Capítulo 6

1223 Words
Celly prepara chá antes de dormir. Se acomoda no sofá com uma caneca de chá de camomila e biscoitos, enquanto Celly tricotava em sua cadeira de e balanço. Sabia o que Celly estava pensando naquele momento, das inúmeras vezes que pediu para ir morar com ela depois que Ida foi internada e das vezes que recusará. Não demorou muito para que pegasse no sono ali mesmo, exausta do dia de trabalho e com a cabeça doendo. Celly a cobre com um cobertor grosso, pegando de sobre a mesa de centro a caneca e o prato vazio. Na manhã seguinte acorda com a cabeça ainda latejando. Celly estava na cozinha. Ela vai para o segundo cuidar da higiene. Se sentiu i****a ao se ver no espelho, o lado da cabeça roxo e o canto da boca cortado. Precisou usar muita base e corretivo para esconder os hematomas. — Venha o café está na mesa — diz quando entra na cozinha. — Celly, eu... — Não diga nada. Apenas coma — obedece se deliciando com a mesa farta. — Ragazza, sabe que as portas da minha casa sempre estarão abertas. Beatrice toma um pouco de café. — E eu agradeço. — Então por quê não vem morar aqui, até Ida sair do hospital? — Preciso manter tudo do jeito que tia Ida deixou, antes de ser internada. — Ragazza — Celly segura a mão dela — E sua vida, não é mais importante? Olha para o relógio de parede, percebendo que se não saísse naquele momento iria se atrasar. — Preciso ir. Não quero me atrasar —Pega a bolsa saindo da cozinha com Celly a seguindo com o olhar. Sai do elevador da empresa meia hora depois, vendo Christine em sua mesa. — Signor Matteo já chegou. Está furioso — comenta sem olhar para Beatrice que verifica o relógio. Matteo havia chegado mais cedo do que de costume. Bate na porta entrando em seguida, encontrando—o em frente á janela panorâmica. — Buongiorno, signor. — Não sei o que há de bom nesta manhã — Deixa a bolsa de lado, caminhando até a mesa de mogno, aonde abre a agenda. — Posso ajudar em algo? — Matteo se vira com os olhos escuro como o céu sem estrelas. Ele a olha longamente franzindo o cenho, de imediato ela baixa a cabeça. — No — responde frio. — Va bene — Beatrice continua de cabeça baixa. Matteo se vira novamente para a janela, apoiando uma das mãos no vidro. Durante a manhã se mantém ocupado em uma ligação e outra, dirigindo poucas palavras à ela. Organizava papéis sobre a mesa, quando ele sai de uma ligação soltando o ar dos pulmões. — Ligue para o engenheiro responsável, pela obra perto do bairro Monti — diz passando as mãos pelo cabelo. No momento em que pega o gancho do telefone, ambas as mãos se esbarram. Os olhos de Matteo encontram os dela, que interrompe o contato de imediato, discando os números. Ele pega o gancho em seguida, os olhos fixos nela enquanto voltava a organizar os papéis. Se sente apreensiva quando a hora do almoço se aproxima. Não demora para que Matteo interrompesse o que estava fazendo no computador e seguisse Eleonora que o esperava ao lado da porta do lado de fora da sala. —Vamos no meu carro – diz Matteo, ao entrarem no elevador. Imaginava que ele tinha um motorista particular mas, se enganou quando destrancou às portas de um Lamborghini cinza. Ela senta no banco traseiro, enquanto Eleonora iria no banco do carona. — Não estamos em uma pista de corrida, Matteo — Eleonora ressalta, quando sai em alta velocidade do estacionamento subterrâneo. — Não estamos em seu carro, Eleonora — Ele rebate sério. — Pensei ser mais cômodo vir no seu, mas já estou mudando de ideia. Quer matar todos. — Não se preocupe, ainda vai jantar com Tony essa noite — Matteo olha para Beatrice no banco traseiro encolhida, voltando a atenção em seguida para a pista. Estaciona em frente á um restaurante francês, entregando às chaves para o manobrista ao fechar os botões do paletó vinho. Quando ele entra no estabelecimento, Eleonora puxa gentilmente Beatrice para um canto. — O que houve com você? — pergunta com o cenho franzido. — Não estou entendendo, signora. — O canto da sua boca está roxo – Não tivera tempo de retocar a maquiagem desde de manhã. Pegando o espelho dentro da bolsa retoca ali mesmo. — Foi um acidente doméstico, signora — Eleonora a fita por alguns segundos, suspirando em seguida. — Vem. Vamos entrar. Matteo cumprimentava Warren com um aperto de mão quando se aproximam. Warren parecia ser mais velho do que Matteo apenas alguns anos. Tinha uma boa aparência, além do sorriso simpático e os olhos redondos. — Eleonora. Há quanto tempo — diz Warren, dando um beijo em cada bochecha — Come stai? — Bene — Os olhos dele logo encontram Beatrice ao lado da mesa. — Chi sta bellezza? — pergunta, pegando a mão dela e depositando um beijo. — Beatrice. A nova assistente de Matteo — diz Eleonora. Warren continua segurando sua mão. — Tu è molto carina — murmura. — Grazzi — Ela agradece puxando a mão. Warren gesticula para todos se sentarem. Beatrice se senta com o olhar de Matteo seguindo seus movimentos. — Vamos falar de negócios? — Eleonora pergunta sorrindo. — É para isso que estamos aqui — diz Warren — Para vermos se fechamos contrato. — Não tenho dúvida disso. — Eu também não — diz Warren olhando para Beatrice que desvia o olhar. Eleonora lidera os pontos iniciais da reunião, com Matteo mencionando pequenos detalhes. Quando Beatrice levanta uma questão importante sobre a obra, ambos se mantém calados, enquanto debate avidamente os detalhes. Warren parece mais do que convencido, a palavra seria...encantado com Beatrice. Via ali uma futura engenheira que colocaria no chinelo todos os demais. — Acredito que com isso, podemos fechar negócio — diz sorrindo, sem deixar de olhar para ela. Beatrice toma mais um pouco do vinho, no momento em que Eleonora e Matteo levanta para apertar a mão dele. — Adorei sua assistente, Matteo. Não quer deixar ela passar alguns dias em meu escritório? — Creio que não será possível, Warren — diz Matteo friamente. Warren olha para ela quando se levanta. — Espero vê—la em breve, carina. Ela sorri em resposta, com os demais se despedindo. Warren sendo o primeiro em deixar o restaurante. Matteo parecia extremamente impaciente enquanto esperavam o carro do lado de fora. — Fechamos contrato, Matteo. Devia estar contente, era o que queria— diz Eleonora. Ele quebra o silêncio. — Põe uma coisa em sua cabeça, Eleonora. Não existe apenas o Warren no mundo dos negócios. O manobrista chega com o carro, entregando—o para Matteo. — Posso saber o motivo do mau humor? — Eleonora pergunta, afivelando o cinto de segurança. — Não interessa á você. Eleonora suspira, desistindo de tentar entende-lo. Voltam para a empresa em completo silêncio, com Matteo entrando em sua sala, desabotoando o paletó e afrouxando a gravata. — Signor deseja alguma coisa? — Apenas que sai da minha frente – diz entre dentes. Ela o olha por alguns instantes sem saber o que havia feito de errado, obedecendo sem hesitar.  
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