CAPÍTULO 130 SOMBRA NARRANDO A noite já tinha caído fazia tempo. A luz da lua batia na janela do quarto e iluminava de leve o rosto da Duda, que dormia toda encolhidinha, cabelo bagunçado no travesseiro, a pele ainda quente do banho e do que a gente viveu antes de apagar. A mulher era minha calmaria, mas o mundo lá fora… esse não deixava eu descansar. Sentei devagar na beirada da cama, puxei a cadeira e deslizei meu corpo com cuidado. Tava só de cueca, o corpo doendo numas partes e tremendo de prazer em outras. A fisioterapia me deixava esgotado, mas o fogo que a Duda acendia em mim… esse nem anestesia apagava. Empurrei a cadeira até a sacada. O ar fresco bateu no meu rosto e trouxe um pouco da paz que eu precisava. Peguei o celular no carregador, respirei fundo e disquei. Chamou dua

