O caminho até a mansão é silencioso. Peter anda à minha frente, passos firmes, postura impecável, como se cada músculo estivesse treinado para não demonstrar nada. Ele não fala. Não olha para mim nenhuma vez. E eu… sigo atrás, igualmente calada. Ou pelo menos tento. Porque, discretamente, meus olhos insistem em fugir para ele. A luz fraca do fim de tarde bate nos cabelos pretos dele, e por algum motivo isso faz os fios ganharem um brilho azul profundo, quase irreal. Como a asa de um corvo molhada. Lindo demais. A camisa dele simples, preta fica justa no corpo. Ele parece esculpido, como se tivesse sido moldado à mão por algum artista obcecado. Ombros largos, cintura marcada, aquele jeito silencioso que me lembra um predador elegante. E a pele dele… pálida. Tão pálida que chega a re

