CAPITULO 89 EDUARDA NARRANDO Eu ainda tava com as pernas tremendo. A água já nem tava quente mais, mas o calor dele ainda fervia dentro de mim. Meu corpo grudado no dele, meu coração disparado, minha alma inteira entregue. Encostei a testa no ombro dele, sentindo a respiração pesada dele contra minha nuca, e sorri… daquele jeito bobo de quem acabou de viver uma cena que parecia filme. — Tu vai me matar ainda, Duda… — ele murmurou, rindo baixinho. — Mas vai ser de prazer — respondi, mordendo o lábio e beijando o ombro dele com carinho. Ficamos ali mais um tempinho, só curtindo o silêncio e o som da água pingando, até eu me levantar com cuidado e sair da banheira. Meu corpo ainda latejava, a pele arrepiada. Peguei uma toalha grande e me enrolei devagar, depois fui até ele e ajudei a le

