A noite caiu pesada sobre a propriedade Cavalcante. As luzes da mansão ainda brilhavam ao longe, refletindo a opulência que contrastava com o silêncio sombrio da ala externa. Estefano caminhava decidido, o casaco longo balançando com o vento gelado, os passos firmes e apressados. O bilhete que havia enviado à mãe fora mais um aviso do que um pedido ele não estava disposto a aceitar mais nenhuma humilhação imposta a Amélie. Quando se aproximou do celeiro, o cheiro de feno e madeira úmida o atingiu. Uma lamparina fraca tremeluzia pela fresta da porta, e o som suave de uma tosse delicada denunciou que havia alguém ali dentro. Estefano empurrou a porta devagar. Amélie estava ajoelhada perto de uma tina com água fria, lavando panos rasgados, as mãos vermelhas pelo frio. Os cabelos estavam

