Vincenzo A neve persistia do lado de fora como uma lembrança c***l daquela noite maldita em que meus instintos falharam. Cada floco que dançava no ar gelado parecia zombar da minha incapacidade de prever o perigo iminente. O branco imaculado do mundo exterior contrastava violentamente com a escuridão que tomara conta da minha alma desde então. O frio penetrava meus ossos, mas era o gelo em meu coração que mais me consumia. Eu podia sentir o peso da responsabilidade, o fardo das minhas falhas, esmagando-me a cada respiração. A imagem daquele momento fatídico estava gravada a ferro e fogo em minha mente, uma ferida aberta que se recusava a cicatrizar. Não sei o que me tirou mais do controle — o jeito como Elena me provocou no jardim ou o gosto da sua boca quente na minha, contrastando com

