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VENDIDA PARA O INIMIGO

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intro-logo
Blurb

Amélie, uma moça que acabara de completar seus sonhados dezoito anos, vive tranquila em sua casa com suas irmãs. Porém sua vida doce e calma é interrompida por uma notícia que abala sua felicidade, seu pai Frederic tem uma dívida alta com uma família importante da cidade pacata em que vivem e ele não hesita em trocá-la como forma de perdão. Amélie é vendida. Sua vida muda drasticamente agora ela luta para sobreviver naquela casa, até que um dia conhece Henrique que será sua salvação, mas não antes de passar pelas garras da família Cavalcante.

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Capítulo 1- Amélie
Espanha, 1890 — Vila de Valderosa O sol nascia preguiçoso por trás das colinas de Valderosa, tingindo o céu de tons dourados e rosados. As ruas ainda estavam vazias, exceto por algumas carroças rangendo ao longe e o som distante de sinos que anunciavam o início de mais um dia. Na casa dos Pérez, o aroma de pão recém-assado se misturava ao cheiro do café forte. Amélie, a mais nova das quatro irmãs, se apressava em colocar lenha no fogão, as bochechas coradas pelo calor e pela vida que pulsava dentro dela. Tinha apenas dezoito anos, mas carregava nos ombros uma maturidade que o destino lhe impôs cedo demais. As irmãs Teresa, a mais velha e de semblante sério, Clara, de mãos habilidosas com a costura, e Isabel, a sonhadora a ensinavam tudo o que sabiam: cozinhar, costurar, cuidar da casa, e, acima de tudo, manter a cabeça erguida, mesmo quando o mundo parecia desabar. O pai, Frederic Pérez, outrora um homem vigoroso e orgulhoso, agora se perdia com frequência entre garrafas e silêncios. Desde a morte de sua esposa levada pelo parto que trouxe Amélie ao mundo o homem nunca mais fora o mesmo. Às vezes, nas raras noites em que voltava sóbrio, olhava para a filha caçula com uma ternura contida, como se quisesse dizer algo que as palavras não conseguiam alcançar. Amélie, no entanto, não o culpava. Sentia, em algum lugar dentro do peito, que sua mãe a havia deixado um presente a coragem de seguir em frente, mesmo entre as ruínas. As semanas em Valderosa corriam lentas, marcadas pelo badalar do sino da igreja e pelo barulho dos cascos dos cavalos na estrada de terra. A casa dos Pérez, no alto de uma pequena colina, já não era tão alegre quanto fora um dia. As risadas femininas que antes ecoavam das janelas agora se misturavam a murmúrios tensos, à voz embargada de Frederic e ao tilintar de garrafas vazias que rolavam pelo chão. Teresa, a mais velha, tentava manter tudo em ordem. Cuidava das contas, negociava com os vizinhos, e, com um olhar firme, impunha respeito mesmo aos homens mais rudes do vilarejo. — Amélie, não o encare assim quando ele volta tarde — dizia, em voz baixa, enquanto penteava os cabelos da irmã caçula. — Você sabe que ele não é mais o mesmo. Amélie apenas assentia, os olhos cor de mel marejados, refletindo o brilho da lamparina. Clara passava os dias costurando. Seu quarto estava repleto de tecidos coloridos, rendas e fios espalhados. —Se ao menos eu conseguisse vender o suficiente, poderíamos comprar vinho bom e esconder o r**m— dizia com um humor amargo, tentando arrancar um sorriso das irmãs. Isabel, sempre sonhadora, falava em ir embora. — Em Madri, dizem que as mulheres começaram a trabalhar em lojas e que há moças aprendendo a datilografar. Eu poderia tentar a sorte... Teresa sempre cortava o assunto. — E deixar o papai aqui, sozinho? E nós? O silêncio que seguia essa pergunta era pesado demais para ser respondido. Amélie observava tudo. Era a que mais via as mudanças sutis no pai: o jeito como ele passava as mãos pelos cabelos quando se envergonhava, o olhar perdido pela janela quando pensava na falecida esposa, e a dor escondida sob a voz rouca quando pedia desculpas, na manhã seguinte às suas explosões. Certa noite, Amélie o encontrou dormindo na cadeira, a garrafa tombada ao lado, o cheiro de álcool impregnando o ar. A vela quase se apagava, e o frio entrava pela fresta da janela. Ela se aproximou devagar, ajeitou a manta sobre os ombros dele e sussurrou: — Eu sei que a mamãe te faz falta... mas nós ainda estamos aqui. Frederic não respondeu. Apenas murmurou um nome que Amélie nunca havia ouvido antes, antes de cair num sono profundo. A partir daquela noite, algo começou a mudar dentro dela uma inquietação, como se o destino estivesse prestes a bater à porta da casa dos Pérez.

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