Capítulo 4 - Louise

1643 Words
    Meus pais já estão a caminho do aeroporto e o desespero já toma conta do meu coração: Não consegui achar uma pessoa que fosse uma boa babá para o meu filho, as cinco mulheres que entrevistei ontem, devido ao meu horário de trabalho foi tudo muito rápido, deixaram a desejar e não senti confiança nelas. Estaria mais calma se não fosse aquela bendita ligação, mexeu com minha cabeça totalmente. – Não tenho tempo para pensar nisso agora.          Decido levantar logo e tomar um banho, acordo Erick e falo para ele fazer o mesmo. Fiz tudo na tranquilidade, já que tinha arrumado as bolsas ontem à noite, decido colocar um maiô azul marinho e me admiro no espelho, percebo algo que não notava a tempos: estou realmente me achando bonita. Erick está super animado, não para um minuto de falar o quanto adora a praia e principalmente o Guilherme, também, vivia fazendo as vontades do meu filho. Fomos direto para o carro e demos partida, não demorou tanto, assim que estacionei tive que grudar minha mão no braço do Erick. Ele não é uma criança presa, ele gosta de sair com os amiguinhos e ir na casa deles, e na casa de meus pais, o quintal deles é enorme. Sentamos logo no posto 9, Guilherme e seu primo não chegaram ainda. Sinto meu celular tocar e vejo que é Guilherme.  – Oi Gui, cadê vocês?   – Acordei tem pouco tempo, desculpa – sua voz estava realmente meio sonolenta – “Tá” em qual parte da praia?! – Posto 9, não chega tarde, ok?! Beijos – Pode deixar – desligou. Passou uns minutos e ele chega. Essa é a grande vantagem de morar perto da praia, vem correndo igual um abestalhado e pega Erick, joga ele no seu ombro e começa a girar.  – Meu deus Guilherme – comecei a gritar – Erick, Guilherme. Parem com isso, vão acabar se machucando. – Mais rápido – disse Erick em gargalhadas – Mais rápido tio. Começo a rir e pude perceber a chegada de uma pessoa, o modo que ele chega me lembra exatamente do sonho que tive. É muito bonito, olhos vibrantes e cor de mel, cabelos um pouco grande e pelo visto não está com corte, a barba dava um charme a mais e seu corpo era lindo e meu jesus amado, que coxas são aquelas, dá para fazer uma festa.  Assim que ele chegou perto ficou me encarando. Ainda bem que estava de óculos, não me sentia tão intimidada assim. – Lorenzo – Guilherme disse –Essa é a... – Ele o encara – p***a Lorenzo, “tá” em que mundo?! – gritou – Deixa de ser m*l educado, essa é a minha amiga Louise, Louise esse é o meu primo Lorenzo. – Prazer – tirei meus óculos para olhar direito – Gui falou muito de você.  – Prazer – falou apenas. * Os meninos foram nadar, fiquei na areia observando, estava tranquila já que Guilherme estava com Erick e já tinha colocado protetor nele. Esse tal de Lorenzo mexeu comigo, estou chocada por causa do meu sonho. Será que meu sonho foi um aviso? Se foi, poderia pelo menos me mostrar o que aconteceria depois. Não demorou muito e voltaram, fiquei conversando com o rapaz. Fiquei pasma quando ele disse que era descendente de italiano, o Guilherme nunca me disse nada disso e olha que sei praticamente tudo sobre o Gui, já que ele não consegue segurar a boca, principalmente quando o assunto é sobre ele mesmo ou família. O papo está até que bastante animado e estou amando falar com ele, seu sorriso é perfeito e seus caninos são bem afiadinhos, um detalhe que sinceramente mexe com meu coração. Decidimos ir almoçar em um dos restaurantes que o Guilherme fez questão de comer, chegando lá sentamos na varanda em menos de 5 minutos a garçonete chegou. – Boa tarde, sejam bem vindos, já sabem o que pedir ou posso sugerir algo? – perguntou sorridente. – Eu vou querer batata frita e Coca-Cola – disse Erick. – Erick - fiz careta – Para esse jovem rapaz, quero um frango grelhado junto com salada e a batata frita separada, com a Coca-Cola – pensei por uns minutos – Para mim a mesma coisa, com uma água com gás. – Quero miojo, de galinha caipira, por favor – Guilherme falou e a garçonete fez uma cara que todos riram – Estou brincando, quero essa lasanha de 4 queijos, com batata frita também e um suco natural de laranja, pois equilíbrio alimentar é tudo. – Ok – Riu – E você senhor?! – Perguntou pro Lorenzo que estava distraído.  – Eu?! Quero panquecas de carne e uma Fanta Uva por favor. – Já estarei trazendo os pedidos, meu nome é Raíssa, qualquer coisa me chame – sorriu novamente e deixou a nossa mesa.  – Anda bastante distraído hein?! – Guilherme mexeu em seu braço – Lou, já conseguiu a babá? – Ah Gui, entrevistei cinco mulheres, nenhuma me agradou pra cuidar do Erick – falei preocupada. – Por que uma babá? – Lorenzo me encarou – Você não pode ficar com ele? – Se desse até ficava, mas saio do trabalho as 18:00, isso quando não fico até mais tarde e o Erick sai 12:40 da escola, meus pais cuidam dele para mim, mas tiveram que viajar... E preciso de uma babá temporariamente, até eles voltarem. – É isso – Guilherme deu um grito no restaurante e levantou eufórico –Lorenzo, você está querendo emprego e a Lou precisando de uma babá.  – Não estou entendendo – Lorenzo me encarou sem entender nada. – Ou estou, mas meu cérebro está dando defeito. – Delícia minha que tanto amo e quero para toda vida, você vira o babá do Erick, por enquanto e você gosta de criança, e também não apresenta nenhum perigo, já que é sangue do meu sangue – disse naturalmente – Lou, meu primo é de total confiança e acho que Erick vai gostar de um amigo, certo Erick?! – Sim, vamos jogar vídeo game e basquete – disse sorrindo de orelha a orelha. – Eu não sei – nossa comida chega e eu ainda fico pensando – Até que não seria uma má ideia, uma pessoa conhecida, principalmente de sua parte, sei que você não iria escolher uma pessoa r**m. Bom, e você Lorenzo? Topa? – Acho que posso tentar. Cuidar de criança é como cuidar de porcos ou ganso?! –  Me perguntou, fiquei sem acreditar no que disse e ele começou a chorar de rir – Estou brincando, gostaria sim de cuidar dele. – Não sei como agradecer a você, Lorenzo. – A calma me consome e sinto que devo confiar nele. – Começa agradecendo me pagando em dinheiro – Disse comendo uma panqueca. – É uma ótima maneira. – i****a – rimos. Almoçamos e ficamos um tempo lá conversando, foi uma tarde bem agradável e Erick estava já bem cansado então decidimos ir embora. – Então... Que dia eu começo? – perguntou enquanto íamos até o estacionamento.  – Amanhã tem como você ir na minha casa?! – ele concordou com a cabeça – Ai consigo programar e te passar a rotina do Erick, não tem como você se perder. Gui e eu somos praticamente vizinhos. – Está bem – entrou no carro do Guilherme – Até amanhã.  – Até – fui até meu carro – Meu amor, obrigado pela tarde. – Que isso – Guilherme sorriu e me abraçou – Todos nós precisamos de um dia assim e o Erick quase não me vê.  – Que mentira, ele te vê dia sim e dia não – dei um tapinha no seu ombro – Até Gui, vê se vai amanhã junto com o Lorenzo na minha casa. – Vou tentar – piscou – Até obesa.  Dei a língua e entrei no carro, Erick estava quase dormindo no banco. Fico feliz que ele tenha se divertido, fico pensando se sou um pouco relapsa com ele por causa do meu trabalho e tento dar o máximo de atenção quando estou de folga ou quando chego em casa. Assim que cheguei, chamei o Erick, que já estava quase tombando de tanto sono, para tomar um banho, ele foi, sonolento e resmungando, mas foi. Fiz o mesmo e quando m*l sai do banheiro o telefone toca. – Sim?! – O número era desconhecido, logo achei que era o Lorenzo. – Lou?! – Ouvir essa voz fez meu coração pular. – Oiii Emily – sorri – como você está, sumida?! – “Tô” bem gatona, só liguei para avisar que “tô” voltando para ficar, a agência me transferiu para o RJ.  – Quando virá? Tem local pra ficar?! Qualquer coisa pode ficar aqui e vem me ver, estou com saudade. – Tenho onde ficar sim neném e pode deixar que vou te ver sim- sua voz era divertida – E o meu monstrengo?! – Ele está no quarto, acabamos de chegar da praia. – Vou apertar aquelas bochechas – ouço vozes femininas – Lou tenho que ir, a projeto de Barbie p**a “tá” me chamando, beijocas. Desligo e vou até o quarto do Erick, que já está dormindo. Coloco seu cobertor e vou pro meu quarto, amanhã dará início a um pequeno desafio e fico me questionando se Lorenzo vai saber cuidar e gostar do meu filho no horário que estarei trabalhando. – Será que ele vai gostar de mim também?! O QUE?! – Me repreendi logo assim que ouvi o que falei, torci para que Erick não tenha escutado. E ele não escutou, permanece dormindo. Louise Alves Sousa, não acredito que pensei nisso!! Devo estar tão cansada que “tô” pensando besteira, mas e se ele gostar?! Será que me achou atraente?! CHEGA LOUISE, vamos dormir e fim.  
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