CAPÍTULO 100 MACONHA NARRANDO Acordei já puto. Barraco vazio, lençol bagunçado, travesseiro com o cheiro dela… Mas nada de Paula. A mina simplesmente sumiu. Saiu na miúda, sem dar satisfação, sem nem um beijo, sem nem olhar na minha cara. Fiquei bolado. Não vou mentir. Levantei, me vesti no automático, meti o boné, pendurei o radinho na cintura e já saí no pique. Tinha BO rolando desde cedo, o Sombra me chamou no rádio avisando que ia sair com a doutora, queria cobertura. Tava suave. Mas foi só depois do meio-dia que o bagulho estourou. Tentativa de execução no asfalto. Dois arrombado de moto tentando meter bala nele e na mulher. Na mulher, mano. Por pouco não deu merda grande. Passei a tarde inteira na função. Correndo atrás de câmera, pivete, pista, nome. Já tava com o sangue

