Uma deusa, uma louca ou uma feiticeira?

3347 Words
 K A Y L A Quando abri os olhos, não senti de imediato todo o meu corpo. Era como um laboratório, quando você liga o disjuntor e vai acendendo luz por luz, máquina por máquina. Senti cada parte do meu corpo despertar por vez e, quando me senti por inteiro, passei meus olhos pelo local em que eu me encontrava. Parecia um cenário de um quarto de Game Of Thrones; com cortinas finas que voavam de acordo com o vento que vinha da sacada, uma enorme cama dossel com cobertores felpudos enrolando meu corpo, uma mesa redonda com duas cadeiras ao seu lado e, até onde eu podia olhar, uma espécie de divã de couro marrom. Me sentei na cama e senti meus cabelos caírem feito cascatas em minhas costas. Coloquei a mão na testa, mas estranhei a manga larga em meu pulso, na cor azul marinho. Olhei para meu corpo e notei estar usando uma camisola longa, de tecido bem leve. Chutei as cobertas e coloquei meus pés descalços no chão gelado, o que fez meu corpo inteiro protestar, mas eu já sabia lidar com aquilo. Caminhei pelo quarto, passando por uma parede toda de tijolos abertos e dei de cara com vários vestidos longos, que me fez pensar no que mais Tony poderia mudar em apenas algumas horas de sono meu. Bufei passando a mão pelos tecidos e notando todo o estilo antigo que havia neles. Franzi o cenho. Eu, com certeza, não estava no Complexo e Tony não era o responsável por tudo aquilo. Caminhei até a sacada e tive que me segurar para não cair para trás. Era um mundo novo, com uma paisagem totalmente nova. Construções meio clássicas, naves voando pelo céu, homens vestidos como gladiadores, mulheres como guerreiras, damas com vestidos bonitos. Bem abaixo da minha janela, uns trinta metros depois — eu tive uma vertigem ao tentar fazer o cálculo, porque era bem alto —, tinha um canteiro de flores que estavam repletos de velas coloridas acesas. Junto delas, doces arrumados em alguns pratos, como se fossem oferendas. Pelas barbas do profeta, onde é que eu estou? Do lado de dentro dos muros, eu não via a agitação que narrei ainda pouco. Era um belo e amplo jardim, repleto de caminhos que pareciam labirintos e, neles, pessoas caminhavam bem tranquilas. Até que me viram... Um misto de surpresa e alegria banhou os olhos delas e eu me assustei. De onde esse povo me conhecia? Uma senhora fez alguns gestos exagerados e eu mirei na direção em que ela olhava, vendo o brutamontes loiro vestido com seu traje de batalha. Thor olhou para mim e sorriu tão largo e os raios de sol refletiram em seus dentes e me cegaram. Tá, talvez eu tenha exagerado, mas sua roupa e seus cabelos realmente irradiavam com a luz do sol. Foi então que me dei conta do que estava acontecendo e de onde eu estava. Quem é que aquela Barbie Asgardiana pensa que é para me s********r desse jeito? Lancei-lhe um olhar mortal e seu sorriso cessou na mesma hora, mas não completamente. Voltei para dentro do quarto e a porta foi aberta por uma moça bonita e vestida de maneira muito simples. Assim que ela estava dentro do quarto, com a porta fechada, ela se curvou diante de mim. Sim, ela realmente se curvou para mim. — Fui escolhida para serví-la. — sua voz doce dança em meus ouvidos — É uma grande honra. — Ah... — pensei no que falar — Bom dia. — eu não sabia como agir — Onde está Thor? — Ele acaba de se juntar com o pai de todos. Estão à sua espera na sala do trono. Fui destinada a cuidá-la, banhá-la, ajudá-la a se vestir e encaminhá-la até lá. — Uou, pera! Sobre ela cuidar de mim: ok! Sobre ela me banhar: NÃO! Ajudar a me vestir: tá, pode ser. Principalmente se eu tiver que usar esses vestidos. — Você vai dar banho em mim? — questionei assustada — Me acompanhe, por favor. — pediu calmamente e foi me guiando pelo quarto Passamos pela ala dos vestidos e chegamos no que eu julguei ser o banheiro, pois tinha uma banheira antiga bem ali. Tudo ali era antigo e, só pra constar, me recuso a sentar a minha b***a naquele troço que julguei ser o vaso sanitário. Cadê a tecnologia? Cadê a ducha industrial de Tony com oito saídas de água? Onde estava o bidê que fazia cócegas? Asgard está perdida em que tempo? — A água está morna, alteza. — a voz da menina me tira de meu conflito interior Ela me chamou de alteza? — Deseja ajuda para tirar sua camisola? — ela se aproxima um passo e eu recuo dois — Ah, não precisa. — ergo as mãos abertas no ar — Eu posso me banhar sozinha. Você pode ver alguma coisa para eu comer? Estou com muita fome. — O almoço logo será servido. Vossa alteza chegou aqui muito machucada, acabou dormindo bastante. — Quanto tempo eu dormi? — Apenas um dia. — ela explicou — Certeza que não precisa de ajuda? — Uh, sim. — confirmei — Vou arrumar vossa cama. Com licença. Antes de sair, ela se curvou de novo. Por um momento, eu tirei a roupa e me permiti relaxar naquela água quente da banheira. Encostei a cabeça na borda da banheira e fechei os olhos, repassando o ocorrido na missão. • Invadir a base da Hidra ;  √ • m***r todos os agentes ;  √ • m***r o Mestre ; √ • Pegar os arquivos ; √ • Explodir tudo ; √ • Sair ilesa ; × Missão concluída com êxito. Pelo menos isso. Coloquei a mão em minha têmpora esquerda e não senti cicatriz alguma, apenas uma dor. Respirei fundo e deixei meu corpo escorregar na banheira, fazendo-me ser engolida pela água quente. Fiquei submersa e tentei limpar minha mente, meditando debaixo d'água. Quando o ar realmente fez falta, eu voltei para a superfície e respirei fundo, voltando a pôr meus pulmões para trabalhar. Avistei o que parecia ser a toalha e me levantei, secando-me e saindo da banheira. Vesti um roupão leve e passei a toalha em meu cabelo, secando superficialmente. Voltei ao quarto e a moça estava mexendo arduamente em três vestidos esticados na cama que agora estava perfeitamente arrumada. — Eu tomei a liberdade de separar esses vestidos. — ela diz calma e sorridente — Uau. — sorri sem jeito — Como você se chama? — Talisha. — O que? — olhei para ela — Talisha, alteza. — ela riu fraco — Por que está me chamando assim? — Porque é assim que devo chamá-la. — ela disse com uma fé arrebatadora — Hum... Ok. — disse para pôr fim ao assunto Talisha me ajudou com o fim do banho e eu optei por vestir o vestido roxo que estava em cima da cama. O vestido era longo e era bem esvoaçante, embora sua saia fosse volumosa. O decote nos s***s era em V e, no estômago tinha um cinto n***o com um símbolo esquisito. Era uma espécie de árvore com galhos de poucas folhas. — O que é esse símbolo? — questionei — O símbolo das sombras de Lyanna. — ela diz e me olha como se eu fosse uma extra-terrestre — Que foi? — fiz uma careta — Seria seu símbolo, caso o pai Odin não a tivesse tomado para si. Que papo de maluco do caramba. Talisha deixou meus cabelos soltos, mas com as mechas frontais para trás. Permaneci sentada em frente à penteadeira e vi nosso reflexo no espelho. Talisha pôs uma coroa com o símbolo de dois machados cruzados exatamente no meio. Ela era coberta de pedrinhas brilhosas. — E esse símbolo? — pergunto — O pai de todos realmente não mentiu quando disse que tu não sabes de nada. — ela comentou enquanto ajeitava meus cachos —  És o símbolo de teu pai, guerreiro e justiceiro de todo o reino. Alguém avisa pra essa gente que eu não sou essa semideusa que eles tanto cismam? Quando eu estava pronta, fui seguindo Talisha pelo lugar grande e, descendo escadas, cheguei no topo de uma grande escada. Respirei fundo e fui descendo com cautela, pois não estava afim de fazer meu sapatinho agarrar no vestido e eu rolar pela escadaria. Thor estava no final dos degraus e tinha um sorriso intenso nos lábios. — Você está linda. — ele diz — Como ousa me s********r? Eu deveria estar no Complexo, em Nova York. Tony deve estar preocupado. — Eu o convenci de que o certo a fazer era trazer-te para cá. Deixe-me apenas convencê-la de que tu és quem eu digo e lhe passar as questões a serem resolvidas por você. — ele me ofereceu sua mão — Venha comigo. Respirei fundo e toquei sua mão, sentindo-o me segurar firme e sorrir para mim. — Talisha, seus serviços não são mais necessários agora. Obrigado por cuidar de Felícia. — o loiro dirige um sorriso educado à morena ao meu lado — Com licença, altezas. — ela se curva e se retira — Precisa ser tão formal assim? — pergunto enquanto Thor vai me guiando pelo local — Somos monarcas, Kayla. É assim que deve ser. — Onde vamos? — Vamos encontrar Odin, meu pai e rei de Asgard. — Então você é realmente um príncipe. — comento — É, assim como você. Vamos caminhando pelo enorme palácio e logo chegamos à ampla sala com um trono localizado numa espécie de altar. Nesse trono, um velho branco, gordo, de cabelos e barbas grisalhos e de t**a-olho está sentado. Ele sorri para mim e Thor e eu paramos um pouco distantes. — Olhe só você. — o velho diz sorrindo para mim — Está tão grande e tão bonita. Meu silêncio causou-me um pequeno constrangimento, mas eles souberam contornar. — Mas você não se lembra de mim. — o velho sorriu — Pudera, você era apenas um bebê. O rei se levantou e caminhou até nós, pegando minha mão do braço de Thor e a envolvendo com suas mãos brancas, em um sinal de carinho. Vi emoção em seus olhos e me senti m*l por não compartilhar do mesmo sentimento. — Thor me disse que lhe deu um resumo de sua história antes de você nascer. Bom, permita-me contá-la o que aconteceu depois. — Tudo bem. — murmurei — Vamos conversar no jardim. — Thor sugeriu Nós três caminhamos juntos até chegarmos no grande jardim que vi da sacada do quarto em que eu estava. As velas ainda estavam acesas no canteiro abaixo de minha sacada. — O povo de Asgard ficou feliz em vê-la novamente. Por sessenta anos, achamos que estivesse morta. — Thor explica — As velas roxas são para que seu espírito relaxe, as verdes são para que a terra lhe ampare e não a permita cair, as brancas são para o ar que você respire seja puro e calmo, as azuis são para que as águas levem todo o que lhe perturba e, finalmente... — ele respira antes de continuar — As vermelhas representam as chamas da justiça que seu pai manipulava, para lhe dar sabedoria e justiça por onde você andar. — São belos significados. — sorri tocada — Vamos conversar aqui. — Odin diz se sentando numa mesa de pedra — Ótimo lugar. — Thor comenta Cada um senta de forma separada na mesa redonda e, logo, as serventes trazem chá e suco para nós. Me remexo desconfortável toda vez que alguém se curva para mim. — A guerra de instalou em Asgard por muitos anos. — Odin comenta — Os discípulos de Lyanna queriam você para continuar os planos malignos dela de me destronar e ser a rainha de Asgard. Eu precisei enviá-la para Midgard. Franzi o cenho tentando assimilar tudo. — Midgard é como chamamos a terra de vocês. — Thor explica — Ok. — aceno com a cabeça, dando a oportunidade para Odin prosseguir — Em Midgard, Rosalie ganhou a função de protegê-la e se tornar sua guardiã. Ela era uma mulher incrível para uma mera midgardiana. — ele diz se lembrando de algo — Quando a guerra finalmente acabou e Asgard venceu, eu mandei retornarem para buscá-la, mas você desapareceu e foi dada como morta. Foram dois meses de luto. — Quando eu a conheci, tive um grande choque. — Thor comenta — Eu não esperava encontrá-la. Ainda mais desta maneira. — O marido de Rosalie faleceu logo após seu registro. Ele era seu verdadeiro pai e havia ganhado um nome para se passar por midgardiano. Ele amava muito vocês. — Então eu realmente sou essa Felícia. — constatei — Sim e é uma grande honra tê-la sob minha custódia novamente. — Quando você bateu a cabeça, seu coração queria parar de bater, mas a chama se manteve acesa dentro de você. — Thor me explica — Bom, e agora? — pergunto com medo da resposta — Agora você toma o lugar que é seu por direito. — o rei diz animado — Será uma grande festa para sua coroação de rainha dos guerreiros e ministra da justiça de Asgard. O reino todo entrará em festa. Uma semana! — ele fica ainda mais empolgado — Eu serei coroada? — questiono confusa — É claro que sim. E depois vem a melhor parte, que é o casamento. Ah, eu sempre sonhei com isso! Mais uma semana de festas e o povo todo comemorando e saudando os novos príncipes e futuros reis de Asgard: Thor e Felícia. Pausa! Eu ser uma semideusa, extraterrestre, que viveu uma mentira, foi sequestrada, torturada, transformada em arma e trazida de volta ao lar de origem, tudo bem. Mas quanto a eu casar com Thor, TÔ FORA! Eu amo Tony Stark. Além do mais, eu não quero ser rainha de guerreiros, ministra da justiça e futura rainha de Asgard. Só quero voltar para a Terra, me entender com a justiça e passar meus dias com o homem que eu amo. E esse homem não é loiro e nem um saco de músculos. — Fico imaginando os filhos de vocês com cabelinhos loiros e encaracolados. Serão as crianças mais belas de todos os nove reinos. — ele vislumbra — Pai, já conversamos sobe isso. — Thor diz — Eu abdico do trono e, além do mais, Felícia não pode se casar comigo. Ela ama a outro. — Besteira! — Odin ralhou — Você vai esquecer esta midgardiana que lhe enfeitiçou e ela irá agir como se nunca tivesse saído de Asgard. — Olha só, eu gostei de saber da minha história, vocês são ótimos e tal, mas eu abdico de toda a minha linhagem, seja ela qual for. A pessoa que assumiu tudo durante minha ausência deverá continuar assumindo daqui por diante. Eu não posso ficar em Asgard. — Como não pode? É a sua vida. — Não, era a minha vida, mas as coisas mudam. Eu não sou Felícia, eu sou Kayla. Eu tenho uma vida como Kayla. — Uma vida h******l, pelo que me consta. — ele comenta — Sim, uma vida h******l, mas com pessoas incríveis nela. Eu não posso deixá-los. Eles se arriscaram por mim, me defenderam e, agora, é a minha vez. Eu sinto muito por decepcioná-lo, mas eu preciso voltar para casa. — Eu já tinha planejado tudo. As cerimônias, os filhos. — ele diz arrasado — Eu não posso ter filhos, senhor. — digo olhando-o nos olhos — Fizeram muito m*l à mim. — Onde a chama vive, jamais poderão afetar. — ele se levanta num misto de braveza, tristeza e decepção — Com licença. — ele sai andando — Perdoe-me por ele. É difícil. — Thor se desculpa — Tudo bem, vai passar. — eu digo tentando compreendê-lo — O que faremos agora? — Quero dar um tempo para você se conhecer de verdade e, depois, voltaremos à Midgard. — Tudo bem, acho que posso ficar mais um pouco. — sorri + + + Duas semanas se passaram. Eu não conseguia acreditar em tudo o que vi, ouvi e vivi. As pessoas sempre se curvando e me tratando com carinho, dispostas a entrar na frente de uma bala por mim — ou por uma lança em chamas, no caso. Eu nunca me senti tão bem e tão acolhida. Era tudo incrivelmente perfeito. Só que faltava uma coisa. Alguém. Durante todas as noites, na sacada do meu quarto, eu sentia a brisa fria em meu rosto e pensava em Tony. Em como estava, se estava bem, se estava se alimentando, se achava que eu havia morrido, se estava com problemas. Era chegada a hora de voltar e eu estava bem com isso, apesar de saber dos problemas pendentes. Eu sabia que com Tony ao meu lado, tudo ficaria menos difícil. Vesti um vestido longo vermelho que não tinha mangas e deixava meus s***s bem marcados. Na cintura, uma faixa com uma pedra prateada e sua saia solta e leve, sem volume. Meu cabelo — que crescera de forma rápida e estranha — estava num penteado meio preso e meio solto, dando-me um leve topete e deixando os cachos soltos na altura da minha cintura. Em meu braço, o bracelete prateado reluzia de acordo com os meus movimentos. Em meu pescoço, um cordão com correntes finas e um pingente com o brasão de meu pai se alinhava nitidamente nos vales dos meus s***s, dando atenção à eles. Eu estava linda para ir embora. — Já disse que pode voltar sempre que puder. — Odin diz ranzinza, por não aceitar minha decisão e a de Thor — Eu voltarei. — prometi segurando suas mãos — Se cuidem. Ambos têm o dever de cuidar um do outro. — ele diz intercalando o olhar entre mim e Thor — A cuidarei com minha vida. — Thor promete — Vamos? — estende o braço para mim — Vamos. — peguei em sua mão — Adeus, alteza. — Talisha diz se curvando para mim — Até breve, querida. — sorri Thor e eu caminhamos de mãos dadas até a ponte do arco-íris, atraindo os olhares do povo de Asgard. Thor equilibrou seu martelo e uma sacola de pano na mão esquerda e passou sua mão direita por minha cintura, fazendo eu me apoiar em seu ombro. — Fariam um belo casal. — ouço Odin resmungar Thor dá um comando e logo somos envolvidos por cores. Não sei explicar o que sinto, mas apenas fecho os olhos e me agarro mais a Thor, sentindo meu corpo flutuar. De repente, meus pés tocaram o chão e eu me senti bem para abrir os olhos. Lá estava o Complexo Vingadores e nós havíamos feito uma marca odiosa no gramado. Demorei um pouco para soltar Thor, pois ainda me sentia desequilibrada. — Eu ainda não me acostumei com isso. Ouço uma voz que logo identifico como sendo Bruce e viro o pescoço, ainda amparada pelo braço forte de Thor. Por cima do ombro de Thor, vejo Banner e Stark nos olhando com cara de susto. Assim que seus olhos cruzaram com os meus, abri um sorriso de alívio. — Está melhor? — Thor questiona — Sim... Hã... Eu... — me atrapalhei perdida nos olhos castanhos que me fitavam com curiosidade — Vá. — Thor disse Quando Thor me soltou, percebi que eu estava suspensa em seu braço. Meus pés tocaram novamente o chão e eu virei o corpo para os dois gênios que estavam à alguns metros de nós. Não consegui me segurar. Apenas caminhei rápido na direção deles e abracei Tony, sentindo seu rosto se enterrando em meu pescoço. Suas mãos apertaram minhas costas e um suspiro foi ouvido de nós dois. — Vocês não estão com uma cara muito boa. — Thor comenta se aproximando Me soltei de Tony e analisei as feições dos nerds em minha frente. Bruce e Tony tinham uma cara de poucos amigos e a preocupação estampada. Franzi o cenho. — Vieram pegá-la. — Bruce diz
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