O jato particular dos Morales havia pousado há menos de uma hora, mas o ar já parecia carregado de pólvora.
Valentina desceu as escadas metálicas com passos firmes, o vestido vermelho sangue abraçando cada curva do seu corpo como uma segunda pele. O tecido era justo o suficiente para mostrar os s***s fartos subindo e descendo com a respiração controlada, e curto o bastante para exibir as coxas bronzeadas e torneadas.
Ela carregava uma bolsa pequena de couro preto – dentro, um punhal cerimonial mexicano que seu pai lhe dera aos 16 anos, “para lembrar que você nunca é indefesa”.
Kim Woo-Jin estava parado a poucos metros, flanqueado por Min-Joon e Soo-Min. Os três irmãos formavam um muro de músculos e tatuagens. Woo-Jin usava um terno preto feito sob medida, mas sem gravata, o primeiro botão da camisa aberto revelando o início de uma tatuagem de dragão que subia pelo pescoço e se espalhava pelo peito. Seus 1,95m de altura o faziam parecer uma estátua viva de obsidiana. Olhos negros, frios, penetrantes. Ele não piscou ao vê-la descer.
Valentina parou a três passos dele. Ergueu o queixo, os olhos castanhos faiscando como brasas.
— Kim Woo-Jin, presumo? — disse ela em inglês com sotaque carregado, a voz rouca e provocante. — Ou devo chamar de “Dragão n***o”? Parece que o apelido combina com o ego.
Ele inclinou a cabeça levemente, analisando-a de cima a baixo sem disfarçar. O olhar desceu devagar: pernas, quadris, cintura, s***s, pescoço, boca… e voltou aos olhos dela. Não era admiração. Era posse em potencial.
— Valentina Morales. — A voz dele era grave, baixa, como um ronronar de motor antes de acelerar. — Ouvi dizer que você é brava. Espero que seja verdade. Odeio mulheres que fingem ser doces.
Ela deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal dele sem medo. O cheiro dele a atingiu: couro caro, uísque envelhecido e algo metálico, talvez sangue seco.
— E eu odeio homens que acham que uma aliança significa que podem me tratar como propriedade. — Ela sorriu, mostrando dentes brancos e afiados. — Se você for um daqueles babacas machistas que acha que mulher serve só para abrir as pernas e parir herdeiros… vai descobrir que eu mordo de volta. E mordo forte.
Min-Joon, o irmão mais novo e mais impulsivo, soltou uma risada baixa. Soo-Min apenas arqueou uma sobrancelha, avaliando a mexicana como se fosse uma bomba-relógio.
Woo-Jin não riu. Ele estendeu a mão, palma para cima.
— Entre no carro. Temos uma reunião familiar antes do jantar. Meu pai quer conhecer a noiva.
Valentina olhou para a mão estendida como se fosse uma cobra. Depois, em vez de apertá-la, passou direto por ele, roçando o ombro no peito dele de propósito. O contato foi elétrico. Ela sentiu o calor do corpo dele através do tecido fino.
— Eu entro no carro porque quero, não porque você mandou — murmurou ela ao passar. — E não sou sua noiva ainda. Só uma peça no seu tabuleiro. Por enquanto.
Woo-Jin observou as costas dela enquanto ela caminhava até a SUV blindada preta. O bumbum redondo e firme balançava levemente sob o vestido. Ele sentiu o p*u pulsar dentro da calça social, uma reação que o irritou profundamente. Nenhuma mulher o fazia reagir assim desde… nunca.
— Ela é problema — murmurou Min-Joon ao lado dele.
— Ela é perfeita — respondeu Woo-Jin, quase para si mesmo. Depois, mais alto:
— Vamos. Não quero deixar minha mãe esperando.
A mansão Kang era um monstro de vidro e concreto disfarçado de elegância minimalista. Segurança armada em cada canto, câmeras invisíveis, cães treinados que farejavam traição antes mesmo de nascer. Quando entraram na sala de estar principal, a família já os esperava.
Kang Do-Hwan, o patriarca aposentado, estava sentado em uma poltrona de couro preto, charuto na mão. Ao lado dele, a mãe de Woo-Jin, Kim Soo-Yeon, pequena, elegante e com olhos que pareciam ler almas. Do outro lado, dois seguranças silenciosos.
Valentina entrou primeiro, Woo-Jin logo atrás. Ela parou no centro da sala, avaliando todos com um olhar que dizia: “Eu não me curvo para ninguém aqui”.
Soo-Yeon se levantou. Sorriu com educação fria.
— Bem-vinda, Valentina. Espero que a viagem tenha sido tranquila.
— Tranquila o suficiente para planejar como matar seu filho se ele me irritar — respondeu Valentina com um sorriso doce. — Mas obrigada pela recepção.
Do-Hwan soltou uma gargalhada rouca.
— Gosto dela. Tem fogo. Sente-se, menina.
Ela sentou em uma poltrona oposta a Woo-Jin, cruzando as pernas devagar. O vestido subiu um pouco, revelando mais coxa. Woo-Jin não desviou o olhar. Seus dedos tamborilavam no braço da poltrona.
A conversa começou formal: rotas de tráfico, porcentagens de lucro, territórios neutros. Valentina ouvia tudo com atenção, mas seus olhos voltavam sempre para Woo-Jin. Ele falava pouco, mas quando falava, era como se cortasse o ar com faca.
Em certo momento, Do-Hwan olhou diretamente para ela.
— O casamento será daqui a sete dias. Uma cerimônia discreta, só família e aliados. Depois, vocês vão morar aqui. Juntos.
Valentina ergueu uma sobrancelha.
🤨🤨🤨🤨🤨
— Juntos? Na mesma casa?
— Na mesma cama — corrigiu Woo-Jin, voz neutra, mas os olhos queimando. — É tradição. E eu não divido o que é meu.
Ela riu. Uma risada curta e afiada.
— Eu não sou sua, coreano. Ainda não assinei nada. E se eu assinar… — ela se inclinou para frente, os s***s quase escapando do decote — …vai ser porque eu decidi que vale a pena. Não porque você mandou.
Soo-Yeon interveio, voz suave mas firme.
— Crianças, chega. Vocês vão ter tempo de brigar depois. Hoje é só o começo.
O jantar foi servido em uma sala adjacente. Mesa longa, pratos coreanos misturados com alguns mexicanos que a cozinheira havia preparado especialmente: tacos de carne assada, kimchi ao lado de guacamole. Valentina comeu com apetite, ignorando os olhares.
Woo-Jin a observava como um predador estuda a presa. Cada movimento dela – a forma como lambia o molho do dedo, como inclinava a cabeça ao rir de algo que Min-Joon disse – o deixava mais tenso.
Ele odiava admitir, mas a mulher o intrigava. E o excitava. Muito.
Depois do jantar, Soo-Yeon levou Valentina para o quarto de hóspedes – um suíte enorme com vista para os jardins.
— Aqui você fica até o casamento — disse a sogra. — Se precisar de algo, é só chamar.
Valentina assentiu.
— Obrigada. Mas eu trouxe meu próprio vibrador. Não vou precisar de mais nada.
Soo-Yeon piscou, surpresa, depois sorriu de verdade pela primeira vez.
— Você vai dar trabalho ao meu filho. E ele precisa disso.
Quando a porta se fechou, Valentina soltou o ar que nem sabia que estava segurando. Tirou os sapatos, jogou o vestido no chão e ficou só de lingerie preta de renda. O corpo refletido no espelho era uma arma: curvas generosas, pele bronzeada, tatuagem discreta de uma rosa com espinhos no quadril.
Ela foi até a mala, pegou o vibrador grosso de silicone preto – o mesmo que usava há meses pensando em um homem sem rosto. Hoje, o rosto tinha nome. E tatuagens. E olhos que pareciam sugar a alma.
Deitou na cama king size, pernas abertas, e ligou o brinquedo. O zumbido baixo encheu o quarto.
Fechou os olhos e imaginou Woo-Jin ali, entre suas pernas. As mãos grandes segurando suas coxas, abrindo mais. A boca dele descendo pelo pescoço, mordendo o ombro. O p*u grosso – porque ela sabia que seria grosso – roçando na entrada dela, devagar, torturando.
— Filho da p**a gostoso… — murmurou ela, empurrando o vibrador para dentro devagar. Gemeu baixo, os quadris subindo sozinhos. — Se você me tocar assim… eu te mato depois… mas primeiro… ah, c*****o…
Ela acelerou o ritmo, imaginando ele a dominando, os tatuagens roçando na pele dela, o peso do corpo dele prendendo-a na cama. Os gemidos ficaram mais altos, mais desesperados.
Do outro lado da mansão, Woo-Jin estava no seu escritório particular, uísque na mão, olhando para o monitor de segurança. A câmera do corredor mostrava a porta do quarto dela fechada. Mas ele imaginava. Imaginava demais.
Ele abriu a gaveta, pegou um charuto, acendeu. Deu uma tragada longa.
— Sete dias — murmurou para si mesmo. — Sete dias até eu te fazer gemer meu nome de verdade, princesa.
Ele não sabia que, naquele exato momento, ela já gemia o nome dele em silêncio, o corpo arqueando na cama enquanto gozava forte, pensando nele.
Sete dias.
O inferno estava só começando.