Os dias seguintes arrastaram-se em um silêncio incômodo.Estefano vagava pelos corredores da mansão com o peso de algo que não conseguia nomear.Antes, era comum cruzar-se com Amélie um olhar rápido, um aceno tímido, uma palavra de cortesia.Mas agora, ela não o olhava mais. Quando ele passava, ela abaixava a cabeça e desviava, quase fugindo.E, o que o atormentava mais, era o silêncio:Nem um “bom dia”, nem um “com licença”, nem um murmúrio sequer. Ele começou a perceber o padrão.Francesca a havia mandado trabalhar nos fundos, e Amélie parecia ter desaparecido da casa.As horas que ele costumava passar pelos jardins ou pelos corredores principais tornaram-se vazias, sem a figura dela ali discreta, mas presente. Depois de uma semana, Estefano perdeu a paciência.Chamou Rosa, uma das criadas m

