CAPÍTULO 31 EDUARDA NARRANDO A mão tremia. A voz m*l saía. Mas mesmo assim, eu tinha que fazer alguma coisa. Precisa falar com a minha irmã. Ela devia estar preocupada comigo. Depois de horas presa naquele lugar, tentando manter a sanidade, tentando entender o que tava acontecendo… eu não aguentava mais. Precisava ouvir uma voz conhecida. Precisava sentir que o mundo ainda existia do lado de fora daquele barraco blindado que me prenderam. Sai do quarto onde eu estava e bati na porta do escritório dele, e então ele mandou eu entrar. Antes de tudo, eu precisei respirar fundo. Encarar aquele homem parado ali na minha frente com a expressão fechada e o olhar sempre desconfiado. Meu coração batia tão alto que parecia ecoar no barraco inteiro. Mas eu sabia que não podia vacilar. — Eu… preci

