71- CAFÉ

1369 Words

CAPÍTULO 71 EDUARDA NARRANDO Ficamos ali, colados, deixando a água escorrer pelos nossos corpos como se ela levasse embora todo o peso, toda a dor, tudo que um dia tentou nos quebrar. Ele ainda me segurava firme pela cintura, o rosto encostado no meu pescoço, a respiração pesada começando a se acalmar junto com a minha. Não era só desejo. Nunca foi. Era abrigo. Era encontro. Era redenção. Me mexi devagar, sem pressa, só pra ajeitar o corpo, e dei um beijo leve no ombro dele. — Vamo sair antes da água esfriar e tu pegar um resfriado, velho teimoso — murmurei no ouvido dele, com um sorrisinho preguiçoso nos lábios. Ele soltou aquele resmungo baixo que eu já tinha aprendido a amar. — Eu pegava uma gripe feliz agora… só pra ficar colado em tu assim mais um tempo. — Para de graça — f

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