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Flames Hodrison - O Ápice das sombras (Livro dois)

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Blurb

Após a missão bem sucedida com orc’s Flames ganha uma pequena fama dentro do reino, não só em Obrehim como também em Kandaram. Com a guerra se iniciando Flames é obrigado a ir até Abíses em busca de alianças o mais rápido possível, com isso ele acaba descobrindo um mundo extremamente assustador, mas que em certos momentos chega a ser maravilhoso, no meio dessa missão Flames se encontra com seres incríveis e misterioso e acaba fortalecendo seus laços com seus subordinados.

Miguel some novamente dizendo estar indo até o coração de Kandaram para fazer alianças com Kandarensses que não apoiam o governo do rei atual. Os homens de Obrehim são todos convocados para proteger o reino e Ácura está entre eles, quando a guerra explode ela é obrigada a lidar com diversas situações sérias e provar seu valor em combate.

As histórias acontecem simultaneamente, tanto em Obrehim quanto em Abíses Flames e Ácura se arriscam para tentar salvar Obrehim, no meio da guerra os dois exploram o máximo de suas magias e se vêm obrigados a evoluir enfrentando cada novo problema de uma maneira criativa e arriscada.

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Capítulo 1 – O Capitão.
   Flames caminhava por uma estrada de barro dentro de uma floresta, estava lamacenta, era fim de tarde a havia chovido bastante o dia inteiro, as nuvens ainda cobriam o céu, mas estavam finas, não parecia que iria chover novamente, ele voltava da sua patrulha em volta da muralha com treze dos seus homens, o restante ficou de guarda em outro ponto da floresta. Cinco homens vinham na frente com Flames e oito o seguiam a distância todos atentos a qualquer emboscada, a guerra já havia começado e Kandaram poderia atacar Obrehim a qualquer momento, com Flames vinha Hayron, Adril, Dubor, Lies e Jamors, todos escolhidos a dedo conforme as suas habilidades, Flames estava montado em um cavalo do exército, estava com ele há três dias, pois havia pedido para Ácura mandar sua égua ventania para Thor treiná-la e Uthean falou que dava um jeito de mandar alguém deixar lá, o cavalo que Flames estava parecia duro, não respondia muito bem as ordens, não parecia um cavalo para um cavaleiro, deveria ser um puxador de carroça de uma fazenda qualquer.   - Espero que não demore logo para minha égua está totalmente domada, esse cavalo é estranho. – Flames falou para seus companheiros enquanto tentava dá uma ordem com a rédeas ao cavalo, mas o animal ignorava.    - Um cavaleiro tem que ter seu próprio cavalo, é muito diferente de pegar um emprestado, depois de ficar muito tempo com o mesmo cavalo você começa a entendê-lo e ele o entende de volta, tanto que quando você o monta parece que está controlando um só corpo. – Disse Dubor, ele tinha um grande cavalo marrom de boa raça, estava com ele a tanto tempo que nem lembrava do tempo que não o tinha, levava seu cavalo para onde ia, isso porque ele era um pouco gordo e não gostava muito de caminhar. – Esse meu aqui já sabe a ordem que eu vou dar antes deu mandar, sabe quando fugir e quando avançar, sabe quando é para se esconder, quando não é para fazer barulho e mesmo quando não estou montado ele me obedece. – Ele completou acariciando o pescoço do animal.   - Para elogiar tanto assim deve estar querendo vender. – Jamors falou fazendo os outros rirem, esse era de uma família bem famosa, seu pai e seu tio tinham algumas fazendas de cevada e por causa disso ele tinha as melhores armas, começou a servir no exército porque seu pai o forçou a escolher um caminho e em batalhas ele era bom, treinou dia e noite durante toda sua adolescência e teve grandes espadachins do reino como mestres.   - Eu não o venderia nem por dez moedas de ouro, ele é...   - Silêncio. – Disse Lies, levantando a mão para os outros pararem. – Tem alguém ali na frente, logo depois da curva.   Flames olhou bem e viu três pessoas na beira da estrada, não pareciam soldados, mas não se podia confiar em ninguém fora das muralhas.   - Parecem ser três camponeses. – Lies sussurrou olhando por entre as folhas de algumas plantas que o escondiam.   - Vamos se aproximar com cuidado. – Flames disse, ele foi andando na direção daquelas pessoas e viu que eram na verdade um homem, duas mulheres e uma criança, as duas mulheres pareciam ter entre quatorze e dezesseis anos e o homem já era um senhor de idade, parecia despreparado para uma luta, com certeza não era um guerreiro, ele parecia e triste e elas tentavam o consolar.    Flames desceu do cavalo e seu aproximou, em qualquer caso ele deveria sacar a espada ao se aproximar de alguém fora da muralha, os assassinos usavam truques sujos. – Aconteceu algo? – Perguntou Flames para as mulheres.    Elas olharam logo para a roupa dele e viram o desenho do urso de Obrehim. – Fomos atacados. – Disse uma delas enquanto o senhor não havia nem levantado a cabeça para olhar nos olhos de Flames.   - Nada que Obrehim possa ajudar. – O senhor falou com grosseria.   - O perdoe, ele ainda está muito nervoso ainda, muito obrigado por se preocupar, mas daremos nosso jeito. – A menina falou olhando tensa para a espada de Flames, claramente eles estavam com medo.   - Quem os atacou? – Flames insistiu esperando conseguir alguma pista sobre os movimentos de Kandaram.    - Elias, do clã do leão. – O garotinho falou, ele tinha uns sete anos, estava com os braços cruzados e estava furioso com toda aquela situação.    - Por que ele atacou vocês? – Flames perguntou para ele, sua raiva visível o fazia parecer mais predisposto a confessar a situação.    - Roubaram a fazendo do senhor Luizio, disseram que agora é deles e nos mandaram ir embora. - Ele respondeu.  - Onde fica essa fazenda? – Flames perguntou, mas antes que o garoto respondesse Hayron o puxou para conversar.   - Você sabe sobre o clã do leão, não é? É um clã grande, Elias é um dos filhos do líder, não é bom criar briga com eles. – Hayron aconselhou.   - Eles também possuem aliados entre os nobres de Obrehim, pessoas ainda mais poderosas. – Adril acrescentou.   - Mas isso não os dá o direito de roubar o que é dos outros. – Flames respondeu.    - Eu concordo, mas não podemos lutar contra todo mundo, um inimigo por vez, essa fazenda nem pertence a Obrehim, as questões fora de Obrehim deve ser resolvida por pessoas que vivem fora de Obrehim, precisamos focar em Kandaram. –Hayron disse.     Flames ficou pensativo olhando o Senhor cabisbaixo, aquela situação o incomodava, o incomodava muito, ele não conseguiria simplesmente virar as costas, mesmo Hayron tendo completa razão.    - Desculpem, mas um homem importante me pediu que eu defendesse quem não pudesse se defender e eu decidi levar o pedido dele a sério, espero que me entendam. – Flames explicou. - Tudo bem, vamos apoiá-lo em suas decisões, só o avisei para que tivesse noção do risco. – Hayron falou.   - Muito obrigado, vou lembrar disso a todo instante. – Flames virou-se e foi na direção do garoto.    - Agora me responda, onde fica essa fazenda? ...     Flames andava em uma carroça velha, suas roupas estavam sujas e não passavam de trapos m*l acabados, seu cabelo estava bagunçado e ele carregava alguns sacos pretos com ele na carroça, o cavalo seguia por uma estrada em direção a uma casa que ficava no meio da fazenda, tranquilo e sem pressa. Havia um pequeno celeiro, um poço e alguns currais com bois em volta da casa, de longe ele viu os homens que serviam a Elias, estavam revirando tudo, pouco menos que vinte, eles o viram de volta, assim que Flames chegou perto ele teve duas espadas apontadas para o seu rosto antes de dizer qualquer palavra.   - O que quer aqui? – Perguntou Elias, ele era forte e alto, quebraria Flames no meio com as próprias mãos se Flames vacilasse, tinha volumosos cabelos louros que iam até a metade das suas costas, uma marca dos membros do clã dos leões.   - Eu só vim vender pão e leite para seu Luizio. – Flames falou tentando parecer assustado, não era difícil com aquelas espadas em sua direção prontas para golpeá-lo se ele falasse uma palavra errada.    - Ninguém aqui quer pão nem leite, não venha mais aqui nessa fazenda. – Ele disse. – Ficaria com sua carroça se ela não fosse tão f**a, se apresse em sumir enquanto ainda não estou disposto a m***r ninguém.    - Mas e o estoque de vinho? – Flames perguntou.   - Estoque de vinho? – Elias perguntou de volta, bingo, Flames sabia que isso iria atrair a atenção dele, os homens que viviam na estrada gostavam bastante de bebidas, mas vinho era algo raro naquela região e ele tinham que se contentar com a cerveja amarga e m*l feita que vendiam nas tabernas.      Flames fez uma cara de espantado, como se tivesse falado algo que não deveria . – Luizio tinha prometido entregar um estoque de vinho para abastecer a taberna do gato, eu viria buscar hoje.    - Desça. – Mandou Elias e assim Flames fez. – Você sabe onde ele guarda o estoque de vinhos?   - Eu nunca vi, mas toda vez que venho buscar ele entra em uma estrada dentro do capim alto e volta com os barris. – Flames disse.    - Onde fica essa estrada? – Ele perguntou, parecia estar caindo na conversa de Flames. Flames apontou.   - Você vai nos levar lá. – Ele disse segurando firme nos ombros de Flames que tentou parecer o mais assustado que podia. ...   Flames guiava Elias e seus homens por uma estrada dentro da fazenda, o capim alto cobria sua direita e sua esquerda, estava escurecendo, poucos minutos para que sumisse a última luz do dia, os homens de Elias o seguiam com água na boca para saborear o vinho que supostamente os esperava.   - Tem que entrar aqui. – Disse Flames entrando no meio do capim, mas Elias não pareceu gostar da ideia.   - Acho bom que tenha mesmo vinho no meio desse capim todo, se eu ficar me coçando atoa você vai pagar com sua pele. – Elias ameaçou, ele parecia um homem bruto, do tipo que faria mesmo as barbaridades que falava.   - Todos entraram no meio do capim, estava tão alto e tão denso que não dava para ver os que os seguiam mais atrás, Flames apertou o passo o mais rápido que podia, Elias o segurava pelo ombro controlando sua velocidade.    - Mais devagar garoto. – Ele mandou, antes que se calasse ele ouviu alguns grunhidos dos homens que vinham atrás, ele virou-se rápido, mais além no capim alguns homens já haviam caído no chão, não dava pra ver direito quem era ou o que estava exatamente acontecendo, mas ele percebeu que alguns dos outros estavam rendidos e desarmados, foram pegos tão de surpresa que m*l puderam reagir, outros ainda tentaram lutar, mas perderam rápido e a tropa de Flames os cercaram em questão de segundos, Elias não soube o que fazer, não sabia nem quantos inimigos haviam, nem quem eram no meio de todo aquele capim, logo restaram apenas ele e mais dois dos seus homens de pé, Flames fez parecer que também não havia entendido o que estava acontecendo, Elias sacou sua longa espada sendo seguido pelos outros dois da tropa dele, mas logo Adril, Lies, Jamors e mais dois soldados apareceram enquanto os outros rendiam e desarmavam os demais, os dois soldados e Lies apontavam flechas para Elias, Jamors segurava sua espada encarando os inimigos sério, pronto para trocar golpes com qualquer um deles a qualquer momento, não surpreenderia Flames se ele derrubasse Elias em um combate um a um mesmo Elias sendo muito mais alto, e ainda Adril segurava sua poderosa marreta de combate pronto para pular e golpear alguém, um golpe daquele pedaço de aço que ele carregava era decisivo em uma batalha, se ele não matasse no mínimo aleijava.   Elias ficou tão distraído com os inimigos o cercando que esqueceu de Flames, o garoto magro que vendia pão não assustava ninguém e o erro de Elias foi esse, confiou nas aparências, Flames criou uma bola de energia e acertou as costas de Elias o deixando cansado, assim que percebeu o movimento suspeito de Flames em suas costas e ficha caiu e ele virou-se com um golpe certeiro da sua espada, Flames parou o golpe com o feitiço de barreira que iluminou o capim escuro em um azul meio roxo, Jamors foi rápido e aproveitou a oportunidade e desarmou um dos homens e Adril o seguiu dando uma marretada na costela do coitado que o rolou para o lado agonizando sem nem conseguir grunhir com seus pulmões danificados, antes que o outro reagisse Lies acertou uma Flecha em sua perna e outro soldado de Flames acertou outra flecha em seu ombro e ele largou a espada incapaz de reagir.    - Entenda sua situação e se renda. – Ordenou Flames de trás da barreira. Elias olhou o símbolo de Obrehim na roupa dos soldados. – O que estão fazendo? Obrehim não tem nada a ver com isso, não deveriam se intrometer. – Ele disse largando a espada.   - Mas eu decidi não deixar você roubar essa fazenda, não pode fazer tudo o que quer. – Flames disse.    - Você é o comandante? Vai se meter em problemas. – Ele disse calmamente enquanto os outros amarravam as mãos dele, naquele ponto ele já não ofereceria mais resistência, o feitiço de Flames havia tirado dele as energias para lutar e mesmo que sobrasse alguma ele era esperto o suficiente para saber que não iria muito longe.   - Na verdade sou apenas o capitão.    - Você está ferrado, eu sou do clã dos leões, tenho aliados em Obrehim, eles vão atrás de você.    - Ouvi sobre isso já, quero arriscar. – Flames falou.   - Tanto faz, logo, logo serei liberado mesmo. – Ele falou nem um pouco preocupado com sua prisão. – Não machuquem meus homens, eles não vão resistir.   - Serão levados para serem jugados juntamente com você.   - Não serão não, um homem como eu nem chega a ser jugado. – Ele parecia ter muita confiança em suas palavras e Flames sabia como os juízes de Obrehim tinham medo de famílias famosas e no fundo ele tinha razão, mas isso só dava mais vontade de Flames prendê-lo. ...   Flames entregou a fazenda de volta para Luizio que o agradeceu mais do que Flames merecia, o homem que outrora estava carrancudo e triste agora quase pulava de alegria, não era por menos, sua fazenda era grande e bem cuidada e ele tinha animais caros por ali, aquele era o patrimônio que ele conquistou durante sua vida toda e ter tudo aquilo roubado era pior que um pesadelo para um homem da sua idade.   - Por favor capitão, tome uma das minhas criadas como esposa, fique com a que o agradar. – O senhor pediu, as mulheres sorriram para Flames, as duas eram bonitas, mas uma delas tinha uma beleza inquestionável.   - Fico feliz por ajudar, mas já me comprometi com uma mulher. – Flames respondeu.   - Um homem como você pode ter mais de uma mulher, posso o garantir que nenhuma delas ficará enciumada.   - Muito obrigado, mas vou ter que recusar, espero que fiquem bem, tenho que voltar logo para Obrehim, ficar com esses prisioneiros na estrada pode ser perigoso. – Disse Flames montando no cavalo e partindo junto com os outros.   - Obrigado, Flames. – Gritou o garoto o vendo partir.   Flames olhou para trás e se viu naquele garoto, parecia com ele quando era mais novo. – Tome, isso é para proteger a fazenda. – Flames retirou um punhal de dentro de sua roupa e jogou na grama para que o garoto pegasse e ficou observando por cima dos ombros o sorriso do garoto ao apanhar o presente. Continua...

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