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Por Amor - Livro 1

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Blurb

A vida de Beatrice D'Angelo estava longe de ser perfeita. Com a tia doente no hospital, sem dinheiro e com contas atrasadas, procura incansavelmente um emprego que possa resolver seus problemas.

O destino lhe dá uma oportunidade quando consegue um emprego como assistente do arquiteto Matteo Montana que ao colocar os olhos sobre ela vê ali uma forma de distração e de satisfazer seus desejos.

Instagram da autora: J.C.Rodrigues Alves_escritora

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Capítulo 1
Roma, Itália Beatrice caminha em passos firmes pela calçada, imaginando qual seria a resposta da entrevista que acabou de fazer. Era a quarta entrevista naquela semana. O som dos seus saltos ressoam, ao subir os degraus da escadaria para o bairro Garbatella; Enquanto pega as chaves de casa na bolsa. Ao entrar em casa encontra diversos tipos de contas, espalhadas em frente á porta. O carteiro nunca atrasava. Deixando o casaco no vestíbulo, folheia ás contas enquanto caminha até a geladeira. Havia apenas uma garrafa de água, que pega e enche o copo. Ela senta em um dos bancos em frente a bancada, ao achar uma carta do hospital que sua tia Ida estava internada. Há três meses os cheques voltavam, pediam que quitasse ás mensalidades atrasadas ou a transferisse para outro hospital. Com um suspiro larga o papel sobre a bancada, colocando a cabeça entre as mãos. Notando que o relógio na parede marcava 15:30, junta ás contas enfiando—as dentro da bolsa, correndo de volta para o vestíbulo. Como não tinha dinheiro para pagar um táxi, teria que caminhar até o centro da cidade. Tempo depois entra no hospital, sorrindo para a recepcionista morena de cabelos cacheados. — Oi,Cinzia — diz colocando as mãos sobre o balcão. — Sabe que o que faço, posso até fazer eu perder o emprego, não é? — diz Cinzia, dando um crachá para ela. — Pode ter certeza que vou retribuir o favor, quando conseguir um emprego – Ela pega o crachá, caminhando em passos largos para o elevador. Algumas pessoas descem no mesmo andar, tomando direções diferentes; Caminha até o quarto 340, pelo vidro observando Ida dormir. Com leve batidas na porta, adentra no quarto deixando a bolsa na poltrona ao lado. —Tia Ida? – Chama sentando nos pés da cama. Ida semicerra as pálpebras sorrindo. Parecia menor naquela cama de hospital e mais frágil. — Oi, Trice. Faz muito tempo que está aí? — Acabei de chegar – Ela pega a mão de Ida — Como está hoje? Ida respira fundo sem tirar o sorriso do rosto. —Um pouco melhor. Me deram um novo medicamento, sinto muito sono. —Logo vai melhorar e voltar para casa. Ela olha para fora do quarto, seu olhar voltando para Beatrice em seguida. —Cadê o Nic? – Ela força um sorriso, arrumando o lenço florido na cabeça de Ida. —Está trabalhando, tia. — Nic não está vindo me ver – Ida murmurra. —Deve estar muito ocupado — afaga o rosto pálido da tia. —Pelo menos ele está pagando as contas e fazendo ás compras? —Claro, tia — Se vira para Ida, beijando o lado de seu rosto — Agora pare de pensar em problemas e descanse. —...não vejo a hora de ter alta. — Logo. Logo estará em casa – A vê pegar no sono, resonando instantes depois. Um enfermeiro de cabelo castanho, rente ao couro cabeludo, alto e esguio adentra no quarto. —Oi, Trice — diz pegando a prancheta nos pés da cama. —Como está tia Ida, Luca? —Ela teve uma crise essa manhã. Precisamos sedá—la — Ela olha para Ida dormindo, depois para Luca — Está com fome? Vou almoçar agora. Não fazia ideia de quando fizera uma refeição digna. —Vamos? – Luca insiste. Beatrice assenti sem hesitar. Haviam decidido almoçar na lanchonete do hospital. Beatrice já havia bebido dois copos grandes de vitamina e comido dois sanduíches. —Já conseguiu alguma coisa? – Luca pergunta. —No. Mas hoje recebi isso — Ela pega da bolsa a carta do hospital, entregando á ele — Quanto tempo tenho até tirarem ela daqui? Ele passa a mão na cabeça, os olhos castanhos se movendo pelo papel. —15 dias no máximo. —15 dias?! – diz surpresa — ...preciso de mais tempo. —Está dizendo aqui que os cheques começaram a voltar – Ele continua. —O dinheiro que tia Ida guardava para emergências no banco acabou. Luca coloca o papel sobre a mesa, colocando a mão sobre a dela, que tira a mão imediatamente como se tivesse sido picada por uma cobra. — Se eu tivesse todo esse dinheiro... —Tudo bem, Luca. Sei que não pode ajudar — Ela levanta pegando a bolsa e a carta – Grazzi pelo almoço. Beatrice volta para casa se sentindo em um túnel escuro. Não sabia mais onde procurar emprego, não sabia mais com quem falar. Não tinha mais ideia de onde ir. A casa continuava silenciosa quando entra. Deixando o casaco ao lado da porta, caminha em direção á escada. A cama continuava bagunçada, como o resto das coisas pelo quarto. Tirando a roupa, se enrola na toalha, entrando no banheiro; O aquecedor estava quebrado, por causa disso o banho seria gelado. Minutos depois sai do banheiro, vestindo dois suéteres e uma calça, além de meias. Encosta uma cadeira na maçaneta da porta, em seguida se encolhendo em baixo dos cobertores. Logo ele chegaria. Não demorou para que ouvisse a porta bater, passos rudes e xingos ao abrir a geladeira. Dominic sobe a escada girando a maçaneta do quarto de Beatrice com força. Murmura algo se afastando em seguida. Respira lentamente, desejando que Ida melhorasse logo e voltasse para a casa. Ida era sua única proteção.  

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