CAPITULO 22 EDUARDA NARRANDO Terminei de almoçar devagar, ainda com aquele nó no estômago. Não era fome, não era enjoo. Era ele. Era o Sombra. O jeito como ele falava, como me olhava… como me invadia sem pedir licença. Tentei afastar os pensamentos, mas era como tentar segurar água entre os dedos. Levantei da mesa, deixei a bandeja no lugar certo e fui saindo do restaurante. Cruzei a rua de volta pra clínica, mas no caminho me lembrei de uma coisa: — Merda… o chip. Parei de andar, colocando a mão na testa. Joguei meu chip fora e agora eu tava dependendo do wi-fi da clínica pra falar com minha irmã. Nem pro pessoal da clínica eu tinha passado número atualizado. Suspirei fundo e peguei o caminho da esquina, onde sabia que tinha uma daquelas lojinhas de celular que vendem tudo: capinha

