Enquanto o dia do casamento de Amélie florescia na mansão Cestáro, a casa Cavalcante afundava silenciosamente, como um navio que ninguém mais se dava ao trabalho de salvar. Aquela casa que antes era símbolo de riqueza, prestígio e poder estava irreconhecível. Cortinas pesadas que nunca eram abertas deixavam os cômodos úmidos e frios. Os criados poucos que restavam andavam com passos apressados e rostos tensos. Nos cantos, camadas de ** começavam a se acumular; vasos vazios que antes exibiam arranjos majestosos permaneciam esquecidos. A dispensa estava escassa. O dinheiro, outrora abundante, parecia evaporar diariamente. E no salão principal, o perfume fresco que sempre anunciava a presença da elegante Francesca agora havia sido substituído pelo cheiro acre do álcool. No escritório, o

