Capítulo 12

2040 Words
Abro os olhos e me perco nos dele, negros e ardentes, refletindo um desejo cru. Sua língua desliza frenética no meu centro, de baixo para cima, explorando cada centímetro, arrancando de mim tremores incontroláveis. Um gemido abafado escapou de sua boca aberta, sugando cada gota da minha excitação. — Você é irresistível, Cuore — murmurou, afastando a boca por um instante apenas para me olhar, antes de mergulhar novamente, como se eu fosse um banquete só dele. Minhas mãos se entrelaçam em seus cabelos negros, puxando-o mais para perto, esfregando meu centro molhado contra sua boca faminta. Meu corpo arqueia, a pressão me domina e, sem controle, explodo em sua língua, gozando forte, sentindo-o engolir cada gota com avidez. Meu peito sobe e desce em ritmo descompassado quando ele ergue o corpo sobre o meu, e me beija com a mesma intensidade. O gosto do meu prazer ainda está em sua boca, misturando-se à nossa saliva quente, cada roçar de sua língua provoca arrepios que percorrem toda a minha pele. — Consegue sentir como é bom o seu gosto, Cuore? — murmurou entre os beijos, a voz rouca de desejo — Esse foi o melhor café da manhã que tomei. Bom dia! — Bom dia! — respondi ainda ofegante, um sorriso escapando entre minhas palavras. — Que belo jeito de me acordar. — Se você quiser, posso te acordar assim todos os dias — murmurou, estalando um beijo quente no meu pescoço. O que ele me falou, me fez arregalar os olhos. O que ele disse me fez arregalar os olhos. — O que foi? — ele perguntou, percebendo pelo meu olhar o pânico que tentei esconder. — Você não quer? Suas sobrancelhas se franzem em confusão, e aquilo o deixou ainda mais fofo. — É claro que eu quero — respondi, segurando o rosto dele com as duas mãos, sentindo a barba por fazer arranhar de leve minha pele, provocando cócegas suaves na palma da minha mão. — Só vamos com calma? Acabamos de ficar juntos. Ele me olhou em silêncio por alguns segundos, como se analisasse cada detalhe da minha expressão. Então respirou fundo, o olhar suavizando, e um pequeno sorriso surgiu em seus lábios. — Tudo bem, Cuore. — respondeu baixo, passando o polegar devagar pela minha bochecha. — Eu vou no seu ritmo. Senti meu corpo relaxar sob o dele, e Noah aproveitou para me dar um beijo lento antes de se deitar ao meu lado, puxando-me para o peito quente e firme. — Como iremos contar aos meus pais? — perguntei, a voz carregada de temor. — Minha mãe já sabe, ela descobriu por conta própria. — Você acha que o seu pai vai ser contra? — perguntou. — Depende. — respondi, mordendo o lábio, mas não escondi a ironia. — Se a princesinha não colocar nada na cabeça dele, talvez não. — Você acha que a sua irmã faria alguma coisa? — ele franziu a testa, claramente na dúvida. Ele não fazia ideia do que a melhor amiga dele era capaz de fazer só para ferrar com a minha vida. — Sei que a Shirley não vai gostar de nada do nosso relacionamento. Ela é completamente egoísta. — O que você acha que ela vai fazer? — perguntei indiferente. — Não me importo com o que ela vai fazer ou pensar de nós dois, nem ninguém. — Está certa. — murmurou, enquanto a mão dele descia pela minha barriga num toque lento, carregado de intenção. — Vamos pra melhor parte então? — completou, a voz rouca, arranhando o ar entre nós. — Você é incansável, homem — exclamei, rindo surpresa. Antes que ele pudesse ir mais longe, segurei a mão dele e a levei até meu rosto, beijando a palma com delicadeza. — Tenho uma ideia melhor — falei com um sorriso travesso. — Que tal a gente levantar e fazer café da manhã? — perguntei, fazendo um biquinho. Ele riu baixo, e antes que eu me afastasse, mordeu de leve o meu lábio. ……. — Sabe o que podemos fazer? — perguntei, levando a xícara aos lábios e dando um gole no café, enquanto lia a mensagem da Kira. — Por que eu tenho a sensação de que não vou gostar disso? — ele perguntou, arqueando uma sobrancelha. — Vamos ao Club Seduce? — soltei direto, sem rodeios. — Não. — respondeu curto, firme, sem nem pensar. — Vai me deixar ir sozinha? — questionei, encarando-o por cima da borda da caneca. — É só não ir. — retrucou, e eu o fuzilei com os olhos. Ele deu a volta pelo balcão e se posicionou atrás de mim. Estava sentada na cadeira alta, e ele aproveitou para me envolver num abraço, colando o corpo quente ao meu. Baixou a cabeça até o meu pescoço e sussurrou: — A melhor diversão que podemos ter é ficar aqui, grudadinhos… — beijou de leve a minha bochecha — e f***r. — completou, a voz rouca, os lábios roçando na minha pele. — Eu vou sair e beber com a minha melhor amiga. — falei firme, virando um pouco o rosto para encará-lo. — Com ou sem você. Saltei da cadeira, me afastando dele com um sorriso de canto. — Além do mais — continuei, ajeitando o cabelo — estou sensível demais. Você acabou comigo. Corri em direção à porta, ouvindo a gargalhada dele ecoar atrás de mim. Quando cheguei em casa, encontrei minha mãe pronta, conversando com a Shirley. Parecia dar a ela uma lista de recomendações. — A senhora vai sair? — perguntei, franzindo a testa. — Sim, querida. — respondeu, aproximando-se e beijando minha bochecha. — Como você estava demorando, pedi à sua irmã para cuidar do Storm enquanto não chegava. — Mãe, a senhora podia ter me ligado. — resmunguei, lançando um olhar para Shirley, que apenas sorriu de lado, com aquela expressão de quem adora provocar. — Poxa, irmãzinha... o que você acha que eu faria com o seu pulguento? — perguntou ela, com falsa doçura. Revirei os olhos e respirei fundo. Minha mãe não tinha culpa e muito menos era babá do Storm. — Obrigada, mãe. — falei, abraçando-a com carinho. — Me desculpa chegar falando assim. Ela apertou minha mão com delicadeza e sorriu antes de sair, deixando eu e a minha irmã sozinhas no mesmo cômodo. Shirley me fitou por um instante, o sorriso sumindo aos poucos. Storm sentou-se ao meu lado, como guarda, Shirley inclinou a cabeça, observando o cachorro, e falou num tom gelado: — Mais um pouquinho e teria acontecido um “pequeno acidente”. — Olhou para o Storm com frieza. — Seria uma pena se algo acontecesse com esse pequeno. A frase caiu no ar como uma sentença, e eu senti o frio da ameaça atravessar toda sala. Dei um passo à frente, a voz baixa e afiada: — Se alguma coisa acontecer com o Storm — falei, avançando mais um passo, cortante, dando mais um passo — Você chegar rastejando como uma cobra peçonhenta, como você é para cima dele, você vai descobrir a força da sola do meu sapato, te esmagando sem dó e sem piedade. Ela recuou um passo, quase imperceptível; a mão tremia por um instante antes de ela fechá-la para disfarçar. — Cuidado, Ayla — tentou retomar o controle, a voz dura, mas contida. — Se você me chama de cobra, eu posso dar o bote, e você nem vai ver de onde eu vim. Você acha que eu tenho medo de você? — a voz soou irônica. — Lembre-se do que eu sou capaz, ou você se esqueceu? — Não sou mais uma criança, Shirley. — respondi, a voz baixa e firme. — Talvez seja você quem deveria sentir medo. Você ainda não conhece o meu lado mais obscuro. Aproximei-me, passei por ela e esbarrei no ombro. — Vem, Storm! — Ele me seguiu encarando Shirley, como se ela fosse um perigo, e ele não está errado. …….. Não deixo o Storm aqui, nem fodendo! — exclamei baixo, batendo a porta com força ao fechá-la. — Que tal a gente ir para a casa do Noah? — sugeri, olhando nos olhos do Storm, ele me respondeu latindo e abanando o r**o, como se gostasse da decisão. - Está decidido, então — sorri, me abaixando para acariciar sua cabeça. Levantei decidida e abri a porta do guarda-roupa e puxei o vestido preto, de mangas longas, acima do joelho, tecido de crochê que abraçava meu corpo. O decote quadrado valorizava meu pescoço. Calcei meu salto preto com tiras douradas, peguei os brincos e o colar dourado que estavam sobre a penteadeira, peças delicadas. Soltei o cabelo, deixando-o cair em ondas leves nas pontas. Minha maquiagem já estava feita, e o meu inseparável batom vermelho já está delineado na minha boca. — Vamos, Storm — chamei, pegando minha bolsa. Ele latiu, abanando o r**o, me seguindo. Storm já caminhava ao meu lado sem coleira, quieto, atento. Quando levantei a mão para abrir a porta do Noah, ela se abriu de repente. Noah estava saindo, as chaves ainda balançando entre os dedos. Ele parou no mesmo instante em que me viu, o corpo travado por um segundo que pareceu mais longo do que deveria. E eu... perdi o ar. A camisa preta justa destacava cada músculo do peito e dos braços; o cheiro de perfume amadeirado escapou quando ele deu um passo para fora. Ele varreu meu corpo de cima a baixo, não rápido, não casual, mas como quem vê algo que gosta muito do que está vendo. O canto da boca dele se curvou devagar, perigoso. ………. O bar estava lotado, iluminado por luzes roxas e douradas que dançavam pelas paredes. Assim que eu e Noah cruzamos a porta, uma onda de calor percorreu o nosso corpo, com a batida da música eletrônica que sai do som alto. Noah apoiou a mão na minha lombar. Quando olhei para ele, sua mandíbula estava marcada, tensa, os olhos estreitados, a mão deslizou para o meu quadril apertando um pouco mais do que deveria. — Acho que alguém está com ciúmes — murmurei, contendo um sorriso. — Eles estão olhando demais — respondeu ele, sem rodeios. — E eu não gosto nada disso. Revirei os olhos e dei um tapinha no peito dele, mas por dentro, senti um pequeno prazer quente. Ele com ciúme de mim era quase fofo. Quase… Porque segundos depois, notei duas garotas na mesa ao lado olhando descaradamente para ele e cochichando entre si. Meu estômago revirou. Ótimo! Agora eu também estava com ciúmes. Kira apareceu do nada, animada, já embriagada, puxando meu braço para me abraçar. — Vem, Ayla! — Kira praticamente me engancha pelo braço e me puxa para perto do bar, arrastando-me até um canto onde um cara sozinho mexia no celular. Eu a segui, desconfiada. Ela parecia, empolgada demais. — Kira — chamei, estreitando os olhos. — Quanto você já bebeu? Ela ergueu a mão, juntando o dedo indicador e o dedão, deixando um espacinho mínimo entre eles. — Só um pouquinho — respondeu, com um sorrisinho torto que denunciava exatamente o contrário. Eu arqueei a sobrancelha, cruzando os braços não acreditando. — Quando você chegou? — perguntei assim que paramos no bar. Cumprimentei o homem com um aceno rápido. — Tem um tempinho — ele respondeu antes mesmo da Kira abrir a boca, estendendo a mão para mim. Antes que eu pudesse apertá-la, Noah surgiu ao meu lado e interceptou o cumprimento, segurando a mão do homem firme demais para ser casual. — Ela ficou bêbada muito rápido, não acha? — perguntei, indicando Kira com o queixo. O cara deu de ombros, já voltando a atenção para o celular, como se a Kira tivesse sido apenas uma distração momentânea. Não vou deixar a Kira ir embora com ele desse jeito. — Vamos dançar? — ela pediu, empolgada demais para alguém que jurava sobriedade. — Prometo que eu não estou tão bêbada. Cruzei os braços. — Eu não acredito em você, mocinha. — frisei, arqueando uma sobrancelha. Me virei para Noah e me aproximei apoiando a mão no peito dele — Eu vou pra pista — anunciei baixinho perto da boca dele. — Quer ir?
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