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Antônio A sala de reuniões estava mergulhada em um silêncio pesado. O relógio de parede marcava cada segundo com precisão c***l, como se zombasse da paciência que eu estava prestes a perder. Dário estava sentado à minha frente, com a postura relaxada demais para o gosto de um homem que deveria ter mais respeito pelo pai. Mas eu o conhecia bem. Ele não estava relaxado. Estava apenas esperando. Cruzei os dedos sobre a mesa e encarei meu primogênito. — Sabe por que te chamei aqui? Dário soltou um riso baixo, balançando a cabeça. — Imagino que seja sobre Vicenzo. A raiva fervia no meu sangue. — Você corrompeu seu irmão. — Corrompi? — Sim. Como se já não bastasse a decepção que tive com Paollo, agora tenho que lidar com a rebeldia de Vicenzo. Dário manteve o olhar fixo no meu, sem de

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