CAPÍTULO 70 EDUARDA NARRANDO Ver ele ali, sentado na cadeira, todo marrento com aquele sorrisinho torto de quem finge que não precisa… me dava um misto de vontade de rir e vontade de abraçar forte. Porque ele era assim: duro por fora, mas por dentro… eu já tinha visto. — Agora tu pode reclamar, mas vai limpo — falei, ajeitando os cabelos pro alto e prendendo num coque rápido. Ele soltou aquele riso rouco e baixinho que sempre me desmontava. — Tu gosta de mandar em mim, né? — Gosto mais ainda de cuidar — respondi, dando um selinho rápido nos lábios dele antes de ir até o banheiro. Abri a porta e fui ligando o chuveiro na temperatura morna. Deixei a água cair pra esquentar o banheiro, enquanto colocava a toalha no lugar e puxava o tapete mais pra perto. Voltei pro quarto e empurrei a

