CAPÍTULO 131 PAULA NARRANDO Essa semana foi puxada. Tensa demais. Nem consegui colar pra ver o Maconha. Minha madrinha tava impossível, todo dia inventava uma coisa nova pra eu resolver no asfalto. Era banco, era loja, era mercado… uma missão atrás da outra. Só consegui falar com ele pelo celular mesmo, umas mensagens rápidas, uns áudios curtos. Mas ver, de verdade? Nada. Cheguei em casa tarde hoje. A loja ficou cheia o dia todo, gente entrando e saindo sem parar. Tava morta, com o pé doendo e a cabeça latejando. Abri o portão, entrei arrastando a bolsa e já senti o cheiro da comida vindo da cozinha. — Chegou agora, Paula? — a voz da minha madrinha ecoou lá de dentro. — Agora… — respondi, jogando a bolsa no sofá e indo até a cozinha, ainda de uniforme. Ela tava ali, de avental, mexe

