A casa Cavalcante, outrora imponente, já não passava de uma sombra decadente do que fora. As janelas estavam sujas, a mobília coberta de poeira, e o silêncio só era quebrado pelo baque ocasional de uma porta m*l encaixada ou pelo andar cambaleante de Estefano. Ele descia as escadas com o olhar perdido, o cheiro de vinho impregnado nas roupas, os olhos vermelhos e vazios. Francesca o esperava na sala, com uma expressão cansada e carregando o peso de dias inteiros tentando sustentar sozinha o que restava da casa. — Você voltou a beber o que não temos, — ela reclamou, a voz já sem paciência. — Eu passei horas tentando limpar a cozinha, tentando fazer algo minimamente decente para comer, e você… Estefano caminhou até ela e pegou a garrafa que estava sobre a mesa. — Eu não pedi nada disso,

