CAPITULO 9 EDUARDA NARRANDO A comida chegou numa bandeja de inox fumegante, cheia de potinhos coloridos e cheirosos. A feijoada veio borbulhando, o arroz soltinho, a couve refogada com alho, a farofa bem douradinha. O cheiro tomou conta da mesa. E mesmo sem muita fome, meu estômago roncou. Milena logo foi servindo os pratos, animada, como se fosse domingo em família. — Cê vai amar isso aqui, Duda. Eu só como aqui agora — disse, colocando feijão no meu prato com aquele cuidado de irmã mais velha. Kelvin pegou a garrafa de coca e encheu os copos. O Digão… só observava. Com o garfo na mão e o prato já meio cheio, ele me lançou de novo aquele olhar curioso. — Mas e aí, Duda… — começou, apoiando o cotovelo na mesa. — O que fez tu sair de Santa Catarina e vir parar logo aqui no Rio? Engo

