O corredor principal da mansão ecoava o som firme das botas de Estefano.Ele atravessava os salões com o rosto tenso, o maxilar travado e as luvas ainda nas mãos.A cada passo, a raiva crescia não apenas pela humilhação de Amélie, mas pela crueldade fria da própria mãe. Encontrou Francesca no salão de chá, sentada com elegância à mesa, mexendo calmamente o açúcar em sua xícara.O contraste entre o gesto sereno e o ódio que ele sentia o fez quase perder o controle. — O que foi aquilo?! — a voz dele soou mais alta do que pretendia. Francesca ergueu o olhar, sem se abalar. — Ah, meu filho… suponho que esteja se referindo à sua nova criada. — Minha criada? — ele repetiu, incrédulo. — Isso é o que ela é agora para a senhora? Uma moeda? Um castigo? Francesca pousou a colher e recostou-se na c

