Quando se recolheram já tarde da noite, Amélie subiu as escadas com o coração acelerado. É seu casamento… sua noite de núpcias. A casa está silenciosa, iluminada apenas por lamparinas acesas pelos criados antes de se recolherem. Henrique segura a mão dela com delicadeza enquanto sobem as escadas. — Você deve estar exausta — ele diz com suavidade. Amélie sorri, embora as mãos tremam levemente. — Um pouco, sim… mas foi tudo tão bonito. Henrique concorda, apertando de leve seus dedos. Mas quando chegam ao quarto, ele apenas abre a porta para ela, como um perfeito cavalheiro. Amélie entra, hesitante, esperando… algo. Ele fecha a porta atrás de si. Por um momento, os dois ficam ali, frente a frente. Amélie sente o rosto esquentar, o ar preso na garganta. Ela imaginava que ele se aproxima

