– Bom, ainda não sei ao certo. Só sei que precisamos achar um lugar, pois, já está escurecendo e não podemos ficar por aí. – Eu disse
– Nossa! Já está anoitecendo e eu nem tinha percebido... – Falou Nay
– Uma pena não termos dinheiro – Comentei
– Realmente, não queria ficar em lugar qualquer, mas estamos sem opções
Nós caminhamos pelas imensas ruas daquela cidade até que achamos uma casa abandonada em meio às árvores.
– Bom... Eu acho que é nossa única opção, pelo menos por um tempo, até arranjar dinheiro. O que você acha, Roberta?
– É... Não temos muito o que escolher, então é melhor ficarmos aqui
Nay e eu pulamos o muro, não era tão difícil assim de ser pulado. Nós caminhamos em volta da casa procurando alguma porta ou janela aberta, e já verificamos se não havia ninguém. Uma das portas do fundo estava aberta...
– É parece que realmente estamos a sós aqui – Ela comentou
– Já verifiquei todos os cômodos, não há mais ninguém aqui além de nós duas. – Falei
– Estou muito cansada, vamos limpar aqueles sofás ali – Falou minha amiga
– Você limpa um que eu limpo o outro
Depois de limparmos os sofás, acabamos indo dormir...
No outro dia...
– Aí! minhas costas estão acabadas! – Ela disse
– Nem me fale, as minhas também.
– Pelo menos ainda estamos vivas
– Sim, e precisamos dar um jeito de voltar para casa – Concordei
– Ainda não acredito que isso está acontecendo, e nem sei o que fazer para conseguimos voltar para casa... – Ela falou
– Dormi pensando nisso, mas não veio nada em mente
– Parece aqueles sonhos que não acabam nunca...
– Parece mesmo, é uma pena ser uma realidade e não um sonho... – Eu disse
Estávamos nos organizando para sair quando ouvimos sirenes, e alguns instantes depois um bandido entrou pela janela para se esconder da polícia. Ele nos viu e veio atrás de nós, então começamos a correr pela casa. No meio da correria esbarramos em uma prateleira, alguns livros caíram e ela se soltou da parede como uma porta, abrindo uma passagem secreta.
Entramos. Havia uma escada muito grande em espiral que ia para baixo, ouvimos a passagem se fechar. Não enxergávamos nada, estava muito escuro e a descida parecia não ter fim, até que, minutos depois, finalmente acabou, e assim que chegamos ao fim dela, uma luz se acendeu. Nay se assustou.
– O que foi isso? – Disse Nay
– Deve ser sensor de movimento. – Respondi para acalmá-la.
Aquele lugar era muito bonito e parecia antigo, tinha vários livros jogados pelo chão e a sala era cheia de teias de aranha com muitos frascos para poções.