*Nay
Hoje foi... Como dizer... Estranho. Roberta e eu estávamos na praça quando escrevi uma coisa, e, de repente, apareceu um furacão e nos puxou. Fiquei muito tonta, comecei a passar m*l, achei que ia morrer, e então desmaiei.
Acordei e não sabia quanto tempo tinha se passado, nem se aquilo era real. Então olhei para o lado e Roberta estava ali, inconsciente.
Olhei ao meu redor, não sabia onde estávamos, parecia um prédio vazio. Olhei pela janela e vi várias casas, parecia uma vila, mas era diferente, não era o Brasil.
Corri escadas abaixo, encontrei uma pessoa e pedi para ele chamar uma ambulância, pois minha amiga estava inconsciente.
O homem tinha olhos puxados e me olhou, parecia não ter entendido nada, eu repeti, e ele não entendeu, e começou a falar uma língua estranha.
Eu o puxei até o andar em que minha amiga estava e mostrei pra ele que ela estava desmaiada, ele ligou para um número e logo a ambulância chegou. O médico que estava nela me fez perguntas na mesma língua estranha, e depois, começou a falar inglês, eu entendi bem pouco, mas fomos para o hospital.
Fizeram exames e a Roberta estava bem, ela acordou algumas horas depois.
– Onde estamos? – Ela perguntou
– No hospital em algum lugar da Terra, espero – Respondi
– Como?
– Eu acordei em um prédio, você estava do meu lado, inconsciente, então tentei pedir ajuda. Encontrei um homem que começou a falar uma língua estranha, mas mostrei onde você estava e ele chamou a ambulância. Tenho quase certeza de que estamos em algum lugar da Ásia, todos aqui tem olhos puxados.
– Você só pode estar brincando! Se tudo isso é real, procure um papel e uma caneta e nos mande de volta para o Brasil!
– Estava pensando nisso, mas achei melhor esperar você acordar.
E nesse momento me lembrei, minha bolsa não estava comigo quando acordei, como conseguir papel se ninguém me entendia?
Quando Roberta chegou no hospital eles disseram que iam procurar um tradutor, e até agora ele não tinha chegado.
Uma enfermeira entrou no quarto e Falei para ela: paper, você tem paper and pen?
Ela me olhou estranho, pelo jeito não falava inglês.
Comecei a andar pelo corredor procurando alguém que me entendesse, parava todos para falar paper and pen até que um funcionário me entendeu e conseguiu papel e caneta para mim.
Quando voltei ao quarto da Roberta o tradutor estava lá. Ele perguntou a ela o que houve, dissemos não saber, só lembrávamos de estar em uma praça no Brasil e acordar ali.
Ele ficou espantado e disse que estávamos no Japão.
*Roberta
Nay e eu fomos levadas ao Japão pelo furacão que ainda não sabemos explicar de onde surgiu. Estávamos no hospital com o tradutor e acabamos nem percebendo um detalhe... Espera, o maior detalhe de todos! Nós estamos em um mundo paralelo, como vou explicar... Estávamos no Japão, isso sabemos só que em um universo paralelo! Este mundo é parecido com o nosso, mas Nay e eu ainda somos "desenhos", e todas as outras pessoas também são! Acho que ficamos tão chocadas e confusas que acabamos nem percebendo que não estávamos mais no nosso mundo...
Após sermos atendidas, Nay e eu saímos do hospital, ou pelo menos tentamos, era muito grande, e ficamos perdidas nesses imensos corredores... Depois de horas andando, achamos uma saída...
*Lá fora
– MEU DEUS! Então quer dizer que não estamos mais no nosso mundo! – Falou Nay
– Sim, isso é muito bizarro e assustador ao mesmo tempo.
Nay tenta escrever em um papel para ver se conseguimos voltar para casa, mas nada acontece...
– Não deu certo... Isso não pode estar acontecendo! Tem que ser um sonho... Tem que ser...
– E agora? Como vamos voltar para nossa casa, tempo, sei lá... Ainda estou muito confusa... Mas você me entendeu. – Eu disse
– Não tenho ideia... Caramba, e agora? O que iremos fazer?