A noite caiu densa sobre o vilarejo.Na pequena casa dos Pérez, o silêncio era cortado apenas pelo crepitar tímido da lamparina. Nenhuma das quatro irmãs conseguira dormir desde a discussão com o pai. Teresa caminhava de um lado para o outro, inquieta, as mãos cruzadas sobre o peito. Isabel permanecia sentada na beira da cama, com os olhos vermelhos de tanto chorar. Clara costurava rápido na esperança de aliviar a ansiedade.Amélie, porém, estava deitada, imóvel, olhando para o teto desperta, mas tranquila. — Você não pode fazer isso, — disse Teresa, rompendo o silêncio. — É loucura, Amélie, você é uma menina. — Eu já decidi. — A voz da caçula era suave, porém firme. — Eles vão te usar! — exclamou Isabel, com a voz embargada. — Você acha que a senhora Cavalcante quer te ajudar? Ela que

