Capítulo 16

1127 Words
Ela ficou envergonhada com a cantada e disse que sim. Ele continuou falando: — Eu fiquei rindo, levei na esportiva a s*******m que fizeram. Fomos descansar, tomar banho. Fiquei com raiva do Vih, chamei a loira para ir encontrar a gente e sacanear ele. Fomos na baladinha, eu que paguei para a menina entrar, escondido dos caras. Ela passou perto, falei para ele: "Caraaaa, que avião! Me dá o que se eu chegar lá e beijar, sem chaveco, só ir e pá". O tonto quis me colocar lá embaixo, né, falou que ia primeiro e que se ela não o beijasse e me beijasse, ele saía na rua pelado. Topei, né. Ele foi atrás da loira, ela não quis beijar. Sem eu saber, os dois fizeram uma aposta também. Fui logo atrás e beijei, fiquei com a menina empatado mó cota. Na hora de ir embora, ele chega e fala que vai cumprir com a aposta. Eu fiquei tirando onda, me achando o gostoso. Aí ele fala, pegando a menina pela mão, que na festa ela foi minha, mas a noite era dele. Os dois começaram a rir muito. Ela falou, bebendo o resto da cerveja: — Dá para piorar? Deixa eu beber, de pena de você. E aí? Ela foi? Ele respondeu, pegando a carteira: — O que você acha? Deixa eu ir ali pegar outra para a gente. Quer alguma coisa? Ela disse que não, estava curiosa para saber o resto da história. Ele comprou uma torre de chopp e falou, voltando para perto dela: — Vamos ter que tomar aqui, pelo tanto de histórias, você vai tomar a torre toda sozinha. Ela disse rindo, já levemente alterada: — Que? Gab, seu maluco, por que pediu uma torre? Ele respondeu com graça: — Ahhhh, eu tô injuriado hoje, me deixa curtir, vai. Toma o quanto quiser e o resto eu mato. Mas se eu der PT, o BO é seu! Foram sentar dentro do barzinho. Ele pediu uma porção de fritas e falou que ia gastar tudo o que ganhou na semana porque estava a fim. Ela ofereceu dinheiro para ajudar, mas ele não aceitou e continuou falando da história: — Eu estava tão doido que nem me liguei nos dois de graça. Ele saiu da balada de cueca, na rua tirou tudo, foi nadar no mar. A loira foi para casa com a gente, chegou tomando banho com ele e o resto você já pode imaginar. Eu bebi mais de raiva. Só que na manhã seguinte, acordei com a praga na minha cama, pelada, e eu não lembrava de nada. Ela respondeu rindo muito: — Ah, larga mão, vai, que mentira! Eu duvido que não se lembra, só não tem coragem de me contar. Ele garantiu que não lembrava, mas que deve ter sido bom porque a menina ficou atrás dele o resto da viagem. Perguntou qual tinha sido o último porre que ela tomou. Com deboche, ela respondeu antes de virar um copo de chopp: — O de hoje com você! Ele encheu as duas taças tulipas e falou, devolvendo a dela: — Bora para outra história? Sua ou minha? Ela disse que a dele, com certeza. Ele começou a falar: — O último vale? Fui a um casamento da melhor amiga da minha irmã, comecei com tequila e entrei na besteira de cair em provocação de fazer vira-vira. Foram vinte e sete doses, e pá, causei muito, saí em várias fotos muito louco e apaguei no teto do carro, solar, tipo metade do corpo para dentro e metade para fora. Aí vem você dizer que não existe essa de perder a memória. Ela disse que realmente não acreditava. Ele falou com provocação, olhando-a com desejo: — Então vamos tomar tequila? Bora? Dez doses para cada? Cinco? Ela respondeu, levantando: — Dança comigo? Estava tocando forró. Ele falou, bebendo a última taça: — Pera aí, deixa eu guardar a bolsa, Mah, espera. Ela foi falar com o cantor, voltou e foram juntos ao balcão. Ele falou com o rapaz do bar: — Ei, parceiro, pode guardar a bolsa, por favor? Rapidão! O rapaz se aproximou, pegou e guardou. Gab começou a conversar e pediu tequila, três doses. Ela falou debruçada no balcão, próxima a ele: — Eu gosto disso em você! Ele perguntou o quê. Ela falou, olhando a tequila que o rapaz estava servindo: — Seu jeito de ser, vai conversando com todo mundo, faz amizade fácil, todo malemolente. Eu curto isso real! Ele disse que não era tão mole quanto ela, pegou o limão e sal, a serviu. Tomaram uma dose cada um juntos. Ele falou, dando a última na mão dela: — Eu já bebi muito, mata aí, vai. E vê se não perde a memória! Ela já estava bêbada e falou rindo de pertinho: — Eu não quero esquecer nada da gente, vamos dividir? Estava rolando um clima. Ele falou com o limão na mão: — Beleza, vamos tomar juntos então! Mas só tem um limão! Eu chupo, você toma a dose e aí... A gente junta! Vai? Ela entendeu o recado, ele estava falando sobre beijar. Ela falou, recuando: — Toma você, vai. Eu não quero! Ele respondeu sério, pegando a dose da mão dela: — Não quer o quê? Tomar ou tomar da minha boca? Ele chupou o limão, tomou a dose, todo o tempo encarando-a fixamente. Assim que ele bebeu, ela falou, chegando mais perto: — Não faz isso comigo! Ele deu risada e perguntou o que estava fazendo de errado. Ela falou, enfiando-se entre ele e o balcão: — Está me provocando e eu quero mais. Quase beijando, ele perguntou se ela queria esquecer no dia seguinte. Ela falou com provocação, jogando o cabelo e com a mão acariciando as costas dele: — Pede mais três! Ele disse rindo, virando-a de costas para ele e perto demais, roçando nela sutilmente: — Ooo, parceiro, desce mais três tequilas aqui, por favor. O rapaz serviu e ela ficou de costas para Gab, quieta esperando. Foi tomando as doses uma seguida da outra. Ao tomar a última, falou, virando-se para ele: — Espero esquecer disso amanhã. Ele estava próximo como um casal, com as mãos na cintura dela, falou, puxando-a para mais perto, com uma pegada forte: — Eu vou te fazer acordar sentindo a minha falta dentro de você. Ela se aproximou devagar, chupou a boca dele e falou, dando beijinhos no rosto e canto da boca: — Você gosta de apostas, né? Desafios? Vamos fazer um? Envolvido, ele disse que até dois, foi enfiando a mão no meio do cabelo dela e a fez se inclinar um pouco para trás, deu uns beijinhos no rosto e pescoço. Ela falou: — Toma mais três! Por um beijo?
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