O baile já se aproximava do fim, e o salão começava a perder um pouco do brilho inicial. As últimas danças haviam terminado, e os convidados conversavam em pequenos grupos, rindo baixinho e saboreando os últimos goles de vinho. Amélie permanecia próxima à porta lateral, aguardando ordens para recolher as bandejas e limpar as mesas. O corpo cansado e a mente exausta sentiam o peso de horas de trabalho constante, mas ela mantinha a postura, escondendo o cansaço e a tristeza que a consumiam. Foi nesse momento que um jovem, elegantemente vestido com um fraque escuro, aproximou-se. Tinha cerca de uns vinte e oito anos, postura impecável e um sorriso cordial que transmitia simpatia. Ele parou diante dela, inclinando-se levemente em uma mesura polida. — Boa noite senhorita — começou, com uma

