A casa abandonada

461 Words
– Bom, ainda não sei ao certo. Só sei que precisamos achar um lugar, pois, já está escurecendo e não podemos ficar por aí. – Eu disse  – Nossa! Já está anoitecendo e eu nem tinha percebido... – Falou Nay  – Uma pena não termos dinheiro – Comentei  – Realmente, não queria ficar em lugar qualquer, mas estamos sem opções Nós caminhamos pelas imensas ruas daquela cidade até que achamos uma casa abandonada em meio às árvores.  – Bom... Eu acho que é nossa única opção, pelo menos por um tempo, até arranjar dinheiro. O que você acha, Roberta?  – É... Não temos muito o que escolher, então é melhor ficarmos aqui Nay e eu pulamos o muro, não era tão difícil assim de ser pulado. Nós caminhamos em volta da casa procurando alguma porta ou janela aberta, e já verificamos se não havia ninguém. Uma das portas do fundo estava aberta...  – É parece que realmente estamos a sós aqui – Ela comentou  – Já verifiquei todos os cômodos, não há mais ninguém aqui além de nós duas. – Falei  – Estou muito cansada, vamos limpar aqueles sofás ali – Falou minha amiga  – Você limpa um que eu limpo o outro Depois de limparmos os sofás, acabamos indo dormir... No outro dia...  – Aí! minhas costas estão acabadas! – Ela disse  – Nem me fale, as minhas também.  – Pelo menos ainda estamos vivas  – Sim, e precisamos dar um jeito de voltar para casa – Concordei  – Ainda não acredito que isso está acontecendo, e nem sei o que fazer para conseguimos voltar para casa... – Ela falou  – Dormi pensando nisso, mas não veio nada em mente  – Parece aqueles sonhos que não acabam nunca...  – Parece mesmo, é uma pena ser uma realidade e não um sonho... – Eu disse Estávamos nos organizando para sair quando ouvimos sirenes, e alguns instantes depois um bandido entrou pela janela para se esconder da polícia. Ele nos viu e veio atrás de nós, então começamos a correr pela casa. No meio da correria esbarramos em uma prateleira, alguns livros caíram e ela se soltou da parede como uma porta, abrindo uma passagem secreta. Entramos. Havia uma escada muito grande em espiral que ia para baixo, ouvimos a passagem se fechar. Não enxergávamos nada, estava muito escuro e a descida parecia não ter fim, até que, minutos depois, finalmente acabou, e assim que chegamos ao fim dela, uma luz se acendeu. Nay se assustou.  – O que foi isso? – Disse Nay  – Deve ser sensor de movimento. – Respondi para acalmá-la. Aquele lugar era muito bonito e parecia antigo, tinha vários livros jogados pelo chão e a sala era cheia de teias de aranha com muitos frascos para poções. 
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