Henrique manteve os olhos fechados, como se a qualquer momento fosse acordar daquele momento ou destruí-lo. O toque de Amélie era suave demais, gentil demais para alguém acostumado a durezas e violências. Ele respirou fundo, tentando controlar o impulso de afastá-la para poupá-la de si mesmo. Mas Amélie não recuou. Com cuidado, deslizou a ponta dos dedos por uma cicatriz mais larga que cruzava o peito dele. Não com pena, mas com respeito. Como se cada linha fosse parte da história do homem com quem se casara. — Não precisa fazer isso… — Henrique murmurou, a voz quase um pedido. — Eu não quero que veja, eu só queria que soubesse. — Mas eu quero — ela sussurrou, aproximando o rosto. — Quero conhecer o homem que está aqui. Todo ele. Até as partes que você acha que precisa esconder. Henri

