sorrisinho nos lábios. — Ele ainda é meu namorado Abby, não to disponível e falando nisso você não está namorado também mocinha? Que fogo é esse? — A questionei, notando que desde de ontem ela falava isso. — Então, o Danver é o melhor amigo dele. — Ela respondeu com um sorriso convincente nos lábios. — Ele é legal, você vai gostar dele. — Will deve te odiar por isso. — Eu afirmei sabendo que ele era um tanto quanto ciumento quando se tratava da sua irmã. — Já acostumou. — Ela respondeu sem se importar, mechando o cabelo no dedo. Depois se levantou. —Vamos? Não podemos chegar atrasadas pras primeiras aulas. Concordei. — Preciso procurar emprego hoje a tarde. Sabe de algum lugar que esteja precisando de pessoas? — Ouvi dizer que os Burgues estão contratando, você deveria ir lá. O horário é bom, tarde até início da noite. Hum. Anotei o nome super criativo para um lugar que vendes hambúrgueres em um rascunho, para pesquisar o endereço depois. Se eu quiser continuar aqui, preciso de um emprego para aliviar meus pais financeiramente. Deus me livre de depender do Luca e não quero usar o fundo de economia do meu pai, para que ele não me odeie tanto devido a minha escolha de vir pra cá. Saímos em direção a faculdade. Eu ia estudar pela manhã enquanto a tarde e noite pretendia trabalhar. •••• Chegando na faculdade me deparei com um ambiente legal, jovial, pessoas de todos os tipos. Coisas que a muito tempo que não via, era sempre os mesmo rostos e o mesmo ciclo de pessoas na minha antiga cidade. Pessoas bonitas circulavam por aqui, algo que já chamou minha atenção de imediato. Será que não penso em outra coisa que não seja sexo? Tratei de afastar esses pensamentos, procurando meu armário, uns 30 minutos depois eu achei. Só que o cadeado estava emperrando, droga. — Oi! — Oi. — Falei olhando pra aquele rapaz, bonito, que tinha brotado ali do meu lado. Ele sorria descontraído, pele morena deixava ainda mais brilhante o branco dos seus dentes. Usava roupas esportivas, definido o corpo atlético, deduzi que fosse algo relacionado a corrida. Hummm, gostei do que eu vi. — Precisa de ajuda com o cadeado? — Ele perguntou. — Ah, ta emperrado... — Falei soltando um ar de riso, tentando equilibrar os livros nos braços. — Deixe me ver. — Ele mexeu com a chave dentro por fim, abrindo. – É só um jeitinho. — Completou. — Obrigada. — Sussurrei, sentindo as bochechas esquentarem. Perdi o jeito em paquerar, depois de 7 anos. — Alex. — Ele se apresentou pegando na minha mão livre. – E você? — Sam. — Sorri, tentando tirar a vergonha. — Hum, novata não é? – Ele perguntou, sendo respondido por um "sim" vindo atrás de mim, de uma voz conhecida, voz essa que estava enraizada na minha cabeça. — Não perde tempo mesmo em Alex? — Will o alfinetou. Revirei os olhos. — Se conhecem? — Alex, perguntou notando que Will apoiava um cotovelo no meu ombro, devido a minha baixa estatura, forçando uma i********e que talvez nem tivéssemos mais. – É amiga da Abby. – Quase eu solto: amiga apenas dela? Mas o pior veio depois. – Ah, alivio, pensei que fosse sua irmã também, do jeito que é paranóico... – O moreno soltou, talvez já sabendo o quanto Will tinha ciúmes dos parentes. — É como se fosse irmã também, então vaza Alex. — Fiquei roxa. Filho da p**a! — Carter, dá licença!? — Afastei seu toque. Ele me olhou com desdém, como se nem se importasse se eu estava p**a ou não. — Tá sabendo da festa de comemoração do início das aulas no sábado?— Alex me perguntou soltando um ar descontraído, balancei a cabeça pros lados. — depois que o Will beber todas, a gente conversa melhor. Te vejo lá? — Ele continuou, soltando uma piscadela. Respondi um sim ao mesmo tempo que um não saiu da boca do Will. Que garoto mais chato, droga. O Alex riu, dando tapinhas nas costas do Will e saindo depois. — Mas que p***a você está fazendo? — Perguntei o empurrando contra o armário, fazendo suas costas encostarem lá. — Uou. Relaxa chatinha, você só não conhece ninguém aqui. — E nem vou conhecer se você continuar atrapalhando! — Caso não saiba, aqui é uma faculdade e não um aplicativo de namoro. — Ele retrucou com seu tom estupidamente irritante. — E quem disse que estou atrás de um relacionamento, Will? Até por que já tenho um e não preciso da sua ajuda. — Eu disse andando pelo corredor, com a boca quase curvada em sorrisinho irônico e ele seguiu meus passos pretensiosamente. — Então acho que estou fazendo uma boa ação para que seu namoradinho não leve um par de chifres. — Ele me julgou, me analisando de cima a baixo, enquanto ainda me seguia. Willian era mesmo um insuportável e quero esgana-lo agora. Falando em Luca novamente, nada de mensagens ou de ligações dele. — Não tem nada de interessante pra fazer Carter? Tipo, comprar um sanduíche pra sua namorada? — O alfinetei. — Não to afim de t*****r com ela agora e essa sua aposta suja me deixou ansioso sem o cigarro, resumindo, te estressar é a coisa mais interessante que tenho no momento pra fazer. — Nossa! Me sinto lisonjeada em ser mais atrativa do que uma f**a com a Alice. — Arquiei uma sobrancelha e lancei um sorriso em sua direção ao ver que tinha pegado ele. 1x0 pra mim. — Na verdade é Lise, — Ele corrigiu — e ela não veio pra aula hoje, ficou indisposta depois da noite de ontem. — Se gabou, prepotente. Revirei os olhos. — Ah claro, você deve ser tão r**m que a coitada deve ta m*l ate agora. — Ri sozinha, já que ele me olhava sério. — Como sabe? Se a gente nem terminou o que começou? — Sua pergunta irônica, fez meu estômago gelar ao lembrar do passado. Empatamos 1x1. Meu coração bate mais rápido do que deveria bater nesse minuto. — Vai se f***r Carter. — O mandei, entrando na minha sala, antes que meu sorriso se apagasse. Porra! Ouvi sua risada atrás de mim e senti a pele das minhas costas queimarem com o seu olhar, certeza o maldito está secando minha b***a agora. Ele sabe que mexe comigo ou então deve estar só me testando pra ver até onde eu vou nesse seu joguinho sujo de sedução irritante. Como evita-lo? Não sei, sinceramente e nem sei se quero tentar. Esses dois se perseguem mais que cão e gato. Sam tenta evita-lo de todas as formas, já o Will ressurge das cinzas e sabe exatamente o que fazer pra comer o juízo da garota. Amores, estou tentando trazer assuntos que nos perseguem na realidade com o intuito de ajudar quem precisa. Como relacionamentos abusivos por exemplo. Estão gostando? ?
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