CAPÍTULO 97 DIGÃO NARRANDO Tô puto. Mas puto de verdade. Daquele jeito que a mão coça pra bater em alguém, pra sentar o dedo na p***a de um filho da putä, a testa lateja e o estômago embrulha só de pensar no que deu errado. Tô na sala da boca, sentado no sofá rasgado, com o ventilador girando barulhento e o radinho chiando no canto. A TV tá ligada no mudo, passando jornal, mas minha atenção não tá ali. Tá longe. Tá no que era pra ter acontecido… e não aconteceu. — Era só matar o aleijado e a p*rra da doutora. Só isso. Um serviço simples — rosnei, socando o braço do sofá com a mão fechada. Os dois moleque que eu mandei? Um tá morto, o outro preso. Os segurança do Sombra renderam rápido. E o pior… o cara ainda teve tempo de reagir. De revidar. De sair vivo de novo nessa porrä. — Caralh

