CAPÍTULO 137 LUIZA NARRANDO A porta bateu com força, me fazendo pular de susto. Fiquei ali, parada no meio do quarto, com o coração na garganta e as mãos tremendo. O Digão saiu cuspindo veneno. Ameaçou meu filho. Meu filho, p***a! A vontade era de sumir. De desaparecer desse mundo. Mas eu sabia que não dava. Ele não tava blefando. Conheço o olhar dele quando fala sério… e hoje ele falou com a morte no olho. Me sentei na beirada da cama, abracei os joelhos e deixei o choro escorrer. Baixinho. Sozinha. Mais uma vez. Sempre sozinha. O pior é que ele tem razão numa coisa: o Sombra tá voltando. E se ele me ver no morro… ele me mata. Mas se eu não for… quem vai pagar é meu filho. Respirei fundo, enxuguei o rosto e levantei. Fui até o armário, peguei uma calça jeans simples, uma blusa lisa

