Ela ficou envergonhada com a cantada e disse que sim. Ele continuou falando:
— Eu fiquei rindo, levei na esportiva a s*******m que fizeram. Fomos descansar, tomar banho. Fiquei com raiva do Vih, chamei a loira para ir encontrar a gente e sacanear ele. Fomos na baladinha, eu que paguei para a menina entrar, escondido dos caras. Ela passou perto, falei para ele: "Caraaaa, que avião! Me dá o que se eu chegar lá e beijar, sem chaveco, só ir e pá". O tonto quis me colocar lá embaixo, né, falou que ia primeiro e que se ela não o beijasse e me beijasse, ele saía na rua pelado. Topei, né. Ele foi atrás da loira, ela não quis beijar. Sem eu saber, os dois fizeram uma aposta também. Fui logo atrás e beijei, fiquei com a menina empatado mó cota. Na hora de ir embora, ele chega e fala que vai cumprir com a aposta. Eu fiquei tirando onda, me achando o gostoso. Aí ele fala, pegando a menina pela mão, que na festa ela foi minha, mas a noite era dele.
Os dois começaram a rir muito. Ela falou, bebendo o resto da cerveja:
— Dá para piorar? Deixa eu beber, de pena de você. E aí? Ela foi?
Ele respondeu, pegando a carteira:
— O que você acha? Deixa eu ir ali pegar outra para a gente. Quer alguma coisa?
Ela disse que não, estava curiosa para saber o resto da história. Ele comprou uma torre de chopp e falou, voltando para perto dela:
— Vamos ter que tomar aqui, pelo tanto de histórias, você vai tomar a torre toda sozinha.
Ela disse rindo, já levemente alterada:
— Que? Gab, seu maluco, por que pediu uma torre?
Ele respondeu com graça:
— Ahhhh, eu tô injuriado hoje, me deixa curtir, vai. Toma o quanto quiser e o resto eu mato. Mas se eu der PT, o BO é seu!
Foram sentar dentro do barzinho. Ele pediu uma porção de fritas e falou que ia gastar tudo o que ganhou na semana porque estava a fim. Ela ofereceu dinheiro para ajudar, mas ele não aceitou e continuou falando da história:
— Eu estava tão doido que nem me liguei nos dois de graça. Ele saiu da balada de cueca, na rua tirou tudo, foi nadar no mar. A loira foi para casa com a gente, chegou tomando banho com ele e o resto você já pode imaginar. Eu bebi mais de raiva. Só que na manhã seguinte, acordei com a praga na minha cama, pelada, e eu não lembrava de nada.
Ela respondeu rindo muito:
— Ah, larga mão, vai, que mentira! Eu duvido que não se lembra, só não tem coragem de me contar.
Ele garantiu que não lembrava, mas que deve ter sido bom porque a menina ficou atrás dele o resto da viagem. Perguntou qual tinha sido o último porre que ela tomou. Com deboche, ela respondeu antes de virar um copo de chopp:
— O de hoje com você!
Ele encheu as duas taças tulipas e falou, devolvendo a dela:
— Bora para outra história? Sua ou minha?
Ela disse que a dele, com certeza. Ele começou a falar:
— O último vale? Fui a um casamento da melhor amiga da minha irmã, comecei com tequila e entrei na besteira de cair em provocação de fazer vira-vira. Foram vinte e sete doses, e pá, causei muito, saí em várias fotos muito louco e apaguei no teto do carro, solar, tipo metade do corpo para dentro e metade para fora. Aí vem você dizer que não existe essa de perder a memória.
Ela disse que realmente não acreditava. Ele falou com provocação, olhando-a com desejo:
— Então vamos tomar tequila? Bora? Dez doses para cada? Cinco?
Ela respondeu, levantando:
— Dança comigo?
Estava tocando forró. Ele falou, bebendo a última taça:
— Pera aí, deixa eu guardar a bolsa, Mah, espera.
Ela foi falar com o cantor, voltou e foram juntos ao balcão. Ele falou com o rapaz do bar:
— Ei, parceiro, pode guardar a bolsa, por favor? Rapidão!
O rapaz se aproximou, pegou e guardou. Gab começou a conversar e pediu tequila, três doses. Ela falou debruçada no balcão, próxima a ele:
— Eu gosto disso em você!
Ele perguntou o quê. Ela falou, olhando a tequila que o rapaz estava servindo:
— Seu jeito de ser, vai conversando com todo mundo, faz amizade fácil, todo malemolente. Eu curto isso real!
Ele disse que não era tão mole quanto ela, pegou o limão e sal, a serviu. Tomaram uma dose cada um juntos. Ele falou, dando a última na mão dela:
— Eu já bebi muito, mata aí, vai. E vê se não perde a memória!
Ela já estava bêbada e falou rindo de pertinho:
— Eu não quero esquecer nada da gente, vamos dividir?
Estava rolando um clima. Ele falou com o limão na mão:
— Beleza, vamos tomar juntos então! Mas só tem um limão! Eu chupo, você toma a dose e aí... A gente junta! Vai?
Ela entendeu o recado, ele estava falando sobre beijar. Ela falou, recuando:
— Toma você, vai. Eu não quero!
Ele respondeu sério, pegando a dose da mão dela:
— Não quer o quê? Tomar ou tomar da minha boca?
Ele chupou o limão, tomou a dose, todo o tempo encarando-a fixamente. Assim que ele bebeu, ela falou, chegando mais perto:
— Não faz isso comigo!
Ele deu risada e perguntou o que estava fazendo de errado. Ela falou, enfiando-se entre ele e o balcão:
— Está me provocando e eu quero mais.
Quase beijando, ele perguntou se ela queria esquecer no dia seguinte. Ela falou com provocação, jogando o cabelo e com a mão acariciando as costas dele:
— Pede mais três!
Ele disse rindo, virando-a de costas para ele e perto demais, roçando nela sutilmente:
— Ooo, parceiro, desce mais três tequilas aqui, por favor.
O rapaz serviu e ela ficou de costas para Gab, quieta esperando. Foi tomando as doses uma seguida da outra. Ao tomar a última, falou, virando-se para ele:
— Espero esquecer disso amanhã.
Ele estava próximo como um casal, com as mãos na cintura dela, falou, puxando-a para mais perto, com uma pegada forte:
— Eu vou te fazer acordar sentindo a minha falta dentro de você.
Ela se aproximou devagar, chupou a boca dele e falou, dando beijinhos no rosto e canto da boca:
— Você gosta de apostas, né? Desafios? Vamos fazer um?
Envolvido, ele disse que até dois, foi enfiando a mão no meio do cabelo dela e a fez se inclinar um pouco para trás, deu uns beijinhos no rosto e pescoço. Ela falou:
— Toma mais três! Por um beijo?