Clara.
Eu estava no corredor, encostada na parede, tentando não fazer barulho enquanto escutava a conversa na sala. O coração batia tão forte que parecia ecoar pela casa. Cada palavra que saía da boca do meu pai me fazia sentir mais nojo.
— Vamos fazer assim, Bruno — disse ele, com aquele tom autoritário que usava para manipular todo mundo. — Você faz sua parte, eu te ajudo a ganhar ainda mais poder aqui no Alemão, e garantimos que todos saiam ganhando.
Respirei fundo, tentando conter a náusea. Como ele conseguia ser tão frio, tão calculista? Será que esse era o homem que me criou, ou o sistema o transformou nessa pessoa?
Inclinei-me um pouco mais, tentando ouvir a resposta de Bruno. Ele estava sentado no sofá, casual, mas sua postura carregava a imponência de alguém que sabia exatamente o que estava fazendo.
— Não vou dividir e nem te dar metade do que eu ganho aqui, doutor. — A voz dele era firme, quase desdenhosa. — Até porque, tem muito político por aí que faz o que você está propondo por um valor bem mais baixo.
O silêncio que se seguiu foi esmagador. Eu sabia que meu pai não estava acostumado a ser desafiado, muito menos por alguém como Bruno.
— Não seja t**o, Bruno. — Meu pai finalmente quebrou o silêncio, com aquele riso falso que eu odiava. — Você sabe que a minha influência pode facilitar muita coisa pra você. Não precisa me tratar como inimigo.
Bruno riu, um som baixo, que misturava deboche e desprezo.
— E você sabe que eu não preciso de você pra nada, doutor. Eu já sou dono disso aqui. Se você quer fazer campanha aqui, vai ter que aceitar minhas condições.
A confiança na voz dele era quase palpável. Eu deveria estar horrorizada, mas, de alguma forma, aquilo só me prendia mais. Bruno era perigoso, sim, mas também verdadeiro. Diferente do meu pai, que vestia uma máscara pra esconder sua podridão.
Não consegui ouvir mais nada. Me afastei devagar, tentando processar tudo. Estar na casa de Bruno era um desafio constante entre a razão e o coração. Ele era tudo que meu pai odiava, mas, ao mesmo tempo, era a única pessoa que parecia enxergar a verdade.
Fui para o quarto fechando a porta devagar, comecei a andar de um lado para o outro até que ouvi a porta fechar, e passos na escada em seguida, parei olhando para a porta e Bruno apareceu, ele entrou no quarto tirando a camisa e a jogando sobre a cama.
- Realmente, seu pai é um babaca. - Ele se aproximou de mim, passou a mão sobre meu rosto e encostou nossos lábios. - Ainda bem que a filha dele é diferente.
- Ele não vai desistir, se a ideia dele é ganhar dinheiro em cima de você, ele vai dar um jeito, até conseguir. - Falei tentando manter a calma.
- Fica em paz Princesa, pra isso ele vai precisar passar por cima de mim, e meu pai não morreu em vão. - Ele sorriu puxando meu cabelo e dando beijos no meu pescoço.
- Bruno. - Sussurrei me derretendo toda pra ele. - Eu preciso resolver aquela questão.
- Eu vou te ajudar, mas antes, você tem que me ajudar com uma coisa. - Ele disse descendo os beijos pelo meu pescoço até meus s***s e mordeu os b***s um de cada vez por cima da roupa.
Meu corpo se arrepiou e eu já não conseguia mais lembrar de nada do que estavamos falando, Bruno não me deixou mais fazer nada, quando percebi ja estava sem a roupa e sobre a cama dele, enauanto ele beijava meu corpo e me fazia gemer de prazer sem nem ao menos ser penetrada.
Os beijos dele foram descendo pelo meu corpo até encontrar minha b****a e então senti quando a língua dele me penetrou, meus gemidos começaram a sair, e eu só conseguia pensar em como era gostoso o jeito que ele usava a lingua em mim.
Bruno parou e me virou na cama, me deixando de bruços e então senti ele me puxar pela cintura e me penetrar, revirei os olhos e deixei os gemidos sairem sem vergonha alguma, e todas as vezes que transava com Bruno, era como se fosse a nossa primeira vez de tro daquele quarto em cima das mesas.
Ele segurou no meu cabelo o puxando e senti os tapas seguidos na minha b***a que ardiam mas que me davam muito prazer, ele não parou de me penetrar e gemer junto comigo com aquela voz grossa e rouca, Bruno puxou meus braços os prendendo na minhas costas e com uma das mãos e com a outradeu tapas na minha cara, até que ele não aguentou mais e gemendo forte e rouco gozou dentro de mim.
Meu corpo ja estava mole, até ele me virar e começar a me masturbar, comtinuei a me contorcer na cama na cama implorando para ele acabar logo com aquilo, até que ele sorrindo encostou o lábio no meu.
— Goza pra mim. — Meu corpo apenas obedeceu e eu me tremi toda na cama. — Gostosa.
Ele chupou os dedos me olhando e eu ri, ele saiu andando pro banheiro e me levantei em seguida indo atrás dele no banheiro, e lá tivemos mais uma sessão de cine privê, e eu não me cansava de dar pra esse homem.
Depois de um tempo ja estavamos prontos pra sair, Bruno respondeu algumas coisas no rádio e em seguida me levou para conhecer mais da comunidade, falei para ele das ideias que eu tenho.
— Acho que pode ser legal, as crianças aqui vivem todos os dias como o último e eu nem culpo eles. — Bruno se encostou no carro, ja era tarde e o sol estava se pondo. — Esses dias um menor veio atrás de mim pedindo pra entrar pro movimento, tudo por que a mãe não consegue dar roupa de marca pra ele.
— Você não tem culpa Rei, ninguém tem. — Encostei nele e ele me abraçou. — Tive uma ideia, o que acha de juntar as crianças e pedir a cada um pra falar o que quer ganhar, a gente vai la e compra, eu te ajudo.
— É muita criança, imagina se todos quiserem coisas caras? — Ele disse tirando jma mexa do meu rosto e colocando atrás da minha orelha. — Mas podemos tentar.
Bruno beijou meu pescoço e se afastou do carro me dando espaço, peguei a chave na bolsa, quando ouvi uma voz feminina chamando o Bruno pelo Vulgo dele o que me fez virar, a moça sorriu para mim.
— Essa deve ser a Clara. — Ela falou e me estendeu a mão e em seguida deu dois beijos em meu rosto. — Rei me falou de você mais cedo.
— Prazer, e você é? — Perguntei e Bruno se meteu no assunto.
— Valesca, quem eu te falei sobre mais cedo, ela que toma conta do centro social da comunidade.
— A gente pode marcar algo amanhã? — Ela perguntou e concordei com a cabeça.
— Claro, venho cedo pra cá e te encontro. — Falei sorrindo e ela concordou acenando para mim e Bruno, ele sorriu e me olhou.
— Eu queria que ficasse. — Ele disse me dando beijos. — Fica.
— Não posso, e outra, você não vai focar em casa, e eu não quero ficar sozinha, sua ex é maluca.
Rimos juntos e ele abriu a porta do carro, entrei e abri o vidro, ele me beijou de novo e se afastou, liguei e o carro e acelerei saindo do morro, indo em direção a minha casa, la estava tudo quieto, as luzes apagadas e meus pais provavelmente não estavam.
Entrei e fui direto pro meu quarto.