Elisa havia esquecido como era difícil conseguir atendimento no SUS. Ela odiava aquelas salas de espera lotadas e a má vontade da maioria dos funcionários das policlínicas, mas era orgulhosa demais para aceitar que Jamaica pagasse uma consulta quando ele ofereceu mais cedo, então lá estavam os três, ela Jamaica e Bea, sentados naquela sala abafada e lotada de pessoas, esperando a psicóloga chamar Elisa. A senha dela era a número dois, era uma senha de prioridade, por causa da presença de Bea, e ainda assim, ela continuava sentada na cadeira de espera do saguão, as três da tarde. E eles diziam que os médicos começavam a atender a uma hora da tarde. Ceeeerto. — Eu me sinto péssima por fazer a Bea ter que esperar aqui com a gente — ela murmurou, desviando o olhar de uma senhora que reclama

