CAPÍTULO 41 — PEDRO NARRANDO Eu já lidei com muita coisa nessa vida. Processos que poderiam derrubar homens poderosos, acordos feitos na beira do colapso, gente desesperada tentando comprar o que não tem preço. Mas nada disso me preparou para o tipo de silêncio que se instalou naquela mansão depois da notícia. Grávida. A palavra ainda ecoava na minha cabeça como um tiro que não terminou de sair do cano. Eu estava na sala, imóvel, com o celular ainda na mão, mas sem enxergar mais nada na tela. A Vitória tinha saído como um furacão, levando junto qualquer ilusão de controle que ainda existia ali dentro. E agora eu estava sozinho com aquilo que ela tinha jogado no meu colo como se fosse mais um problema jurídico para resolver. Mas aquilo não era jurídico. Era sangue. Era o Junior. Era

