CAPÍTULO 67 EDUARDA NARRANDO A boca dele ainda tava na minha, devagar, firme, cheia de tudo que a gente não conseguia dizer com palavras. E mesmo depois de tudo que a gente tinha vivido ali dentro daquela banheira, eu ainda queria mais. Mais beijo. Mais toque. Mais dele. Encostei a testa na dele, com um sorrisinho mole nos lábios, ainda sentindo meu corpo todo vibrando, como se cada parte de mim tivesse sido despertada por ele. — Eu devia ter te encontrado antes — murmurei, com os dedos fazendo carinho no rosto dele. Ele abriu os olhos devagar, com aquele olhar quente, intenso, que me deixava bamba. — Se fosse antes, talvez não fosse do jeito que é agora — ele disse, com a voz baixa, rouca. — A gente veio no tempo certo. No nosso tempo. Suspirei fundo, deixando a cabeça cair no ombr

