CAPÍTULO 96 SOMBRA NARRANDO Assim que ela sumiu no corredor, fechei os olhos por uns segundos, respirando fundo. Mas o sossego durou pouco. O sangue ainda fervia. A cabeça martelando. E a pergunta não saia da minha mente: quem mandou os cara? Peguei o celular que tava no bolso da bermuda, desbloqueei rápido e já disquei o número dele. Kelvin. Chamou duas vezes só. — Fala, Sombra — ele atendeu na hora, a voz meio abafada, som de TV ao fundo. — Deu r**m, mano. Tentaram vir pra cima de mim agora há pouco, no asfalto. — Que?! Como assim? — Dois cara em moto. Vieram armadão. Trocação no meio da avenida. Fumaça e os outros conseguiram segurar, derrubaram os dois. — falei, com a voz fria. Silêncio do outro lado. — Tu viu algum movimento aí? Alguém estranho subindo, alguém sumido? Ouv

