Brian Martim
Se eu me arrependo de ter aceitado fazer o favor para senhora colins? Claro que não! Se eu estou arrependida ter aceitado usar o traje formal que ela pediu? Sim, estou muito!
Nunca entendi o lance de que empresas como essas precisam usar esses saltos finos, saias justas, blusas formais ou vestidos formais, nunca foram o meu tipo. Gosto de usar algo que me deixe confortável, mas não desleixada. Uma blusa lisa, calça jeans ou moletom, e meus preciosos tênis, não trocaria por nada meus tênis, mais no momento preciso.
Senhora colins me pediu para usar a saia preta, blusa social branca e esses saltos pretos. Como fiquei com muita vergonha de não aceitar seus mimos a mim, tive que aceitar e tive que usar.
Viro a sua com o barulho desses saltos batendo contra o chão - desvantagem de não ter carro ou saber dirigir um - a empresa aparece diante aos meus olhos, o grande logotipo, sua marca.
B.M all the best for you.
Um logotipo em grandes letras cinzas a frente do grande edifício. Era um prédio grande, difícil de passar despercebido, e não tinha nem como passar despercebido, já que as letras tinhas luzes atrás, destacando e chamando ainda mais atenção.
O edifício tinha no mínimo trinta e dois andares totalmente espelhado, era difícil não ver.
Paro na calçada da frente, resmungo do meu pé, passando a minha mão no tornozelo. Solto um alto suspiro, fazendo algumas pessoas envolta olharem para mim - curiosos - com ar questionador. Olho mais uma vez para o imenso prédio, indireto meus ombros como se isso me desse determinação - o que é uma enganação - e coragem, sem pensar mais uma vez em todas as formas que eu poderia ter de passar vergonha, como: cair andando, tropeçar com esses ridículos altos, abaixar e essa saia mais colada que minha própria pele rasgar, ficar com mancha de suor no suvaco ( o que era impossível, já que não estava tão frio assim), não conseguir falar, entrar em uma crie de Pânico, passa m*l, ok, são muitas coisas que podem acontece. Esses lugares realmente não são para mim.
O sinal fica no vermelho, me dando acesso a atravessar na direção do grande prédio vidrado. Ao chegar em frente, pego na minha pequena bolsa, tiro dela o cartão de acesso de entrada que senhora colins avia me dado. Vou para frente da porta de vidro, o scaner ao lado dela me chama atenção, coloco o cartão na frente e as portas se abrem.
Uau.
Entro pelas portas, o vento gelado do ar condicionado bate em minha pele, fazendo meu corpo ter calafrios. Me sentia minúscula naquela grande área de entrada, sons frenéticos de saltos batendo no chão, mulheres com seus cabelos bem presos em um r**o de cavalo e suas roupas formais, homens com seus cabelos cheios de gel, vestindo seus ternos e com várias folhas em suas mãos, andando de um lado para o outro. Essa empresa parecia que não parava em momento algum.
Ando na direção da mesa da recepção, a mulher estava no telefone, outra teclava rapidamente seu computador, e outra estava assinando alguns papéis.
- Com licença.- Falo um pouco baixo, nervosa com o ambiente que não conhecia bem.
A mulher que assinava suas folhas ergueu sua cabeça na minha direção, deixando suas folhas de lado se levantou para ficar de frente comigo.
- Seja bem-vinda a marca B.M all the best for you, em que posso ajudá-la?- Falou educada e formalmente.
- A senhora colins me pediu para vir pegar uma papelada que ela deixou aqui.- Explico.
- Claro. A sala dos parceiros fica no mesmo andar do chefe. É o penúltimo andar, número trinta e um. Lá tem uma secretária, ela vai pegar para você.- Diz a mesma.
Aceno com a cabeça, agradecendo a garota. Olho em volta a procura de um elevador que estava no corredor a frente. Chamo o mesmo e espero pacientemente, com minhas mãos cruzadas na frente do meu corpo, meu corpo encolhido e cabeça baixa.
Quando o elevador chega, meu celular que só tava para enviar SMS e ligação toca, fazendo-me pegar rapidamente e entrar no elevador. Pela tela daquele minúsculo celular, vejo ser Gabriela, minha melhor amiga do Brasil.
– Alô.– Falo na minha língua nacional. O português.
– Como está a minha incrível amiga? Seu português está ficando sotaque, que inveja.– Ela diz com seu jeito rápido e ligeiro de fala.
– Bom, se formos falar sobre meu sotaque, sabe que é um caso perdido, só não perdi minha nacionalidade porquê falo com você e com meu pai.– Explico apertando o número trinta e um no elevador.
– Quando irá vir me ver? Já faz tempo e eu estou com saudade.– Ela resmunga.
Posso imaginar ela cruzando seus braços e fazendo o maior bico, com cara de criança mimada.
– Do mesmo jeito que eu posso ir de visitar, você pode vir aqui também.– retruco com a mesma.
Ela solta uma risada sem graça.
– O que está fazendo agora?– Muda de assunto.
Claro que ela já sabia quem era a fera de Hollywood, foi uma das primeiras coisas que contei a ela quando cheguei. Foi uma ligação engraçada, de minha cidade é linda para minha cidade tem uma fera. Nunca chegamos a falar geralmente sobre ele, apenas comentado.
– Estou na empresa B.M.– Falo.
– Que empresa é essa?– Questiona.
– É a empresa da fera de Hollywood.– Murmuro.
Tiro o telefone do meu ouvido, e mesmo a alguns centímetros de mim, conseguia ouvir seus berros na outra linha.
– COMO ASSIM VOCÊ ESTÁ NA MARCA DA FERA DE HOLLYWOOD? VOCÊ VIU ELE? ELE É BONITO COMO FALAM? NICK, ME RESPONDE AGORA.– Ela diz aos berros.
Coloco o celular no ouvido novamente. Vejo pela janela dos andares que já estava no vinde e cinco.
– Não precisa gritar, eu te ouço muito bem.– Reclamo.
– É que amiga, você nunca me falou tanto sobre ele.– Ela murmurar. As portas do elevador se abrem, começo a andar para frente, sem saber muito para onde estava indo, destraida com a minha ligação.– Você só comentou que na sua cidade tem uma mistura de Cristian Grey com Massimo e Gabriel do inferno de Dante, nunca entrou em detalhes.– Ela diz.
– Eu nunca disse que ele parecia com nenhum desses homens.– Falo segurando a risada.
– Ok, talvez eu tenha viajado um pouco. Agora me fala, como ele é? Como dizem que ele é?– Pergunta em um tom curioso.
Solto um suspiro, essa menina sempre me fez morrer de rir.
– Bom, dizem que ele é cavalheiro.– Falo destraida.– Educado, as vezes formal demais.– Continuo.
– Por enquanto só parece mais um galanteador de meia tigela.– A mesma fala.
Dou um sorrisinho.
– Dedicado, inteligente, misterioso.– Continuo falando o que escutava sobre ele.
Viro o corredor, escuto umas vozes, algo do tipo de novos negócios e marcas concorrentes a altura. Meus olhos se erguem, e me deparo com uma sala de vidro um pouco perto de onde eu estava. Lá avia vários homens, todos com ternos, cabelos lambidos em gel.
Todos estavam sentados em uma grande mesa, dois estavam na porta com ternos pretos, uma mulher de cabelos loiros no canto da sala. Na frente do telão avia um homem aparentemente nervoso, explicando algo sobre o trabalho que aparecia no telão, na ponta um homem, que olhava atentamente o que o rapaz nervoso dizia.
– Nick? Ainda está aí? Continua me falando como ele é.– Pede a mesma.
Mesmo destraida olhando para a sala, tento continuar a conversa.
– Dizem que ele é intenso, muito intenso.– Falo.
O homem que estava nervoso começou a não conseguir dizer uma palavra sequer, fazendo o homem que o olhava atentamente se levantar. Sem presta atenção, estava descrevendo o homem que olhava para Gabriela.
– Seus passos são altamente calculados, como se ele soubesse onde iria pisar mesmo não estando naquele local aquela hora. Uma postura ereta e... Intimidante.– Murmuro.
O rapaz nervoso faz um leve aceno e se senta rapidamente do seu lugar, o homem toma posse do lugar dele, virando o corpo, me dando acesso a ver seu rosto.
– Seus cabelos são meio loiros, sua barba não era é tão grande, era média, combinava com seu rosto fino, além de ser natural como a cor de seus cabelos.– Falo olhando vidrada no homem a minha frente.
Seus cabelos também era os únicos que não estavam em gel, eram jogados para o lado, era um cabelo médio de tamanho. Seu corpo estava coberto por um terno feito sob medida, impecável, não avia um fio dele fora do lugar, em um tom preto e cinza. E seus olhos.
Seus olhos eram azuis, sérios, profundos e autoritários, observava atentamente o lugar. Ele tinha uma aura muito forte, fazendo os homens da sala ficarem em um silêncio quase cômico.
– O que mais?– Questionou.
– Ele é realmente intimidador.– Falo.
Depois de alguns minutos olhando para os homens, sua voz grossa e com um tom rouco no final surge.
– Qual é o objetivo de vocês com seus trabalhos? Alcançar níveis altos ou apenas me darem mais dor de cabeça? Em? Já faz dois meses que estou pedindo algo inovador e vocês vem com algo incrivelmente patético.
Amplie seus olhos, fiquem atentos no que está bombando por aí e façam algo mais descente.– Ele reclama.
– Mais senhor, eu pesquisei muito, poderíamos arriscar.– Um homem tem uma gota de coragem de se pronunciar.
– Arriscar o que? Minha marca? Minha reputação? Meu dinheiro? Sei que é um homem dedicado senhor micaias, mais não me faça ter pena do senhor, pois se eu tiver, terei que fingir ser bom e terei que fingir não te dar um sermão quando precisa, então se não tem mais nada a acrescentar, por quê está falando?– Questiona.
Uau.
– Muito intimidador.– Complemento.