Rejeite-os

1849 Words
~Landon~ Chego à casa da alcateia com a Tia nos meus braços. Levo-a para o meu quarto e coloco-a na cama. Observo-a olhar em volta do quarto, absorvendo todos os detalhes. Tenho uma cama king-size no quarto, encostada na parede de trás. Uma televisão de tela grande está fixada na parede oposta, grande o suficiente para que eu possa vê-la de vários lugares diferentes. Há uma pequena área para comer no quarto, com um sofá de dois lugares e uma pequena mesa. Tenho um enorme guarda-roupa de 4 portas com mesas de cabeceira combinando de cada lado da cama. Meu quarto tem um closet e um banheiro de luxo. O quarto do meu irmão é praticamente igual, mas com esquemas de cores diferentes. Na verdade, há uma porta que leva diretamente ao quarto dele a partir do meu. Coloco a Tia apoiada na cabeceira e apoio o pé dela nos travesseiros. Eu sei que ela vai se curar logo, mas isso deve garantir que ela se recupere corretamente. "Espere aqui, vou pegar uma bolsa de gelo para você." A Tia segura meu braço e eu olho para ela. "Você realmente não precisa se preocupar com isso." Eu balanço a cabeça e saio do quarto para pegar a bolsa de gelo. Quando volto, a Tia está dormindo, roncando suavemente. Coloco a bolsa de gelo no tornozelo dela e tiro meu sapato, jaqueta e gravata. Desabotoo alguns botões da minha camisa e me deito ao lado da Tia. Sento-me ao lado dela e envolvo o braço em volta dos ombros dela, tentando não acordá-la. Ela se mexe um pouco e se aconchega no meu ombro, colocando uma mão no meu estômago. Eu realmente poderia me acostumar com isso. Fecho os olhos e deixo o cheiro dela me levar para o mundo dos sonhos. ♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦ Ouço a porta se abrir e olho em volta. Está escuro lá fora e, de alguma forma, a Tia e eu escorregamos na cama. Nossos braços estão envolvidos um no outro e a cabeça dela está no meu ombro. Olho para a porta, minha visão percebendo o intruso. Onde diabos você esteve? Tive que pensar. Pensar?! O que diabos você tinha para pensar? Ela é nossa companheira...... nossa companheira destinada. Eu sei, mas nós prometemos aos gêmeos. F**da-se isso! Essa promessa se tornou nula no momento em que encontramos nossa companheira. Lincoln se aproxima da cama, pegando Tia. Por que você realmente fugiu? Lincoln puxa a cabeça para trás, olhando para o teto como se algo lá fosse fascinante. Eu...... eu não sei se posso compartilhar. Eu não sei se posso lidar com isso. Eu não quero ciúme e raiva se colocarem entre nós. Minha atitude se suaviza com isso. Lembro-me de que Lincoln sempre foi hesitante em aceitar uma única companheira entre nós dois. Ele nunca me disse o motivo. Linc, ela foi feita para nós...... para NÓS. A Deusa quer que só a tenhamos, e ela precisa de nós dois. Suspiro, Você sabe que ela perguntou por você. Ela queria saber onde você estava. Ela não estará completa com apenas um de nós, e nós não estaremos completos com ninguém além dela. Nós nos olhamos na escuridão, eu tentando transmitir tudo através do nosso vínculo de gêmeos. Esse vínculo é quase tão forte quanto o vínculo de companheiros, e sempre o tivemos. Lincoln suspira e tira a roupa, deixando apenas a cueca. Suas roupas parecem sujas, me fazendo supor que ele esteve nas florestas todo esse tempo. Ele veste um par da minha calça de moletom com uma camiseta e deita na cama ao lado de Tia. Lincoln estende a mão timidamente para ela, colocando-a em sua coxa. Ele se aproxima, mas não muito. Tia suspira e recua um pouco. No momento em que seu corpo faz contato com o dele, ela se aconchega a ele, colocando a mão em sua coxa. Um suspiro de satisfação escapa de seus lábios, e os olhos de Lincoln se arregalam de surpresa. Eu te disse que ela precisa de nós dois. Não lute contra isso, Lincoln. Agora temos nossa companheira destinada, nossa Tia. Vamos aproveitar nossa bênção. Tia? Eu rio mentalmente. Sim, ela se chama Tia. Vou deixar ela explicar para você. Lincoln acena com a cabeça e coloca o nariz em sua cabeça, inalando seu cheiro. Eu me aproximo de Tia e fecho os olhos novamente, apreciando o quão certo isso parece. ~Tia~ Eu bocejo e me espreguiço um pouco, sentindo o calor de ambos os lados. O cheiro de hortelã é tão forte que eu posso quase sentir o gosto. O cheiro de limão ainda está lá desde ontem, mas também consigo sentir cheiro de toranja. Me viro para olhar para trás e percebo Lincoln deitado de costas, dormindo. Olho para a frente, e Landon está de frente para mim, com o rosto calmo enquanto respira pesadamente. Escorrego até o fim da cama e lentamente me desvencilho. Dou um passo tímido para o chão, testando a força do meu tornozelo. Está tudo bem, e nem mesmo dói. Eu fico de pé e me alongo, indo em direção ao banheiro. Depois de me aliviar, olho para o espelho enquanto lavo as mãos. Não pareço tão m*l, considerando tudo. Tenho que admitir que a noite passada foi o melhor sono que já tive. Fico parada na porta, olhando para os Alfas dormindo. Eles são tão bonitos. Eles têm a pele morena e rostos limpos e barbeados. Eles têm cabelos curtos, com ondas evidentes. Eles são mais altos do que eu, com 1,83m de altura, e são extremamente musculosos. Posso admitir que já fui apaixonada por eles em algum momento da minha vida, mas não pensava muito nisso. De maneira alguma eles sequer notaram a minha existência, e nunca teriam interesse em mim. Nunca teria imaginado que acabariam sendo meus companheiros. PORTIA! Eu mantive o bloqueio quando percebi que vi meus companheiros ontem. Decidi baixar o bloqueio quando acordei esta manhã. Tenho certeza de que Lynn e Mark têm tentado me alcançar. S...sim...pai? Por que não tenho conseguido falar com você?! E...e...eu... ele rosna na ligação. Você tem que vir pra casa agora! Entro no quarto de mansinho, pegando minha bolsa.Verifico meu telefone e percebo que está morto. Abro silenciosamente a porta, dou uma última olhada nos homens na cama e fecho a porta atrás de mim. Saio correndo da casa de embalagem e vou para a casa da minha família. Não sei do que se trata, mas temo da mesma forma. ♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦♦ Chego à casa da minha família e paro na porta, tentando me recompor. Odeio estar aqui, é por isso que estive ausente todos esses anos. Este lugar não guarda boas lembranças para mim. Minhas boas lembranças são de outros lugares, apenas não desta casa. A porta se abre assim que estou prestes a alcançar a maçaneta. Minha mãe sai, me envolvendo em seus braços. Seu abraço é caloroso e forte, e eu senti muita falta disso. A parte r**m de ficar afastado é estar longe dela. Eu a amo intensamente e ela é o único m****o da família que já me mostrou um pingo de carinho. "Eu te amo muito, Tia. Nunca esqueça ou duvide disso." Respiro o cheiro de minha mãe enquanto me envolvo ainda mais apertado a ela. "Entre logo. Tenho outras coisas a fazer." Minha mãe suspira e me solta, saindo do caminho para que eu possa entrar. Ela entra atrás de mim e fecha a porta. Meu pai está sentado na sala da frente, à minha direita, em uma poltrona grande. Adela e Aida estão sentadas juntas em um sofá perto do meu pai. Adela e meu pai parecem irritados, o que não é realmente nada novo. Aida parece magoada e perdida. Vou em frente e suponho que eles estão cientes do que aconteceu ontem, então isso não vai terminar bem para mim. Fico parado na entrada da sala, recusando-me a fazer contato visual com ninguém. Minha mãe fica atrás de mim, a um lado. Sei que isso é muito para ela lidar, e odeio isso por ela. Adela se aproxima de mim e respira fundo. Seus olhos ficam negros e ela volta para o sofá."Ela estava COM eles!" "Então você ignorou a minha conexão mental a noite toda e agora descubro que você estava com eles?" Ah, inferno, isso está péssimo desde o início. Sem introdução suave, eu vejo. "Eu estava com......quem?" Meu pai rosna, fazendo o quarto tremer. "Não brinque comigo! Não estou com vontade de jogos." Eu tento não suspirar alto. "Nós sabemos......" Aida diz baixinho. Eu viro a cabeça para ela e não digo nada. "Maldição! Nós sabemos que você é supostamente a companheira dos Alfas......dos NOSSOS Alfas!" Adela grita de frustração, mas eu mantenho meu rosto sem expressão. Eles podem saber a verdade, mas eu não preciso confirmar nada. "Você irá rejeitá-los." Minha cabeça se vira rapidamente e encaro meu pai com a boca aberta. Não tem como ele estar falando sério. Ele não pode honestamente pensar que eu faria isso de livre vontade. Eles são meus companheiros destinados, pelo amor de Deus. Como diabos eu poderia rejeitá-los assim? "Eu não farei isso", sussurro. "Desculpe-me?!" Meu pai se levanta da cadeira e me encara. Ele é mais alto do que eu, com 1,83m, e sua raiva natural em relação a mim o faz parecer ainda mais alto. "Eles são meus companheiros destinados......eu não os rejeitarei." Meu pai dá passos ameaçadores em minha direção até que esteja bem na minha frente. Ele recua a mão e a solta, me dando um tapa tão forte que eu caio no chão. Meus ouvidos estão zumbindo um pouco e me sinto tonta. Seguro minha bochecha, olhando para meu pai com terror nos olhos. Escuto a respiração rápida da minha mãe e sua aceleração nos batimentos cardíacos. Espero que ela fique onde está. Ela não precisa tentar me defender ou me salvar. Preciso que ela esteja segura. "Vocês, irmãs, estão com os Alfas há anos. Elas foram nomeadas futuras Lunas. Elas merecem o título e tudo que vem com ele. VOCÊ NÃO roubará isso delas. Você irá rejeitar os Alfas e deixará essa matilha e nunca mais voltará.Este não é assunto para debate nem você tem escolha. Eu olho para cima, meu pai, lágrimas começando a cair do meu rosto, e estou irritada. Sempre disse a mim mesma para nunca chorar na frente dele. Adela está sorrindo, e Aida parece satisfeita. Eu me levanto de joelhos e saio pela porta, ouvindo meu pai gritar meu nome atrás de mim. Corro para o carro e pulo para dentro. Consigo ver Adela não muito longe do carro. Apresso-me e ligo o carro, colocando-o em marcha a ré, aumentando a distância entre minha irmã e eu. Coloco o carro em movimento e dirijo rapidamente pela rua. Os portões, graças a Deus, já estão abertos, e os atravesso voando, tentando colocar o máximo de distância possível entre mim e essa matilha. Andricia está choramingando na minha cabeça, querendo que eu volte para meus companheiros, mas não posso correr esse risco. Preciso estar o mais longe possível.
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