A manhã estava cinzenta na mansão Cavalcante, um reflexo perfeito do clima dentro da casa. O cheiro de bebida impregnava os corredores algo impensável meses atrás e as criadas circulavam em silêncio, evitando qualquer aproximação com Estefano. No escritório, Estefano estava afundado na poltrona, a mesma em que dormira tantas noites seguidas. As cortinas fechadas deixavam o ambiente sombrio, e a garrafa de vinho sempre presente repousava ao lado dele, já pela metade. Seus olhos estavam vermelhos, o semblante pesado, a barba por fazer. Francesca abriu a porta devagar, hesitante, mas determinada. — Estefano. — chamou, tentando manter a voz firme. Ele girou o rosto lentamente, apenas o suficiente para vê-la, mas não respondeu. Virou a garrafa e serviu mais vinho no copo. — Precisamos conv

