Capítulo 26. Não diga

608 Words

A noite já havia tomado conta do vilarejo quando Amélie atravessou os portões da mansão Cavalcante. O caminho de pedra estava úmido pelo sereno, e o som de seus passos era o único a quebrar o silêncio do pátio. Ela segurava a saia com cuidado para não tropeçar, o coração apertado cada vez que voltava ali, sentia como se o ar se tornasse mais pesado, mais frio. Ao chegar perto da entrada lateral, onde as criadas costumavam passar, uma voz familiar a fez parar. — Senhorita Pérez.— o tom grave da sua voz a fez arrepiar,o timbre era inconfundível Ela se virou lentamente e o viu à sombra das colunas, ainda com o casaco escuro dos negócios, o rosto iluminado apenas pelo brilho da lamparina do corredor. — Voltou tarde — disse ele, em tom brando, aproximando-se devagar. — Fiquei preocupado.

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