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O Pai da Minha Melhor Amiga

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Blurb

Elina vive uma vida difícil em uma pequena cidade no interior. Além de seu irmão mais novo, ela só tem Sophie, sua melhor amiga, com quem pode contar.

Mas a chegada de Went, o pai de Sophie, a cidade, vai fazer essa amizade ter altos e baixos uma vez que marca Elina como suas.

"Eu consigo o que quero, Elina e nesse exato momento eu só quero estar em você."

Went fora bombardeado por esse novo sentimento ao conhecer Elina, uma sentimento que e achou que nunca sentiria. Mas, dobrar o seu anjo será mais difícil do que ele pensa, mas para sua sorte, Elina se vê entre a cruz e a espada quando seus pais vão embora e deixam ela e seu irmão Otis desamparados.

Diante de uma oportunidade de conseguir o que quer, Went faz uma oferta irrecusável a Elina. Ele levaria ela e o irmão com ele para a cidade grande, mas em troca, ela daria uma chance a ele.

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1. O aniversário de Tommy
Elina Eis um fato sobre a minha história, em algum momento da minha vida eu vou t*****r com West Sharpigan, o pai da minha melhor amiga Sophie. Eu sei que é inevitável e sei também que um dia ele vai perder a paciência de todos os meus "nãos" e vai cumprir com suas promessas. Mas, por enquanto, eu sigo firme com a minha promessa te tentar ser uma boa melhor amiga. Sophie e eu estudamos na mesma escola, e no mesmo ano, desde que tínhamos cinco anos de idade. Eu sei tudo sobre ela e ela sabe tudo sobre mim. Bem, quase tudo. — Ely, você não vai acreditar no que aconteceu! — Exclama Sophie, animada a ponto de dar pulinhos de alegria. — Estão dando pizza na cantina? Ela faz uma careta engraçada. — Não, boba. Tommy acabou de convidar nós duas para o aniversário dele hoje! — Nós duas ou você? — Fecho o armário, e aperto o livro de geometria contra o meu peito. — Ele disse : você e Elina estão convidadas pra minha festa hoje, vejo vocês lá! — Sophie da pulinhos de alegria, o que faz com que alguns alunos olhem para ela com estranheza. — Hum. — Nem vem, eu conheço esse "hum". Você vai sim, nem que eu tenha que te arrastar até lá. — Você sabe que não é bem assim. Eu não tenho nada pra vestir e também, meus pais não gostam que eu chegue tarde. — É só você sair e entrar pela porta do porão. — Ela sugere. — Elina, estamos na reta final da escola. Já temos dezoito anos e ainda somos virgens! Uso a mão para tampar a boca dela. — Fala baixo, doida. Quer ser a piada da escola pelo resto do ano? Retiro minha mão de sua boca. Sophie revira os olhos para mim. — Eu vou perder a ,você sabe o quê, antes de terminarmos o ensino médio, ou eu não me chamo Sophie Sharpigan! — Ok ok, já entendi. Você vai nessa festa e ponto final. Não é como se eu tivesse que pedir a autorização de alguém. Desde que completei dezoito, meus pais simplesmente não ligam para o que acontece comigo. — Tudo bem, eu vou com você. Sophie da pulinhos de alegria e então lula em mim, me abraçando pelo pescoço. — Você é a melhor, Elina! A melhor! {•••} Finn me estende um sanduíche de presunto, ovos e queijo. Sua expressão séria me faz encolher os ombros. — Você não foi almoçar. — é quase um sussurro. — Eu preciso dessa hora extra, Finn. — Aceito o sanduíche. Eu não me lembro a última coisa que comi. — Eu vou sair uma hora mais cedo hoje. — Vai sair? — Humrum. — Olho do sanduíche para seus olhos verdes. — Vou a um aniversário com a Sophie. Ele balança a cabeça, em afirmação. Finn tem uns bons centímetros a mais que eu, mas suas feições são leves, e seu cabelo loiro e enrolado o deixa parecendo um anjo. — Quer carona? — Não, Finn. Você não precisa fazer isso. — Foi uma oferta, Ely. Só uma oferta. — Ele gira o pescoço a fim de olhar para porta. Acabara de entrar novos clientes na loja de pesca. — Deixa que eu atendo. Desde que Finn descobriu sobre a minha vida precária, morando no porão da casa dos meus pais porque eles me expulsaram de casa após eu completar dezoito, trabalhando meio expediente para conseguir comida, ele tem sido caridoso até demais comigo. A realidade é que a minha relação com a minha família nunca foi boa. Se eu pudesse comparar diria que os pais da Matilda são melhores que os meus. Meu pai tem uma mecânica, e minha mãe é manicure. O salário deles nunca foi o suficiente para todos nós e com isso eu cresci sem poder usufruir do básico. Absorventes? Eram tecidos de um lençol velho que ao ser dobrado segurava o suficiente em período de três horas. Comida? Qualquer coisa que viesse de uma lata e custasse menos de 1 dólar. Certa vez, quando eu tinha onze anos, eles viajaram e levaram apenas meu irmão casula Otis, me deixando em casa com apenas duas latas de sopa e alguns eggles. Uma semana depois eles voltaram, a comida tinha ido embora assim como meio quilo da ração do gato. Qualquer coisa era melhor do que passar fome. Quando eu fiz dezoito eles me deram um prazo de um mês para conseguir um emprego ou eu saia de casa. Eu fiquei desesperada porque eu não tinha para onde ir. Eu bati de loja em loja a procura de uma vaga, e consegui uma na loja de pescaria da Viviane. Eu não ganho muito, só o suficiente para me manter durante o mês e guardar uma merreca para me mudar. Faculdade? É apenas um sonho distante. Quando cheguei em casa, meus pais estavam em frente a televisão, devorando os cereais que comprei para Otis. Eu tenho que me lembrar de não deixá-los na despensa da cozinha. Não adianta discutir, não quando eles não ouvem. Desço para o porão, mas não antes de trancar a porta. A escada é de uma madeira velha que range a cada degrau, assim como a estante que divide a minha "sala" do quarto. Aqui não há uma cozinha e eu também não posso usar o gás deles. É muito provável que eles me cobrariam por isso. Então, eu me alimento do que dá e isso geralmente é comida rápida do Sullivan — a pequena lanchonete da nossa cidade. Morar no interior é f**a. Não tem muitas opções de trabalho, nem de escola em de...nem de nada. É literalmente o fim do mundo. Um lugar esquecido pelo universo, por deus e pelas franquias de fastfood. Na minha cama, com um gibi nas mãos, Otis está concentrado no que lê. — Eles sabem que você está aqui? — Pergunto a ele. — Como se eles se importassem. Meu irmão é cinco anos mais novo do que eu, mas devido a circunstância das nossas vidas ele é mais maduro do que muitos garotos da minha idade. — Eu trouxe frango, salada e macarrão. Pega os pratos e os talheres para mim? — Claro. Vou para sala — o que basicamente é uma mesinha redonda de madeira, uma poltrona velha que consegui em um bazar por vinte dólares, um tablet que uso como TV e algumas almofadas —, e começo a abrir os pacotes. Otis trás os pratos e talheres descartáveis e uma garrafa com água mineral. — Você já comeu hoje? Ele demora demais a responder e eu não preciso de mais nada para saber a resposta. Meus pais são dois filhos da... — Comi um pouco no almoço. Eles trouxeram aqueles macarroes instantâneos de mac'and cheese. — Você odeia esse macarrão, sempre diz que tem cheiro de vômito. — E tem. — Ele da de ombros. — Mas eu estava com fome. Comemos em completo silêncio e por mais que por dentro eu esteja me revirando de raiva, fico feliz com cada garfada e gemido que Otis dá enquanto come. Era uma raridade termos comida fresca na mesa e hoje, com a ajuda de alguns descontos, consigo provar de novos pratos. Eu ainda me lembro de como eu chorei feito uma bebê quando provei frango frito pela primeira vez. De dentro do bolso tiro as duas balas de açúcar que comprei com o troco. Dou a de limão a Otis e abro a de morango para mim. — Um dia eu vou ter muito dinheiro e nós vamos ter uma casa grande, com todos os móveis e muita comida na geladeira. — Diz Otis, de forma determinada. — Vamos sim, mas enquanto isso não acontece, você vai pra escola e tenta ter um pouco de infância, ok? — Não sei não, El. Os professores brigaram comigo de novo, eles queriam que eu fizesse um trabalho digitado, mas eu não tenho um computador e acabei não entregando. Eles me dera tres dias para entregar o trabalho se não eu vou reprovar na matéria. — Por que você não me disse isso antes? — Soou estérica. Eu sempre priorizei o estudo de Otis e sempre diz questão de que meus pais o matriculasse. As vezes eu tenho que ser a mãe e não a irmã. Otis deu de ombros. — Você já cuida demais de mim. — Não, Otis. Você não pode pensar assim. Você só tem a mim e eu tenho a você, nós temos que nos ajudar, entende? — Eu sei, desculpe. Respiro fundo, tentando me acalmar. — Você me encontra amanhã na biblioteca da escola, eu vou pedir o laptop da Sophie emprestado pra você fazer o trabalho, ok? — Valeu, El, eu não sei o que seria de mim sem você. Ah, garoto. Eu não sei o que seria de mim sem você. — Agora você vai escovar os dentes e já pra cama, ouviu? — Eu posso dormir aqui? — Otis... — Você sabe que eu não gosto de dormir lá em cima. É tão... medonho. — E o porão não é? — Não, não é. Acho que a nossa casa é a única que o porão é mais seguro do que o andar de cima. — Ele abre aquele sorriso que só crianças tem. — Tudo bem, você pode dormir aqui. Aliás, eu vou sair e é muito provável que eu durma na casa de Sophie. Você vai ter que ir pra escola sozinho. — Vocês vão pra onde? É alguma festa com garotos? — É, é sim. É o aniversário de um colega nosso. — Aniversário? Então vai ter bolo? Trás um pedaço pra mim? — Não sei se vai ser esse tipo de festa, amigão. Se tiver eu trago. Desbotou a calça jeans e a desço pelas pernas. Eu preciso de um banho e de um pouco de esperança. Cada dia que passa as coisas ficam mais difíceis e quanto mais Otis cresce, mas difícil será sustenta-lo. Eu preciso de um plano, um que me faça ganhar dinheiro rápido. As opções que encontro não são as melhores, mas podem ser a nossa salvação. {•••} Tommy fora exagerado quando disse que iria ser uma festa. Tem menos de trinta pessoas aqui, mas pelo menos não está descontrolado. No entanto, ainda assim está agradável. A música é boa, tem aperitivos a vontade e para a felicidade do Otis tem até um bolo com glacê e confeitos. Sophie está dançando na sala, ela com certeza é a mais animada da festa. A mãe do Sophie sempre a prendeu, ela nunca a deixa ir para as festas, ou sequer sair comigo. Nós brincávamos no quintal de sua casa, que é espaçoso e tem uma grande árvore no centro dele, com uma casinha em que costumávamos fingir ser nosso navio pirata. Agora, que sei pai Went veio passar sua ferias com ela, ela está mais liberta. Pelo que Sophie falou, o pai dela brigou com a mãe por causa disso. — Garotas tem que viver assim como qualquer um Mirian. — Sophie contou para mim a uma semana atrás enquanto estávamos lendo livros clássicos, imitando a voz do pai. E ela está aproveitando ao máximo essas férias de seu cárcere. Eu fico feliz por ela, mas para mim que sempre tive liberdade, esse festa não é nada demais. Porém, os salgadinhos estão deliciosos e eu não vejo a hora de poder pegar a fatia de bolo para Otis. Ele vai ficar feliz com certeza. — Galera, que tal verdade ou consequência? — Sugere uma garota de cabelos loiros. Eu já a vi na escola, mas não sei o seu nome. Verdade ou consequência? Era só o que me faltava. — Vamos galera, vai ser legal. Um punhado deles se sentam no chao, formando um círculo. Os outros ficam em pé, apenas assistindo. Não é surpresa que Sophie esteja entre eles. Ela está me chamando com os olhos. Estou bem, aqui. Não vou levantar. "Por favor, Elina." Merda, o que eu não faço por ela? E também, estou devendo Sophie de qualquer forma. Me junto a eles, pedindo com gentileza que abrissem um espaço para que eu entrasse na roda. O primeiro a girar a garrafa foi Tommy, o anfitrião e o bico parou em Lindsay, minha dupla na aula de biologia. — Verdade ou desafio? — Verdade. O pessoal não gostou da escolha dela, acho que eles queriam o desafio só para fazê-la beijar alguém. — É verdade que você nadou nua no rio Hope com as filhas dos Jonathans? As bochechas pálidas de Lindsey adquirem um tom vermelho escarlate. — É verdade. Todos riem, adorando a resposta. O boato era que elas tinha feito uma orgia no rio, mas eu não acho que a filha do pastor iria fazer algo assim. Será que eu sou enganada? Lindsey girou a garrafa, que parou em Marcus, que parou em Mila, que parou em August e então parou em mim. É, isso é uma merda. Eu não deveria ter me juntado a eles. — Verdade ou desafio? Se eu escolher desafio terei que beijar alguém da roda e eu não tô afim de ficar com ninguém daqui. Não é que eles tenham algum defeito, mas eles são tão...novos. Eu tenho dezoito mas já vivi coisas que me fizeram envelhecer uns dez anos, então para mim eles são tão bobos e infantis que sei que se eu ficar com alguém ele vai vai espalhar para todos que me pegou e não vai mais largar o meu pé. Ah, vamos lá. Não é como se eu tivesse um segredo espantoso. — Verdade. — Ah,sério? Logo você vai escolher verdade? — argumenta Tommy. — Faz a pergunta August. — Digo, já impaciente. — É verdade que você mora no porão da sua casa? É como levar um soco na cara. Eu não escondo a minha realidade, mas também não saio espalhando ela pelos quatro cantos do mundo. E além do mais, essa é a p***a na menor cidade no país, não é como se alguém fosse se importar com o descaso para com de menores. Ou a falta do básico para uma criança de onze anos. No entanto, eu poderia ter respondido que sim, era verdade, mas quando eu escutei as risadas clínicas e cheias de maldade, das pessoas que fariam bullying comigo até a escola acabar, fez eu repensar o que eu diria. — Sabe o que também é engraçado? Se o diretor saber que foi o August, a Sarah, o Peterson, que usou a sala de música para t*****r e por isso tinha g**o dentro e fora dos instrumentos musicais. — Meu tom é leve, em uma ameaça escondida. Todos se calam, porque esse episódio é um segredo da nossa turma, mas eu não me importaria de ferrar com eles se eles quiserem me ferrar também. — Acho que agora é a minha vez. — Giro a garrafa, e para o acaso do destino para em Peterson. — Verdade ou desafio? Vejo seu pomo de Adão subir quando ele engole em seco. — Desafio. — Sua voz é suave. — Eu te desafio a beijar o August. Ele franze as sobrancelhas, confuso. Eles já tinham ficado, mas poucos sabem disso. Serem a fofoca da escola não vai ser a pior coisa que poderia acontecer com eles. Peterson beijou August, o que fez alguns gemerem sugestivamente. Daí em diante, a festa voltou a ter aquele clima leve do início. Nós cantamos parabéns e Tommy cortou o bolo. Eu não consegui um segundo pedaço, então guardei o meu para Otis. Felizmente, Sophie quis ir embora. Ela não é acostumada a tanta agitação — o que é engraçado pois não foi nada extravagante — e estava caindo de sono. Nós fomos andando para a casa dela, que não fica tão distante a de Tommy, somente três quarteirões. Esse é o m*l de cidade pequena. Mirian nos recebeu com um semblante fechado, mas foi leve ao nós mandar ir dormir A casa de Sophie é muito maior que a minha. Tem quatro quarto, três banheiros, um escritório onde sua mãe da aulas de piano, um quintal e uma cozinha bem moderna. Seu quarto é um portal pra outra dimensão para mim. Primeiro porque as paredes são cor de lilás pastel, e sua cama tem um enorme dorsel. Ela tem prateleiras de livros e um computador só dela. Sophie tem uma boa vida e eu fico feliz por ela, mas não deixo de me sentir infeliz pela família que nasci. Eu troquei de roupa, trocando minha calça rasgada e t-shirt de banda por um short de algodão e uma camiseta. Meu corpo está desperto, apesar da hora. — Aí, eu estou morta. Eu vou deitar, Ely. Boa noite. — Eu já vou também, só vou pegar um copo com água. — Você e essa sua mania engraçada. — Ela diz baixinho, de olhos fechados. As vezes quando você bebê muita água, seu corpo ignora a fome por alguns minutos e esses minutos são cruciais para que você consiga dormir sem sentir aquela dor terrível que é ter o estômago vazio. Eu já fiz tanto isso que me acostumei a sempre ter um copo com água próximo de mim enquanto eu durmo. Desço para a cozinha e a ausência de som me diz que dona Mirian já fora dormir. A luz da cozinha está aberta e ao entrar sei que não é atoa. Went está sentado a mesa, com vários cadernos em mãos e folhas de jornais e seu distintivo sobre a mesa. Meu coração dispara quando vejo ele e milhões de borboletas voam em minha barriga quando toma consciência de que estamos sozinhos. Eu sou uma péssima amiga. Um brilho toma conta de seus olhos e ele não perde tempo de percorrer meu corpo inteiro. — Boa noite, Sr. Sharpigan. — Eu já disse que pode me chamar de Went, Elina. — Eu me lembro, mas mesmo assim — vou até o armário onde fica os copos e eu pego o maior que tem. Deve ter uns 400 ml de volume. —, é uma barreira intangível entre o pessoal e o social. Ele solta uma risada anasalada. — Me esclareça. Me viro para ele, apertando o copo em minhas mãos. O cretino tem um sorriso feral nos lábios. — Esqueceu o que me disse na última vez que nos vimos? — Me refresque a memória, anjo. — Você disse,com todas as palavras, que seria um prazer me levar pra cama. O sorriso nós lábios dele se ampliam e eu tenho certeza que eu vou desmaiar, ou ter um infarto. Went tem cabelos escuros, com poucos fios brancos. Seu corpo é enorme e definido, o que me diz que ele não perde um dia na academia. Seus olhos são se um azul céu lindo e seu sorriso é perfeito, e com uma covinha como cereja do bolo. Ele é gostoso, não dá pra negar e sei que se um dia ele me pegar, vai me partir ao meio. Eu não deveria me agradar com a ideia mas uma parte irracional minha o faz. — E fui sincero. — Eu sou a melhor amiga da sua filha?! — E isso é algo que deveria me impedir? Sophie não é nenhuma criança, ela entenderia. — E se não entender, já pensou nisso? Eu prefiro a amizade dele do que uma sentada no seu p@u. Abro a geladeira e pego a garrafa de água. Está gelada, o que machuca minha garganta, mas a sensação é boa. Traz um frescor e me tira vagamente da situação em que estou. — Uma vez que você provar, Elina. Não vai querer sair de cima. Eu engasgo com tudo. Na medida que eu tento respirar meu corpo convulsiona tentando retirar a água dos meus pulmões. Mãos firmes me inclinam para frente,o que faz a água escorrer pelo meu nariz e boca. — Respire, p***a. Quero xingar e de volta, mas minha prioridade é ficar viva. Ao poucos, conforme consigo puxar o ar para dentro dos pulmões, eu vou me acalmando. — Você é impossível, sabia? — Digo a ele, cansada de tentar me esquivar. — Eu acho que deveria ser "obrigada, Went". Reviro os olhos e respiro fundo. — Obrigada, Went. — O replico, usando a voz mais doce que tenho em uma falsa gentileza. Ele percebe isso. — Um dia eu vou te dar umas belas palmadas por essa sua língua, anjo. Você vai ver. — Sua mão desliza pela curva da minha cintura, se aproveitando da proximidade. — Já chega, obrigada mas já pode tirar a mão de mim. — Me afasto dele, indo para fora. — Você não sabe brincar, Elina. Went se senta na cadeira e encara com pesar os papéis sobre ela. Algo o incomoda, sei disso, mas não sei se devo perguntar. No que eu poderia ser útil? — O que são esses papéis? Ele ergue os olhos e olha para mim por um segundo antes de olhar para os papéis na mesa — Trabalho. Eu deixei algo pendente na cidade. Está me tirando o sono. — Tenho medo de oferecer ajuda, mas vamos lá. Tem algo em que eu possa ajuda, Went? — Não, anjo. Até teria, mas você está determinada a evitar a minha cama. Sinto vontade de rir dele. — É, eu estou. Eu vou subir, tenha uma boa noite, Went. Quando eu subia as escadas ouvi suas voz dizer: — Sonhe comigo, anjo.

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